Tag Archives: José Grosso

Caratinga


Capítulo XXVII


caratinga

Reprodução Web
Caratinga, MG

Possivelmente em 1970, os chamados “bicos de papagaio” começaram a arruinar minha coluna e o problema foi aumentando, pouco a pouco. Com o correr do tempo, esse órgão estava quase todo tomado por algo que caminhava rapidamente para inutilizar-me.

Certo dia, procurei um médico amigo, Chefe dos Serviços de Ortopedia do antigo IAPI – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários.

Após colher todos os meus informes, deu a sentença:

Essa enfermidade não tem cura. Brevemente o Senhor terá de usar uma coleira.”

Fiquei triste e desolado. Estava caminhando para aquela fase das criaturas inúteis. Logo eu, que sempre fui irrequieto, criando coisas, para após resolver os assuntos …

A vida continuou seu rumo, na minha tarefa de direção do Hospital da Casa da Mãe Pobre.
Certo dia fui visitado pelo Dr. José Medeiros Junior, Juiz de Direito do Estado do Espírito Santo, naquela época lotado na Cidade de Cachoeiro de Itapemirim.

Em pleno almoço, ele informou que estava chegando de Caratinga, onde tinha sido operado, com todo o êxito, pôr médico desencarnado.

Achei o caso natural, pois já tinha assistido a operações levadas a efeito no Grupo Espírita André Luiz, aqui no Rio, por um Espírito materializado, com absoluto sucesso.

Passa-se possivelmente um mês e sou visitado por outro amigo, também de Cachoeiro, Ceciliano de Melo Portinho. Fiz questão que almoçasse em nossa casa e no decorrer do almoço informou-me que ele e sua esposa tinham sido operados pelo mesmo médico materializado de Caratinga, com todo o sucesso, fazendo questão de mostrar-me o corte, no abdome, de uns 20 centímetros de extensão.

Esse fato despertou-me a atenção, e perguntei-lhe:
– Portinho, esse médico também trata de problemas da coluna?

Ele pensou um instante e informou:
– Não sei se ele trata, mas havia lá um irmão que me disse que sofria dessa enfermidade.

Esse detalhe levou-me a pensar no assunto e então pedi-lhe que me informasse o endereço e nomes de pessoas daquela cidade e daquele Grupo Espírita.

Posteriormente enviei carta para Caratinga com meu nome, descrição dos sintomas, etc. dias depois veio a resposta com a data para me apresentar, e solicitando que eu levasse algodão e mais algo de que não me lembro.

Chegando à Caratinga, procurei o presidente do Agrupamento, Sr. Manoel Ribeiro, em sua casa comercial. Muito afável, logo nos tornamos amigos.

No dia seguinte lá estava eu no Grupo Espírita Dr. Dias da Cruz, às 18h30mim. A reunião começou às 19 horas. Éramos cerca de 30 pessoas.

Quando chegou a minha vez, levaram-me para a cabine. Dentro em pouco, colocaram-me em cima de uma mesa de curativos, onde eram feitas as operações.
O médico desencarnado, mas, materializado, Dr. Joseph Kleber, era o operador. Os trabalhos foram realizados na escuridão.

Primeiramente tocou em vários pontos da coluna, onde proliferavam os famosos “bicos de papagaios” . Por último calcou em cima do chamado cóccix e senti que algo me segurava a coluna.

Foi nesse momento que senti grande dor, pareceu-me que me juntavam os ossos da coluna com um alicate, por possivelmente um minuto. A seguir, a dor parou e o médico disse-me que voltasse após um mês. A data ficou lá escrita.

Uma outra pessoa levou-me para uma cadeira e fiquei esperando, com outros enfermos também sentados.

Quando tudo terminou, acordaram o médium, Antônio de Sales, deram por terminada a reunião.

Fomos para o hotel, eu e a esposa. Quando retirei o paletó, perguntei a ela se a camisa estava manchada de sangue, tendo em vista a dor que tinha sentido.

“Não tem sangue algum” – foi a resposta.

Toda a vez que apertava ou desapertava o nó dos sapatos, sentia imensa dor, na altura dos rins.

Quando a esposa me disse que a camisa não tinha sangue, fiquei admirado e fui logo desapertar o nó dos sapatos.

A dor dos rins tinha desaparecido completamente. Foi um alívio, para a minha pobre alma.

Continuei a visitar Caratinga de dois em dois meses, e o médico me tratando. Com a graça de Deus, nunca mais sofri da coluna.

