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Subsídio Histórico

proteção divina

Reprodução Web


 


Cremos que foi em 1965 que o Governo da União fez acordo com o Governo da Alemanha Ocidental para esta vender ao Brasil equipamentos hospitalares, à base de crédito, com juros de 6% ao ano.

Entre esse material, encontravam-se aparelhos de Raios X, da famosa marca “SIEMENS”, considerada a melhor do mundo, no gênero. A fábrica tinha como representante no Rio a conceituada firma “Casa Lohner”, localizada na A v. Rio Branco, esquina com a Rua Sete de Setembro.

Os pedidos tinham de ser processados através do Ministério da Saúde com o aval das autoridades competentes, e os futuros pagamentos deveriam ser feitos no Banco do Brasil.

O prazo do pagamento era de seis anos, mais um ano de carência para a entrega do pedido, embalagem, viagem marítima, alfândega do Rio, etc.  A mercadoria era isenta de impostos alfandegários. O preço era convidativo – 50% abaixo, aproximadamente, do preço da praça.

A “Casa da Mãe Pobre” possuía um aparelho de Raios X da mesma marca mas, além de sua potência ser relativamente fraca – 100.000 amperes – com o uso continuado estava reduzido a cerca de 80.000 amperes. E a Instituição precisava de um bem maior.

Essa operação proporcionava-nos a oportunidade de adquirir um aparelho novo de 500.000 amperes. Quando tomamos conhecimento das facilidades oferecidas, entramos com os documentos exigidos no Ministério da Saúde.

Tempo depois, o Sr. Ministro mandou à Maternidade “Casa da Mãe Pobre” um alto funcionário, para tomar conhecimento direto das condições financeiras da Entidade. A sindicância foi positiva e nosso pedido aprovado.

Mais ou menos de 15 em 15 dias visitávamos a casa importadora, verificando o andamento do processo. E o tempo foi correndo célere. Célere para nós, que não queríamos perder aquela oportunidade mas, para a casa intermediária, o tempo não contava. Quando perguntávamos pelo processo, a resposta era sempre a mesma: -“Está transitando pelos canais competentes. ”

Aquela demora levou-nos à conclusão de que alguma coisa não estava certa. Então fomos apertando cerco, sempre atrás da Casa Lohner. Tanto reclamamos que o encarregado daquele setor “abriu o jogo”, saindo-se com esta:

“Acho que a “Casa da Mãe Pobre” não vai conseguir o aparelho; os obstáculos a vencer são muito grandes.”

“Por quê? Indagamos, já com o coração aos saltos. E ele:

“Porque há dificuldades de vários tipos.” “Dificuldades?” Estranhamos. Havíamos entregue todos os documentos exigidos mais a aprovação do Ministério da Saúde. Que dificuldades poderiam ser? O funcionário continuou:

“Escute o que vou lhe dizer. A Beneficência Portuguesa, que representa uma potência, está custando a superar os obstáculos. Como é que a “Casa da Mãe Pobre” vai vencer essa parada? Ao que respondemos:

“O senhor conhece qual a diferença entre uma Sociedade aberta e outra fechada?”

“Não entendo o que quer dizer – respondeu o homem – nem conheço essas coisas  …”

“Pois fique sabendo que uma Sociedade fechada é aquela que só atende aos seus sócios contribuintes, como é o caso da Beneficência Portuguesa, e uma Sociedade aberta é aquela que atende a todo o mundo.” E continuamos:

“As Sociedades tipo Beneficência são, portanto, fechadas, porque somente atendem aos seus associados, ao passo que a “Casa da Mãe Pobre” atende a todas as criaturas pobres que a procuram, em sua especialidade, a título absolutamente gracioso.”

Não sabendo distinguir o significado da exposição, ele perguntou:

“Qual a diferença entre as duas categorias?” “As Sociedades Filantrópicas, por serem abertas, como a “Casa da Mãe Pobre”, têm prioridade sobre as Entidades fechadas, como é o caso da Beneficência.” E aduzimos: “Compreendeu agora?”

