Um Servo do Senhor


 


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                     Reprodução Web

Coriolano dos Reis de Araújo Góis, era um homem notável. Marido exemplar e pai de onze filhos, todos com educação esmerada, era como dizemos comumente, um mão aberta para os necessitados. Por vezes vimo-lo pedir dinheiro emprestado, para doar aos desvalidos.

Certa feita, sua esposa, ótima criatura e desvelada mãe, declarou-se desolada devido ao procedimento do marido neste particular e pediu nossa opinião. Naturalmente defendemos o velhinho, pois já tinha os cabelos brancos, e respondemos: “O Dr. Coriolano é um poço de virtude, segundo os padrões evangélicos. “

Essa nossa opinião valeu-nos séria reprimenda da nobre e bondosa senhora que desejava resguardar o patrimônio do querido marido.

Por ser um homem de bondade inata e elevado teor moral, convidamo-lo a presidir os destinos da futura “Casa da Mãe Pobre”, que ainda se achava em embrião ao que ele anuiu.

Passados meses, quando o trabalho de coordenação de valores tinha chegado ao fim, telefonamos-lhe cobrando sua promessa.

Muito delicadamente respondeu que não mais poderia aceitar tal responsabilidade porque, no espaço de dois meses, tinham-lhe falecido dois filhos queridos. Estava alquebrado e sem forças para tal cometimento.

Ficamos desolados. À noite, concentramo-nos e pedimos orientação ao nosso Guia Espiritual. O que fazer? Já estávamos às vésperas da Assembleia Geral, onde seriam lançadas as bases da fundação da futura Entidade, com a aprovação de Estatutos, Diretoria, Conselho Deliberativo e Fiscal. Onde encontrar um homem da envergadura do Dr. Coriolano para presidir os destinos da futura Instituição.

A orientação veio logo, fluindo do nosso cérebro, cujos conceitos e dizeres eram dirigidos ao Dr. Coriolano, instando para que aceitasse o cargo que lhe estávamos oferecendo.

No dia seguinte, pela manhã, fomos levar-lhe a comunicação.

Enquanto o ônibus rodava no asfalto para Copacabana, onde morava o Dr. Coriolano, sentimos que nos falavam ao ouvido, sem saber de quem era a voz e de onde vinha. Gravamos bem as palavras que eram um novo estímulo ao ilustre e inesquecível irmão Coriolano.

Após cumprimentá-lo, sentamo-nos e transmitimos-lhe o recado que nos deram na viagem, sem omitir uma única palavra. Em seguida tomou conhecimento da mensagem recebida na véspera.

Depois de ler a mensagem, o velhinho chorou. E escusado dizer que aceitou o convite que lhe tínhamos dirigido no sentido de presidir os destinos da novel Instituição.

PROVA DECISIVA

Dos seus onze filhos, dois eram do sexo feminino. Dos homens, um era o nosso grande amigo, Dr. Floriano de Góis, médico. Seguindo-se-lhe o Dr. Hildebrando de Góis, Prefeito do Rio de Janeiro no Governo Getúlio Vargas; Dr. Coriolano dos Reis de Araújo Góis Filho, Chefe de Polícia no mesmo Governo, o qual prestou grandes serviços ao Governador Ademar de Barros, em São Paulo.

Toda a família era altamente ilustrada, inclusive as duas filhinhas.

Na época a que aludimos, andava o Dr. Coriolano bastante adoentado.

Passam-se os tempos e o Dr. Coriolano foi acometido de algo grave no coração. São chamados todos os filhos, inclusive o Dr. Coriolano dos Reis de Araújo Góis Filho. Saindo às pressas de São Paulo onde morava na época, encontrou o ancião numa tenda de oxigênio. O nosso velhinho já então tinha 82 anos.

Para incutir-lhe coragem e bom ânimo, humoristicamente disse-lhe ele ao ouvido “Papai, o primeiro que falecer, seja eu ou o senhor, deverá dar aviso ao que ficar”. Falou-lhe dessa maneira porque sabia que o velhinho era espírita, ao passo que ele era agnóstico.

O velhinho levou o caso à sério e aceitou o pacto.

No dia seguinte começaram as melhoras e os filhos, felizes, retornaram aos seus lares.

Meses após veio a recaída, desta vez para valer. O velhinho entregou a alma a Deus. Foi uma perda muito sentida, não s6 para os familiares, como também para grande número de amigos, inclusive, naturalmente, os da “Casa da Mãe Pobre” tendo-se em vista seu elevado cargo na Instituição, para quem ele trabalhou com amor incomum.

O telégrafo funcionou desde logo e os filhos foram chegando.

O FENÔMENO

Tomando conhecimento de que o corpo estava na residência dos genitores, de onde sairia para o cemitério, o Dr. Coriolano de Góis Filho, conseguiu que um amigo lhe cedesse o apartamento que possuía no Rio.

Logo que chegou, tomou banho antes de seguir para a residência dos seus. Sozinho, triste e solitário, começou a pensar no paizinho querido. Que velhinho bom era ele! Quanta falta iria fazer à sua dedicada mãe e às irmãs. Foi nesse justo momento que se deu o fenômeno: Um grande quadro que estava pendurado cai ao chão com estrondo! Ficou espantando, olhando para o quadro. Logo se levantou e foi ver onde a corda se teria rompido. Ficou intrigado, todavia, porque a corda estava intacta.

Pensou então que o quadro deveria ter-se desprendido do prego que o sustinha. Olhou para cima, verificando que o prego também estava no lugar. Além do mais, tinha uma parte virada para cima, o que evitaria a queda do quadro. Então refletiu: O quadro não poderia soltar-se do prego de jeito algum. O que se teria passado? Pensou e pensou … Somente então se lembrou do pacto que, meses antes, fizera com seu paizinho. Sim, só poderia ter sido ele. Vieram-lhe à mente as conversas de seu genitor, quando a sós lhe falava na vida eterna. Era isso:  A prova era palpável. Seus pontos de vista, que julgava intocáveis, ruíram naquele justo momento, mesmo do outro lado da vida, o velhinho continuava trabalhando para meter naquela cabeça dura a perenidade da vida.

E então brotaram do seu coração as seguintes palavras, para nós traduzidas por sua mãezinha: “Chega, papai; já compreendi”.  Desperto para a verdadeira vida, a primeira coisa que o pai buscou foi dar uma prova ao filho querido de que alguma coisa existe que ultrapassa os nossos conhecimentos materiais, essa coisa chama-se: Continuação da vida ou seja, continuação da vivência do Espírito acompanhado do perispírito, também chamado “corpo astral”, que nos possibilita a Vida Eterna.

 

O Senhor nos ilumine os caminhos.


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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