Fiz camaradagem com todas as pessoas, especialmente com o médium e sua família. E com os Espíritos Amigos, como sejam: Dr. Dias da Cruz, dirigente espiritual do Grupo; Dr. Joseph Kleber, o médico operador; Sheilla; Palminha e o respeitável José Grosso.

O Palminha sempre brincalhão, vinha para o meio dos enfermos e seus acompanhantes e falava com todos, com a sua voz de criança.

Fazia parte do Grupo um irmão, portador de tórax avantajado e corpo desenvolvido.
Aqueles que denominamos de “peitudos”. Quando o Palminha chegava perto, batia-lhe no peitaço com a mão aberta, com toda a força, fazendo barulho.

Todos caíam na gargalhada!

Penso que ele fazia essas proezas para provar aos irmãos presentes, que sua mão era formada de carne e osso, como as de todos nós que habitamos aqui na Terra.
Também José Grosso, o Venerável Irmão, se manifestava com grande alarde, falando com todas as criaturas presentes.

Os Espíritos Sheilla e o Dr. Joseph Kleber – grande e humanitário médico da Espiritualidade  -jamais deixaram de vir aos trabalhos espirituais e de curas.

Agora vamos lembrar do presidente do Agrupamento naquela época, que portava um grande coração, Sr. Manoel Ribeiro, e de Dª Maria Coutinho e seu velho pai, nosso querido amigo, que eram dois grandes baluartes daquele grupo.

Com a enfermidade do Sr. Manoel Ribeiro, tomou seu lugar a Dª Maria Coutinho, onde continua até esta data.

Vamos também lembrar o nome de Antônio Sales que, desde que entrei naquele Bendito Refúgio de Amor, exerce o trabalho de médium de efeitos físicos.

Há tal vez três décadas que comecei a conhecê-lo na qualidade de médium do Dr. Joseph Kleber.

Não fossem esses dois corações – o médico espiritual e o seu médium – que, irmanados, atendiam aos enfermos e desesperados, milhares de criaturas talvez tivessem abandonado as suas tarefas, por não poderem trabalhar.

Ele, o médium, ofereceu graciosamente a sua mediunidade a favor dos enfermos, para que o Médico das Almas, Dr. Joseph, pudesse oferecer o receituário e as operações necessárias, para curar os pacientes.

Além dessa tarefa, tinha de trabalhar para o ganha-pão de cada dia, para si, a esposa e creio que sete filhos.

E nós também jamais poderemos esquecer aquelas memoráveis reuniões.
Não só o médium, o venerável irmão Antônio Sales, como os demais componentes do Grupo, composto em sua maioria por senhoras respeitáveis, estavam sempre prontos para os trabalhos em pauta, nas noites da semana ou mesmo nos domingos, quando se fazia necessário.

Debaixo da orientação do Sr. Manoel Ribeiro, e posteriormente, da incansável Dª Maria Coutinho Muniz, aquele Grupo maravilhoso e os Guias Espirituais, levaram a felicidade a muitos milhares de pessoas, curando-as de enfermidades incuráveis do corpo e da alma. Alguns vinham da Argentina e outros países vizinhos.

Portanto, Honra ao Mérito a esse nosso irmão médium: Antônio Sales, graças ao qual o Dr. Joseph Kleber pôde curar e operar vários milhares de filho de Deus.

Honra ao Mérito, também, a todos os irmãos, e principalmente irmãs da Terra, que nos momento de reuniões, de palestras, desobsessões e materializações, lá e encontravam, em seus postos de trabalho; e Honra ao Mérito presidente do Agrupamento, Dª Maria Coutinho Muniz, que, além de dirigir quase todos os trabalhos espirituais, protege, há longos anos, mais de 100 crianças pobrezinhas e algumas de suas mamães, fornecendo-lhes, de graça, de segunda a sábado, uma suculenta sopa, leite e frutas como sobremesa.

Nossos pedidos à Mãe Santíssima  para que continue a proteger todo esse Grupo, incluindo-se os Benfeitores anônimos, quais sejam, todos os que ajudam Dª Maria em suas tarefas, inclusive o seu bondoso filho e toda a sua família, a qual é abençoada por Nossa Mãe Santíssima.

Deus proteja a todas essas criaturas e as cumule com os Bens do Espírito.

É o que de coração lhes almejamos.

