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Casa da Mãe Pobre, uma grande família

Hoje (23/09) a turma da administração da Casa da Mãe Pobre, esteve no Asilo de Jacarepaguá para um estreitamento entre abrigados e funcionários. O resultado foi o melhor possível, pois aconteceu o que esperávamos: recebemos o carinho e a alegria de vovôs e vovós que lá moram há muitos anos e fazem questão de lá permanecerem.

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Foto divulgação: Acervo CMP


Por (Eni)


“No dia 20 de novembro de 1940, reuniu valoroso grupo de irmãs e irmãos idealistas e fundaram a Maternidade Casa da Mãe Pobre, na Rua Frei Pinto, 16, atualmente, 10 a 26. Três anos após, surgia a primeira Creche, em prédio próprio, no número 75 da mesma rua,e, logo a seguir, o Ambulatório Médico, para gestantes e crianças, com o fornecimento gratuito de remédios homeopáticos.

No ano de 1958 foram fundados, na cidade de Teresópolis, o Lar Izabel a Redentora, Rua Oliveira, 321, para velhinhos, e o Grupo Escolar Izabel a Redentora, que congrega 550 alunos do jardim à 4: série, e, na cidade do Rio de Janeiro, a Instituição Maria de Nazaré.

Presentemente, também no Rio, em Jacarepaguá, foi criado o Lar das Duas Marias para a internação de 40 velhinhos.

Henrique Magalhães, que relatou toda a sua vivência junto à Doutrina Espírita e à assistência social em dois trabalhos anteriores: Casa da Mãe Pobre – 50 anos de Amor, em que conta a história da criação dessa instituição, e Como Criar e Manter Obras Assistenciais, informando aos leitores toda a sua experiência no assunto, agora nos presenteia com Em Prol da Mediunidade, uma homenagem aos medianeiros da Espiritualidade, alguns deles verdadeiros mártires no cumprimento de sua missão.”

A Instituição Maria de Nazareth “Casa da Mãe Pobre” é uma Obra do Bem a serviço da caridade e do amor ao próximo.

“ Vivemos da Caridade e para a Caridade “

Henrique Magalhães

Fonte:  Parte do texto retirado do Livro em Prol da Mediunidade, pequena história do Espiritismo de Henrique Magalhães

Galeria de Vídeos:

Os avós hoje – Que podem fazer?

Oliveros F. Otero & Fernando Corominas

Ao falar dos avós, há que distinguir entre os avós mais velhos e os avós jovens. Estas são as pessoas que começam a ter netos sem idade para ser avós ou avôs. Aqueles são os que passam dos 70 anos (ainda que a idade não diga tudo).

Por isso, quando afirmamos que os avós têm, hoje, um importantíssimo papel a desempenhar, a quem nos referimos?, aos jovens ou aos mais velhos?


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Comer em ambiente adequado e em horários regulares faz bem à saúde


 


Waitress bringing food to people eating at restaurant

Reprodução Web
Foto: Whisson/Jordan/Corbis

Fazer uma alimentação saudável envolve realizar as refeições em ambiente adequado e horários regulares. Por isso, o Ministério da Saúde orienta os brasileiros a evitar, no momento das refeições, assistir tv, falar no celular, ficar em frente ao computador ou realizar atividades profissionais; além de manter horários regulares para cada refeição do dia. É o que consta no novo Guia Alimentar da População Brasileira.

A nutricionista Fernanda Bressan explica que quando a pessoa se alimenta fazendo outras atividades, ela não dá a devida atenção ao que está consumindo. “Então é mais provável que você se alimente de forma rápida e consuma maiores quantidades de alimento e não tenha tanto prazer na alimentação. Agora quando a gente presta atenção somente na alimentação, a refeição fica mais prazerosa e a gente consegue consumir menor quantidade de alimento”, comenta.

