Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Por (Eni)    Com o apoio da Casa da Mãe Pobre, as creches da Instituição Maria de Nazareth realizaram na tarde do dia 8 de dezembro (sábado),  a festa Continue lendo >>>

Creches da Casa da Mãe Pobre comemoram o dia das crianças

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Creche Marieta Navarro Gayo e  Creche Isabel a Redentora, promovem festa em homenagem às crianças. Por (Eni) Num clima bastante animado e descontraído, as Creches Marieta Navarro Gayo e Continue lendo >>>

Alunos do Instituto Stella Almeida – ISA, realizam importante visita  a CMP  e fazem doações

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Por (Eni) Alem  das relevantes doações que são importantes na nossa rotina diária, demonstraram enorme amor e carinho  para nossos idosos e crianças assistidas em nossas instituições. Os alunos Continue lendo >>>

 

Remontando às Origens – parte II


 


Capítulo VIII

ernest bozzano

       Reprodução Web

“É lastimável que os historiadores do Espiritismo tenham todos negligenciado de fornecer uma descrição detalhada do aparelho em questão, descrição que apareceu em uma revista da época: “The Spiritual Clarion”. Seria, com efeito, muito interessante se  possuíssem indicações suficientes a respeito. A sua reconstrução seria provavelmente eficaz para a produção de uma grande parte dos fenômenos mediúnicos, pois que se têm provas indubitáveis de que o aparelho se mostrou muito eficaz nas experiências de Koons. Sabe-se apenas que era composto de elementos de cobre e de zinco dispostos de um modo assaz complicado.

De acordo com as diretrizes  dos “espíritos-guias”, essa “bateria electro-magnética” foi colocada no centro de uma grande mesa de madeira, sobre a qual eram dispostos os instrumentos de música e todos os objetos a serem utilizados nas manifestações.”

E Ernesto Bozzano continua:  “Por vontade expressa das personalidades mediúnicas, as sessões se realizaram em condições de rigoroso controle e, com esse fim, haviam ditado a disposição em que deveriam ser  colocados os móveis, os objetos, os médiuns e os assistentes.

Havia primeiramente uma grande mesa quadrada, no me da qual era colocado o aparelho espírita; em torno dele ficavam instrumentos de música e outros objetos a serem utilizados nas sessões. Vinha em seguida o tripé mediúnico que era redondo e tinha um diâmetro de quatro pés.  Dois médiuns e quatro experimentadores sentavam-se em semicírculo ao redor desse tripé, deixando livre o lado em que ficava a outra mesa. Finalmente dispunham-se os outros assistentes, em filas cerradas.”

A Srª Emma Hardinge, a principal historiadora  desses fatos, aos quais assistiu, observou o seguinte:

“O quarto estava sempre cheio de gente, de modo que os assistentes cercavam os médiuns de todos os lados. Por esse motivo o mínimo movimento de qualquer um deles seria logo percebido e qualquer esforço violento dos seus “membros teria sido absolutamente impossível. ”

E Bozzano continua o seu maravilhoso relato:

“Veremos, aliás, que a melhor forma da autenticidade dos fenômenos é fornecida pela maneira como se realizam.

Os principais instrumentos de música, colocados sobre a mesa grande, consistem em dois tambores, uma harpa, uma guitarra, um violino, um acordeão, um pandeiro, um triângulo, uma trombeta e várias campainhas.

As manifestações podiam ser classificadas em duas categorias distintas: de um lado os fenômenos físicos e inteligentes de uma força, de uma potência, de uma violência, quase terrificantes; de outro lado os fenômenos físicos e inteligentes de natureza delicada, elevada e espiritual.

As sessões começavam quase sempre por batidas e ruídos estranhos, atordoantes, que poderiam ser ouvidas a uma milha circular.”

Está nos parecendo que naquela época nossos irmãos da espiritualidade achavam fossem necessárias as batidas e os ruídos, a fim de despertar os irmãos da Terra para os trabalhos fraternais entre encarnados e desencarnados que estavam se iniciando no mundo.