 


 


em-prol

Em Prol da Mediunidade

 

Fonte: Em Prol da Mediunidade

 

 

 



 

 

CONTATO

Francisco Peixoto Lins – parte II


Capítulo XXVI


aluiz-jgrosso

Reprodução Web
André Luiz e José Grosso

 

Um Caso Pitoresco

“Peixotinho foi transferido para o Rio de Janeiro. E, lá, passou a colaborar com um grupo de espíritas que se reuniam em instalações de um escritório comercial, à Rua Moncorvo Filho (sede provisória do então recém fundado Grupo Espírita André Luiz). O escritório pertencia ao confrade espírita Jacques Aboad. Ali igualmente começaram as primeiras materializações no Rio, sempre com muitas curas. E a notícia corria mundo.

Certo dia, estando ele, Peixotinho, no quartel, em serviço, foi acometido de fortíssima crise de asma. Solícito, um colega de trabalho dele se aproximou e indicou o endereço da Moncorvo Filho. Curas milagrosas estariam ali se registrando. Por que não recorrer à ajuda dos Espíritos?

Mal refeito da crise, Peixotinho confessou: “É. Eu conheço”.

Por modéstia, ou acanhamento, deixou de declinar o nome do médium … ”

Simultaneidade

“Certa vez, no Grupo Espírita Pedro, dirigia uma reunião de desobsessão, doutrinando Espíritos, e, ao mesmo tempo, recebia mensagem psicografada versando sobre assunto sem qualquer semelhança com a doutrinação que estava promovendo oralmente. Esses prodígios da mediunidade de Peixotinho eram freqüentes.”

Após os maravilhosos depoimentos do Prof. Pierre Ribeiro, transcrevemos trecho da Ata da Reunião, realizada no Grupo Espírita André Luiz, conforme abaixo:

Trecho da Ata da Reunião de 14/11/1946
Nos dias das reuniões, todos eram pesados numa balança decimal.
“Na conferência de peso constatou-se que o médium Peixotinho e o irmão Magalhães tinham perdido um quilo, cada um, enquanto os nossos confrade Antônio Gonçalves e a nossa irmãzinha Dulce, tinham perdido dois quilos e um quilo respectivamente.”

Mensagem de Escrita Direta

Abaixo, transcrevemos uma mensagem de escrita direta, por José Grosso, homenageando os visitantes e os companheiros do “André Luiz”:

Mãe Marília, se as mulheres
Compreendessem a Verdade,
Para seguir teu exemplo, 
Da Terra eu tinha saudade.

Madalena, continua
Iluminando a idéia
Fazendo o que fez a outra
Madalena da Judéia.
 
Emilia, ampara os doentes
Com tua medi unidade,
A fim de que o teu futuro
Seja de felicidade.
        
Risoleta, brevemente
-Já tenho plena certeza-
Irás substituir o “casca”.
O que grandiosa surpresa! …

Ó minha irmã Margarida,
Da “Escola Nina Arueira”,
Esclarece os teus irmãos
Nesta vida passageira.

O Professor, aí presente,
Estimule a mocidade
À conquista, nesta vida,
Da Santa Luz da Verdade.

O Fotógrafo que aí está
P’ra tirar fotografia …
A minha, vou vender caro
A bem do Lar de Maria!

E essas nossas irmãzinhas
Merecem versos também,
Porque a todos o Zé Grosso
Lhes deseja muito bem.

Laís – cantora do Grupo
Que anima a nossa reunião …
Que Fidelinho ilumine
Seu bondoso coração.

Lenice, peço à “vancê”
Que incentive, com bondade,
Pr’a que “vancês” representem
Em nossa Mocidade.

Amadeu, é necessário,
Para se ser de Jesus,
Perdoar os inimigos
Dando os exemplos da Luz.

Ferreira, “vancê” precisa,
Com carinho e amizade,
Cultivar em Macaé
Aquela fraternidade.

Rodrigo, para “vancê”,
Por ser meu amigo velho,
Seja mais interesseiro
Pelas coisas do Evangelho.

Inácio, “vancê” receba
O meu pobre coração;
Precisa sair da dúvida
Para a sua salvação.

Jacques, te chamam chorão!
É a expressão do sentimento;
Dos tempos desperdiçados
Tu tens arrependimento.

Lula, vens de Juiz de Fora
Trabalhar pela Verdade!
Age e vê se tu consegues
Semear luz, fraternidade.

Magaldi, “vancê”, veio ver
Sua filhinha querida
Mas a emoção não deixou
Ver a vida da sua vida!

O “casca” hoje completa
Um ano mais de idade!
Abracem-no, vós, por mim,
Com muita fraternidade.