O homem engoliu em seco e respondeu a contragosto:

“Compreendi, mas creio que não vai adiantar … ”

As últimas palavras daquele funcionário colocaram-nos de sobreaviso, daí em diante apertamos o cerco,  até o dia em que o citado funcionário informou:

” Agora as causas da demora reduzem-se a conseguir um bom datilógrafo que escreva o contrato de compra e venda, em português e alemão perfeitos. Possuíamos um, com essa especialidade, mas está enfermo. Por esse motivo o senhor tem que esperar.”

As nossas visitas continuaram ao escritório da firma, mas a resposta continuava a mesma: “O homem continua enfermo”.

De acordo com os meus cálculos, já se haviam passado aproximadamente três meses que o homem continuava enfermo. E então perguntamos:

“Os senhores aceitam outro datilógrafo tradutor?”

“Aceitamos, desde que seja um técnico no assunto.”

Foi nessa altura que entramos em campo à procura de um datilógrafo especializado e, com a graça de Deus, deparou-se-nos um que preenchia as condições exigidas. Voltamos à Casa Lohner e demos a notícia. O que nos desconcertou foi a resposta do tal funcionário quando afirmou um tanto irritado:

“O senhor não vai conseguir o aparelho.”

Essa resposta levou-nos quase ao desespero, pois ficou evidente que a citada firma nos estava bloqueando.

Esbravejando, perdemos o controle. Já não era eu mesmo quem falava, de vez que tinha perdido a noção das coisas. Força estranha nos impulsionava e aos berros bradamos:

“O Raios X terá que vir para a “Casa da Mãe Pobre” de qualquer maneira! Agora tenho a certeza de que os senhores estão nos sabotando há muito tempo!”

Essas palavras foram pronunciadas em voz alta, num momento de desespero.

A reação foi tal que o homenzinho, ou melhor, o homem enorme que tinha à minha frente, ficou abobalhado. Tentou-nos abrandar, pedindo paciência, enquanto penetrava numa sala ao lado.

O receio maior que ele teve foi a acusação da sabotagem. E o balcão estava repleto de fregueses, assistindo à contenda.

Daí a instantes fomos introduzidos numa outra sala, onde nos defrontamos com antigo funcionário, que trabalhava na firma desde a Segunda Guerra Mundial.

Há longos anos não o víamos e agora ocupava cargo destacado na firma. Cumprimentou-nos e foi logo dizendo:

“O que há, meu amigo? O senhor está zangando?”

“É que seu auxiliar está sabotando os esforços da “Casa da Mãe Pobre”.

Repetimos a acusação em todos os detalhes.

Desfiamos as inúmeras visitas que tínhamos feito ao estabelecimento comercial da Lohner, sendo miseravelmente enganados, mau grado ser a nossa Instituição freguesa assídua daquela firma, desde que iniciamos os trabalhos hospitalares da Casa.

Depois que desabafamos, o homem excessivamente calmo, informou:

“A demora na ultimação de processo não cabe à nossa firma. O contrato está pronto.” E ato contínuo, apanhou a pasta num dos móveis e mostrou-nos o contrato batido, prontinho para ser assinado. E continuou:

“Como pode verificar, a dificuldade não é a que foi apontada. O caso em apreço é que o Ministério da Saúde não quer assinar o contrato.”

De relance verificamos que outros interesses estavam em jogo, hajam vistas as duas versões apresentadas, uma pelo funcionário da Casa e a outra pelo seu chefe. E então respondemos:

“Se a dificuldade é essa, nós lhe pedimos autorização para acompanhar um dos seus funcionários, com o qual iremos agora mesmo ao Ministério da Saúde, numa tentativa de conseguir do Sr. Ministro a assinatura do documento.”

