Semana do Folclore na Creche Marieta Navarro Gayo

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Viva São Pedro e viva São João na Creche Marieta Navarro Gayo

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Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

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Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Volta do Túmulo

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                              Reprodução Web


 


José Custódio de Oliveira foi o primeiro tesoureiro da Maternidade “Casa da Mãe Pobre”. Fazia parte da primeira Diretoria eleita na Assembléia Geral que fundou a novel Instituição, em sua reunião histórica realizada a 10 de novembro de 1940.

Apesar de sua idade avançada e precário estado de saúde, exerceu o seu mandato durante dois anos consecutivos com eficiência invulgar, fazendo, inclusive, o papel de cobrador dos primeiros sócios contribuintes, pois não podíamos pagar cobradores. Todo o dinheirinho que entrava era avaramente guardado para a futura construção.

Ao ser eleita a terceira Diretoria, no início, portanto, do terceiro ano da Entidade, o segundo tesoureiro, Severino Pinto Dámazo, propôs ao Custódio trocarem os cargos, para aliviar o nosso companheiro, já alquebrado. Essa medida deveu-se também ao aumento de serviço na tesouraria, que ia avultando dia-a-dia. Nessa altura estávamos iniciando a construção do futuro Hospital, no imóvel adquirido, na Rua Frei Pinto nº 16, Estação do Rocha, onde se acha instalado.

Nas proximidades da sua inauguração, o Diretor da Casa, Dr. Luiz Adolfo Magalhães, ilustre e operoso engenheiro, ressaltou a necessidade de todos os Diretores estarem a postos quando a Instituição fosse inaugurada. Tinha ele larga experiência do assunto, pois durante vários anos chefiou o departamento especializado da Prefeitura, nesse setor. Por fim, tendo-se em vista o progresso sempre crescente da enfermidade do Diretor Custódio, que não mais comparecia às reuniões da Diretoria, propôs que esse Diretor fosse substituído por outro companheiro, para poupar o Custódio ao compromisso assumido.

O caso foi longamente debatido, para não se ferir a sensibilidade do companheiro enfermo. Por fim deliberou-se oferecer-lhe o lugar de Diretor de Honra para, se sua saúde o permitisse, trabalhar onde lhe aprouvesse. Esse título foi homologado posteriormente pelo Conselho Deliberativo. Ao mesmo tempo foram nomeados cinco Diretores para levar a boa nova ao nosso companheiro, Custódio.

Chegados à sua casa fomos introduzidos no quarto do enfermo, que se achava acamado. Cumprimentos e votos de melhoras foram trocados. Seguidamente fez-se uma resenha do andamento da construção, trocando-se ideias também sobre assuntos e, por fim, deu-se a grata notícia. Grata para nós, não para ele, conforme prova o desenrolar dos acontecimentos.

Quanto à resolução tomada, pensavam os Diretores presentes que nosso companheiro enfermo iria sentir-se honrado. Todavia, ao lhe ser relatada a resolução, notamos com tristeza que o Custódio não a tinha aprovado, muito embora não emitisse opinião a propósito. Seu rosto demonstrou desde logo, embora veladamente, repulsa à medida tomada.

Seguiram-se as despedidas e quando chegamos à rua, externamos nosso parecer a propósito. Dois outros companheiros também tinham captado o pensamento do enfermo.

Tempos depois o Custódio faleceu, antes mesmo de o Hospital ser inaugurado. Passam-se os anos. Talvez três anos ap6s esse epis6dio, estávamos em plena reunião espiritual quando, pelo médium Nilo Silva, nosso inolvidável companheiro, se manifesta um Espírito com sotaque de português provinciano, informando que tinha trabalhado na “Casa da Mãe Pobre. “

O que nos causou espécie foi a mudança da voz.

O Nilo era brasileiro, natural de Iguaba Grande, Estado do Rio, e nunca tinha ido a Portugal. Quem seria o espírito comunicante? Voltando à carga, nosso Irmão da Espiritualidade solicitava aos Diretores da “Casa da Mãe Pobre”, ali presentes, que lhe facultassem a volta ao trabalho redentor na Instituição. Queria trabalhar, embora estivesse do outro lado da vida.

Quando lhe perguntamos como se chamava, respondeu logo: – “Sou o José Custódio de Oliveira, antigo companheiro de trabalho na Instituição.”

Demos-lhe as boas-vindas, externando nossa satisfação de sermos visitados pelo nosso querido irmão. Depois de dialogarmos sobre vários assuntos, fizemos-lhe ver que o pedido de sua reintegração na “Casa da Mãe Pobre” deveria ser dirigido às Autoridades Espirituais, que do mais Alto orientam os destinos da Instituição.

Nessa altura do colóquio entre os dois, o Custódio confessou o seguinte:

– “Nestes últimos tempos cheguei à conclusão de que, embora desencarnado, deveria voltar a trabalhar na “Casa da Mãe Pobre”. Aqui em cima – na Espiritualidade – também há um grupo de irmãos nossos que atuam em benefício da Entidade. Já me dirigi à direção desse agrupamento, pedindo o ingresso desejado. Eles atenderam à minha solicitação, mas puseram como condição preliminar que, tendo-me desligado da Entidade por vontade própria, quando ainda estava na Terra, era imperioso pedir a vocês meu reingresso nessa grande obra de solidariedade humana, nesse agrupamento puramente cristão.”

Desde logo compreendemos a linguagem do Custódio. Como foi explicado acima, ele não gostou de que o deslocássemos do posto que ocupava, embora lhe tivéssemos oferecido um posto honroso. Fechou-se em copas e seu espírito se desligou da Entidade.

Muito sensibilizado, respondemos:

– “Custódio, nunca a Diretoria desligaria você desta Casa de Deus. Apesar de você estar no outro lado da vida, continua a morar em nossos corações, na qualidade que lhe outorgamos de Diretor de Honra.”

Nesse momento, os olhos do médium estavam lacrimosos, e o Custódio arrematou:

– “Agora dou graças a Deus por me ter facultando a volta à casa onde muito trabalhei. Daqui em diante continuarei colaborando na Instituição que tanto amei.”

A seguir, despediu-se.

No final da reunião trocamos ideias com os companheiros sobre o assunto em foco. Não era necessário o Custódio pedir-nos autorização para trabalhar na Entidade, ainda que na posição de espírito desencarnado. Todos os que trabalhamos na “Casa da Mãe Pobre” ou em outras entidades semelhantes pouco ou nada representamos nos serviços de conjunto das Instituições espalhadas pelo Mundo, cujos verdadeiros dirigentes nos inspiram das Altas Esferas. Todavia, embora a nossa contribuição seja mínima, nossa cooperação é necessária .

Este episódio veio-nos alertar da grande responsabilidade que pesa sobre nossos ombros ao aceitarmos as tarefas que nos cumpre desempenhar.

Jogar o fardo fora e acomodarmo-nos em cadeiras de balanço, fugindo dessa forma ao trabalho redentor, representa tremendo erro que em outras reencarnações teremos de reparar, com esforços ainda maiores.


O episódio em pauta representa um aviso para todos nós e ao mesmo tempo séria advertência.


 

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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 

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