Ilza, Scheilla lhe ofertou,
Pedindo p’ra não ter medo,
Uma quadrinha bonita
Na Fazenda do Rochedo.

Dulcinha, teu “albo” tem
De nossa Aracy, uma prece!
Orando pede a assistência
Que o teu espírito carece.

Para a Esposa do Lulu:
Lute com seu companheiro,
Semeando fraternidade,
Esse sonho hospitaleiro! …

 



… pág. 1  2  3  4


 

em-prol

Em Prol da Mediunidade

 

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 

 



 

 

CONTATO

José Grosso

jose-grosso

Reprodução Web
José Grosso : Citado no Livro de Henrique Magalhães “Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor”


 


Espírito de muito sentimento, muito amigo, teve muitas andanças através de vários corpos.
Teve poder e muita autoridade nas mãos, principalmente a partir da Germânia. Contudo, era místico, rígido e disciplinado. Nessa época, José Grosso chamava-se Johannes e desencarnou por volta do ano 751.

Em uma de suas encarnações foi seu irmão consangüíneo o Irmão Palminha (hoje também mentor espiritual da Fraternidade). José Grosso reencarnou-se novamente, na Holanda, como Adido Diplomático. Conviveu com a classe alta holandesa e com a corte de Francisco I – rei da França. Segundo informações da espiritualidade, consta que Jair Soares (diretor mediúnico de núcleo espírita já desencarnado) foi o Rei Francisco I. Com essa informação fica explicada a grande ligação entre os dois. Nesse período, José Grosso conquistou grandes amizades através de suas atividades diplomáticas.

Em território brasileiro, no ano de 1896, nasceu José da Silva, nos rincões áridos do Ceará, em pequeno lugarejo próximo a Crato. Seus pais Gerônimo e Francisca tiveram 09 filhos.

No princípio da década de 30 os rumores invadiram toda a vastidão do sofrido Nordeste. Miséria, seca, sofrimentos, falta de tudo. Não mais as cortes e o mando relativo. Época em que alguns homens se apropriavam dos bens dos ricos para distribuí-los aos pobres. Isso empolgou muito o coração de José da Silva que em seu íntimo sonhava com uma “terra prometida”, com mais paz, saúde e alimentação adequadas para todos. Essa turba de homens tinha como chefe Lampião. Na região de Orós, José Grosso, já adulto integrou-se a esse grupo de anseios iguais aos seus, ou seja, ajudar aos seus semelhantes a qualquer custo.

Com a convivência com o bando, José da Silva percebeu que eles extrapolavam as suas aspirações. Percebeu que a maneira como agiam não era correta e sabendo das conseqüências desses atos, mudou seu comportamento. Não delatou o grupo às autoridades, mas passou a informar as cidades que seriam invadidas para que as mulheres e crianças fossem poupadas. Esse comportamento levou Lampião a perfurar-lhe os olhos a faca, vingando-se da traição sofrida. José da Silva perdido na mata, com infecção generalizada, desencarnou em 1936 aos 40 anos de idade, sem ter notícia alguma de seus sete irmãos. Conhecia o paradeiro de um único irmão – hoje Palminha – na época, viveu o mesmo tipo de vida, mas pertencendo a outro grupo.

Após seu desencarne, quando acordou no plano espiritual, tinha a seu lado o espírito de Scheilla e Joseph Gleber, que tiveram vínculos com ele na Germânia. Doze anos depois, os espíritos Scheilla e Joseph Gleber levaram o espírito de José da Silva para o núcleo que se reunia na casa de Jair Soares. Lá ele manifestou-se pela primeira vez.

Em 1949, em suas primeiras comunicações, ele dizia ser folha caída dos ventos do Norte. Também levado por Scheilla e Joseph começou a manifestar-se no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, através de alguns médiuns e principalmente através do conhecido médium Peixotinho. Os espíritos José Grosso, Scheilla e Dr. Garcez manifestavam-se pelo Peixotinho, médium que foi médico também na era de 79.

José Grosso iniciou sua caminhada no plano espiritual junto ao espírito de Glacus. Por longos anos esteve sob orientação de Scheilla no campo espiritual, trabalhando em dedicado e operoso núcleo espírita em Belo Horizonte.

Agradecemos a Jesus pela oportunidade de trabalharmos junto a irmãos tão dedicados. Que Deus possa iluminá-los para que continuem a sua caminhada!



 

 

CONTATO

Fonte: Felluz