O homem olhou-nos com ar de mofa, mediu-nos de alto a baixo e risonho concluiu:

“Leve o documento o senhor mesmo. Confio-lhe esta preciosidade … ”

Desconcertado pela espontaneidade, seguramos o documento e saímos. Pelo caminho, curto aliás, pois o Ministério, naquela época, funcionava quase em frente à “Casa Lohner”, medíamos as dificuldades a vencer. Nós mantínhamos certa relação de amizade com o Secretário particular do Sr. Ministro, o Dr. Bandeira de Melo, mas se ele não estivesse no Ministério, nem o Sr. Ministro? Seria um fracasso tremendo.  Mas, como “Deus não dá pedras a quem lhe pede pão”, continuamos a caminhada e dentro em pouco defrontamo-nos com o Dr. Bandeira de Melo.

Foi aí que se patenteou a proteção divina, porque naquela hora exatamente estavam no Ministério as duas autoridades.

Expusemos o caso em apreço ao nosso amigo, o qual, muito afável, apossou-se do citado processo que lhe entregamos com imenso prazer, e passou a “outra sala, a do Gabinete do Titular da Saúde.

Passaram-se mais ou menos dez minutos, quando ele voltou com o contrato de compra e venda do tão esperado Raios X já assinado pelo Sr. Ministro. Agradecemos ao Dr. Bandeira de Melo e saímos feito uma flecha!

Vinte minutos mais ou menos após a nossa troca de ideias com o Gerente da Casa Lohner, já estávamos novamente à sua frente.

Risonho e senhor de si, a criatura pensava que tínhamos fracassado …

Foi quando lhe entregamos o convênio assinado pela autoridade competente. Ao abrir o documento, nosso interlocutor mudou de expressão. Ficou muito serio, exclamando:

“Puxa! Nunca pensei que o senhor conseguisse esta façanha!”

“Não fomos nós – replicamos – foram as Forças Divinas!”

Muita coisa teríamos a acrescentar a propósito desta odisseia, mas o espaço é exíguo. Esclarecemos tão somente que fomos algumas vezes à CACEX, no Banco do Brasil, pedindo urgência.

Finalmente, um belo dia – dia abençoado! – Entra na “Casa da Mãe Pobre” um dos antigos vendedores da Casa Lohner.  Cumprimentou-nos muito afável e deu-nos um abraço, exclamando a seguir:

“O senhor deve contar com pessoas muito influentes que protegem a “Casa da Mãe Pobre”, não?”

“A que propósito vêm suas palavras?” Perguntamos. Ao que ele respondeu:

“Já está na Casa Lohner o aparelho de Raios X da “Casa da Mãe Pobre”. Foi uma bomba, senhor Magalhães, uma bomba das grandes!”

E continuou:

“O Raios X que veio para a “Casa da Mãe Pobre” possui os mais modernos recursos eletrônicos. Foi o único aparelho dessa série que veio para o Rio de Janeiro. Os restantes, inclusive o da Beneficência Portuguesa, são modelos antigos. Nem o Ministro da Saúde conseguiu um igual!”

“O Ministro? Que tem o Ministro a ver com caso?” Estranhamos. E ele, falando-me ao ouvido:

“O senhor não sabe? Aqui para nós, que ninguém nos escute: O Ministro é sócio da Casa de Saúde São José. Na Casa Lohner ninguém esperava por essa. Foi uma bomba, sim senhor, e que bomba!”

Então respondemos àquele amigo:

“O senhor falou em proteção, não foi? Pois fique sabendo que a proteção da “Casa da Mãe Pobre” vem mesmo de muito Alto, porque é a Proteção Divina. E essa nos basta.”

Comentando o caso mais profundamente, resta-nos esclarecer que não faz sentido que uma Instituição, cuja Diretoria é composta de pessoas humildes, tenha vencido todos os obstáculos, como acabamos de mencionar, passando por cima de grandes instituições e casas de saúde poderosas, como é a Casa de Saúde São José. Essa façanha, para a qual não concorremos, só podia ser levada a efeito pelos Mentores da Espiritualidade maior, aos quais rendemos as mais puras e expressivas homenagens e a nossa imorredoura gratidão.

O Senhor nos ilumine a todos nós.


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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