Fazer as refeições em ambiente e horário adequados é um hábito que a arquiteta Danyérika Nunes já pratica há algum tempo. Mas Danyérica conta que nem sempre foi assim. “Antes era bem desregulado, não tinha hora certa. Às vezes tomava o café e depois só o almoço bem tarde. Durante o dia, como passo o dia todo trabalhando, era sempre em restaurante. Agora eu estou procurando regular os horários e também o tipo de alimentação porque eu estava me sentindo cansada. Por conta da saúde, eu resolvi fazer essa mudança”, destaca a arquiteta.

O Guia Alimentar da População Brasileira edição 2014 traz orientações sobre os cuidados com a saúde e como manter uma alimentação saudável e balanceada. De acordo com a coordenadora geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, o novo guia valoriza a alimentação no contexto social. “E não só nas características biológicas e bioquímicas dos alimentos. É simplificar a mensagem de tal forma que o indivíduo, o usuário do Sistema Único de Saúde, o cidadão possa fazer as escolhas alimentares, resgatando e valorizando a culinária, buscando planejar as suas refeições, valorizando o que é esse componente social da alimentação”, explica Patrícia.

O Guia Alimentar da População Brasileira edição 2014 está disponível para consulta pública. A população poderá contribuir com a elaboração do novo guia até o dia 7 de maio pelo seguinte endereço eletrônico: www.saude.gov.br/consultapublica.

 


Fonte: Ana Cláudia Amorim / Web Rádio Saúde / Agência Saúde



 

 

CONTATO

Manias da Idade… Você tem alguma?


Por Gal Rosa


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                              Reprodução

Acho muito interessante a expressão “aquela coisa de velho”. Fico refletindo o que queremos dizer com isso toda vez que algum “velho” contraria alguma regra social ou nos contraria. Até mesmo quem é mais velho pode reparar isso em outros “velhos”. Quando não há chateação entre os afetos nos referimos ao indivíduo na idade avançada como “aquela senhorinha, aquela vovó, aquele idoso…” Mas quando somos contrariados por algum deles falamos muito facilmente “uma velha fez tal coisa absurda”.

Estou aqui pensando no motivo para essa diferença na linguagem de referência ao indivíduo na idade avançada. E num primeiro momento vamos logo aceitando que em alguma hora da velhice a pessoa vai ficar chata, insensata, ansiosa e aflita e nós… vamos ter que fazer algum esforço para compreender e aceitar!

Mas será que isso é predestinado? Ficar chato e insensato tem que fazer parte da velhice? Ou podemos nos aprimorar de tal forma para exalarmos alegria, satisfação e paz em nossa idade madura?

Acredito que muita “coisa de velho” não surgirá para aqueles que conseguirem experimentar mais satisfação nesta fase.

Mas quais seriam as “coisas de velho”, afinal?

Acabei de ouvir antes de começar a escrever este texto a seguinte polêmica da secretaria de um dos lugares onde atendo: “estou querendo que você converse com aquela senhora dos cosméticos que nos conhece há tanto tempo e que está cobrando da nossa associação aquela compra de R$10,00 da semana passada que combinamos de pagar pra frente na data dos recebimentos, como se ela não confiasse na gente e se sentisse lesada. E olha que o que ela mais tem é dinheiro! Acho que isso é coisa de velho”!

Achei graça na indignação da secretária e pensei em 4 coisas:
– primeiro: de fato quem deve tem que pagar e não é só porque é amigo que a dívida pode rolar solta. A senhora pode estar certa!

– de fato ela demonstra desconfiar do outro mesmo sendo conhecido de tantos anos. Será que ela sente insegurança por si mesma, por alguma limitação surgida no auge de seus 80 anos? Sei que ela é totalmente independente, mora sozinha, muito lúcida, ativa e jovial.

– se ela não tem nenhum problema neurológico ou psíquico, será que ela sempre foi desconfiada? Ou será que isso é coisa de velho mesmo?

– se for “coisa de velho” será que ela tem que ficar mais restrita, sendo acompanhada por um cuidador e recebendo ajuda, por exemplo, da sobrinha para pagar suas contas?

Pelo que conheço dessa senhora ela é muito cheia de vida, capaz de tomar decisões, cuida de parentes e jamais aceitaria no momento em ter uma cuidadora, porque de fato nem ela (nem eu) veria necessidade nisso.