Atualmente fazemos a prece inicial com o espírito concentrado nas autoridades divinas, solicitando-lhes a sua presença, que não se faz esperar.

Por vezes manifesta-se em primeiro lugar, um espírito mais adiantado, o qual nos faz pequena exortação, convidando-nos à transformação moral e indicando-nos o caminho. Para esse fim há necessidade da presença de médium, possuidor de elevados dotes morais, e que pode ser feminino ou masculino.

Há grupos que, após a prece inicial, levam a efeito cânticos adequados, os quais quando nos tocam a sensibilidade, produzem ambiente confortador.

Informa a historiadora Emma Hardinge, que os assistentes das reuniões espíritas cercavam os médiuns por todos os lados, mas nas reuniões kardecistas atuais, no nosso país, acontece o mesmo. Em torno da mesa sentam-se, geralmente, os médiuns e demais assistentes, que não são médiuns, mas dão sua cota de trabalho com pensamentos positivos.

Voltando à exposição do nosso irmão Bozzano, lemos:

“Seguia-se urna alvorada formidável, tocada pelos tambores; em seguida fazia-se ouvir um ruído estridente, característico, produzido pela carga do “aparelho espirítico”. Urna vez terminada a carga, faziam-se provas de força, sacudindo de modo violento a forte viga de madeira da cabana, que oscilava ou estalava como se movida por um tremor de terra.

Era então a vez de concertos musicais. Bastava que o médium Koons desse o sinal de abertura, tocando o seu violino. Logo todos os instrumentos entravam em ação, (acionados pelos espíritos) acompanhando a melodia que Koons havia entoado, guardando o ritmo, mas excedendo na potencialidade sonora das notas, levadas ao máximo que  músico humano pode atingir.

Em outras circunstâncias, ao contrário, o concerto mediúnico decorria em melodias “celestiais’ desenvolvendo urna delicadeza de sentimentos que emocionava e entusiasmava o auditório.

Por vezes, enfim, uma “voz espiritual” pedia o mais absoluto silêncio e ouviam-se então, core de vozes angelicais que pareciam chegar de remotas paragens, causando nas almas urna sensação incomum e profunda de misticismo e de mistério.

Em seguida, esses coros pareciam aproximar-se lentamente até penetrar e ressoar no meio da sala.

Seu efeito sobre o auditório era prodigioso e inesquecível, estando os seus narradores acordes em declarar que nada poderia dar uma ideia deles, às pessoas que não os tinham ouvido”

Também nós, os espíritas da atualidade, ficaríamos extasiados se assistíssemos às reuniões espíritas, onde as almas elevadas nos fizessem ouvir seus cantos celestiais. Aguardemos o futuro …

E o nosso irmão Bozzano continua com sua maravilhosa narração:

“Muitas vezes, quando os coros angelicais se faziam ouvir, o ar palpitava de pequenas chamas que volitavam de um lado para o outro, com a agilidade e a volubilidade caprichosa dos insetos, mas com isto de especial: os seus movimentos seguiam o ritmo da música.”

Esse detalhe faz-nos lembrar as línguas repartidas como de fogo”, que pousaram sobre os Apóstolos, no célebre dia de Pentecostes. (Atos dos Apóstolos)

Algumas vezes viam-se aparecer, no meio das chamas, mãos materializadas, que tinham formas e dimensões diferentes e que deixavam cair sobre os assistentes, folhas de papel pintadas com a solução fosforescente preparada pelo médium Kooons. Essas mãos, desciam, algum tempo após, no meio dos assistentes que, graças ao papel  fosforescente, estavam em condições de observá-las. Elas se deixavam apalpar livremente pelos experimentadores, entre os quais se achava, às vezes, o céptico exagerado que procurava segurar alguma delas, decidido a não deixar escapa-la, caso em que a mão se libertava prontamente. dissolvendo-se em vapor e se reconstituindo logo depois.

Os que tinham contato com as mãos materializadas afirmavam, em termos concordantes, que elas pareciam em tudo idênticas às mãos humanas, menos por esta distinção: eram frias como as de um cadáver.”