Voltei a pensar que poderia mesmo ser a fantasia das “coisas de velho”, que ainda falamos sem saber realmente do se que se trata. E considero um risco de errarmos feio com a falta de respeito já irmos falando que “é coisa de velho”, pois é muito comum usarmos esta expressão de forma pejorativa para nos vingarmos de forma fácil quando somos contrariados por alguém na idade madura…

Sei que mudanças comportamentais sempre acontecem nas mudanças etárias. Sei que cada uma delas tem suas características próprias tanto positivas quanto negativas.
Para tomarmos consciência e trabalharmos nosso desenvolvimento pessoal a caminho da terceira idade ressaltamos aqui as características negativas que podem surgir com o envelhecimento:
– ficamos menos tolerantes ao relógio (temos dificuldades para esperar muito tempo);
– não aceitamos correções facilmente;
– temos maior nível de ansiedade frente aos obstáculos;
– buscamos por mais atenção;
– temos certa dificuldade para visualizar o futuro ou sustentar planos longos;
– nossa expressão criativa e capacidade de improviso parece reduzir;
– temos resistência para aceitar o novo ou lidar com mudanças;
– nos preocupamos e nos desestabilizamos mais com pequenos eventos (como por exemplo: “antes o time do coração perder do que perder meus óculos”…).

Para estas coisas atribuímos a tal expressão “coisa de velho”. Assim temos as seguintes imagens para as respectivas cenas:

LIDANDO COM TEMPO:
-“ ele não consegue esperar… é muito ansioso, meu Deus!”

NECESSITANDO DA CRIATIVIDADE PARA RESOLVER UM PROBLEMA OU REALIZAR UM IMPROVISO:
– “xi! Não precisa perguntar o que ela acha que ela não vai dar conta de responder. É melhor a gente mesmo resolver por aqui…”

LIDANDO COM NOVIDADES:
– “Ele não gosta de nada que é novo. Então se mudarem a carteirinha do plano de saúde, ele vai custar a entender o que aconteceu com a carteirinha antiga… é desconfiado, sabe?”
– “Se essa folhinha sair daí… meu Deus, a casa cai!”

RECEBENDO CORREÇÕES:
– “Ela é muito teimosa! Já falei que não é assim que faz, mas ela diz que tem que ser do jeito dela!”

NECESSIDADE ATENÇÃO AFETIVA:
-“Todo dia de tarde ela quer que alguém fique por conta dela. Ninguém pode fazer nada porque ela não deixa. Se chegar alguém diferente que a gente precisa dar mais atenção então… piorou!”

LIDANDO COM PLANOS LONGOS:
– “No meio do ano vamos ter que explicar de novo o que ficou combinado no Natal pra ver ser ele não mudou de idéia…”
– “Se você disser que é tratamento, ela não vai fazer!”

Você conhece algum idoso em um desses momentos? E você se reconhece em alguma dessa situação? Minha pergunta tem a intenção de gerar reflexão sobre o seguinte ponto:
O que posso fazer para eliminar determinados comportamentos que podem ser considerados “coisa de velho” na idade avançada?

Como sugestão, penso em que o exercício é o de ser um ser humano cada vez mais tolerante, mais gentil, preservando as boas maneiras da educação herdada ou aprendida e eliminar “manias” de comportamento, quanto mais cedo melhor!

Para isso creio que uma lista de “manias” ou atitudes que fogem do ponto de equilíbrio pode ser feita para que seja verificada o que é preciso trabalhar para eliminar ou para melhorar.

Então recorde os momentos nos quais você agiu de tal forma e veja tudo como uma cena de filme (de preferência, comédia!). Sensibilize-se com os sentimentos do outro e pense sobre como você poderá reagir de forma diferente e agradável, se esta situação acontecer de novo.

Aposto que, se acabarmos com nossas manias na terceira idade, nossos relacionamentos poderão ser muito melhores e a gente bem mais feliz…

O que acham?

 


Fonte:  A terceira idade



 

 

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