“O mesmo fenômeno ocorreu, a seguir, repetidamente com o médium D.D. Home e, em algumas circunstâncias, com a famosa com a famosa médium Eusápia Palladino.

Um outro fenômeno teoricamente muito importante era o do diálogo estabelecido entre os experimentadores e seus mortos, pela “voz direta”. A este respeito observa a Srª Emma Hardinge o seguinte:

“Deve-se notar que vários visitantes, que haviam desejado conservar-se inteiramente incógnitos,foram chamados pelos seus nomes, pelas personalidades mediúnicas. Nessas circunstâncias, os visitantes em questão, com grande surpresa, afirmavam ter perfeitamente reconhecido o timbre de voz e o acento pessoal do desencarnado que se dizia presente e que lhes fornecia indicações absolutamente verídicas e íntimas relativamente às suas existências terrenas. São essas provas de natureza irrefutável, que servirão para convencer centenas de pessoas a respeito da presença real dos espíritos dos mortos. ”

“Para a história, importa observar que o fenômeno da “voz direta” foi produzido no círculo de Koons, pela primeira vez, desde o início do movimento espírita, o que faz com que essa série de experiências marque uma data importante nos anais do Espiritismo.

Bem entendido, o fenômeno não era inteiramente novo, pois encontram-se fatos dessa natureza em todas as histórias e tradições dos povos, a partir da mais remota antiguidade. Sabe-se também que ele sempre se verificou espontaneamente, freqüentes vezes nos “fenômenos de assombração”.

Entre os povos selvagens, têm sido assinalados exemplos esplêndidos de “voz direta” obtida experimentalmente. O que constituiu uma real novidade, foi o emprego de um porta-voz para reforçar o volume das vozes dos espíritos, artifício que foi sugerido a Koons, pelas personalidades mediúnicas.”

“Com isso termino a enumeração dos principais fenômenos que se produziam na “câmara espírita de Jonathan Koons”. Com efeito, seria inútil estender-me na descrição dos outros fenômenos menores, geralmente conhecidos. tais como os golpes desferidos em todos os cantos do quarto, os sopros de ventos frios, os deslocamentos, as levitações de objetos, etc.”

Ernesto Bozzano termina o seu trabalho biográfico com a seguinte descrição:

“No ponto de vista religioso. os “espíritos-guias”, ensinavam que um elemento de verdade existe em todas as religiões, que todas elas são igualmente respeitáveis e necessárias porque cada uma se adapta ao grau de evolução atingido pelo povo que professa.

Eles condenavam, pois,  denunciavam asperamente intolerância religiosa e toda espécie de dogmatismo sectário.

Foi esta uma das causas que. atraíram para o circulo de Koons os ressentimentos e as vinganças do Clero.

Os ministros das diferentes confissões cristãs se puseram de acordo para caluniar e difamar Jonathan Koons e toda a  sua família, excitando, em seguida, contra ele, hordas de fanáticos.

Koons viu então a sua casa invadida por comissões criadas arbitrariamente e esses juízes inquisidores tudo vasculharam, procurando descobrir as supostas fraudes, e submetendo-o a interrogatórios, humilhantes.

Koons viu em seguida sua granja ser incendiada, destruídas suas colheitas, insultados e ameaçados sua esposa e filhos. Como se isso não fosse bastante, o comentário dos prodígios produzidos em sua casa, tendo-se largamente espalhado nos Estados Unidos, atraiu sobre o infeliz as censuras e a cólera do misoneismo laico, começando pelos jornalistas e indo até aos sábios, fazendo todos o melhor por estigmatizar, com epítetos infamantes, a família Koons.”

Dr. Nandor Fodor

nador fodor

          Reprodução Web

Reúne o que lhe resta, toma os filhos pelas mãos e parte.

Deixa para trás o lar rústico e hospitaleiro, onde lhe tinham nascido os filhos; o jardim bordado de flores agrestes, onde construíra a sua “câmara espírita”; atravessa as divisas de suas terras e envereda pelos ásperos caminhos do condado natal.

 

 

 



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Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

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