Campanhas financeiras

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Em 1942, por intermédio de D. Fausta Gama Ribeiro, cooperadora da Instituição, o Dr. Pedro Campelo foi convidado a cooperar nas Campanhas Financeiras. Os dois eram protestantes, mas a “Casa da Mãe Pobre” convidava todo mundo para o trabalho santo. Esse amigo tinha-se especializado nos Estados Unidos na arte de idealizar e orientar Campanhas Financeiras.

Entregamos-lhe a direção. Sua técnica era a seguinte:

Fazíamos algumas reuniões preliminares, onde os companheiros eram instruídos para o trabalho em perspectiva. No dia marcado, saíamos em grupos de duas ou três pessoas – homens e mulheres, sendo que estas predominavam em número.

Entre as vantagens de seguirem em grupo, havia a de dar proteção às senhoras, protegendo-as de criaturas mal intencionadas durante as visitações.

A menina abandonada num caixote

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Alguém, na favela do Jacarezinho, RJ., abandonou uma criança do sexo feminino próximo à saída para a rua. Uma pessoa anônima comunicou o fato a uma patrulha da polícia e esta levou a criança, ainda com o cordão umbilical, para a delegacia. O Delegado, atrapalhado com o caso, lembrou-se de telefonar para a “Casa da Mãe Pobre”, solicitando-lhe o auxílio. Daí a momentos recebeu a resposta: – “Enviem a criança para a Instituição. Ficará sob a nossa responsabilidade.’

A menina era loura e sua pele enrugada dava-lhe a aparência de uma velhinha.

Dois meses se passaram quando foi visitá-la uma das cooperadoras da Instituição. Desejava adotá-la, mas, ao vê-la, achou-a tão feinha que desistiu do seu intento.

Cura singular

cura

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Tínhamos adquirido o imóvel da Rua Ibituruna, 81. Para fazermos propaganda da Instituição e angariar algum dinheirinho, organizamos quatro festas no local durante o mês de novembro de 1951. Um grupo de companheiros nos secundava nesse trabalho. Entre eles se encontrava a senhorita Luzia e seu irmão João Cláudio. No último dia das festividades nenhum dos dois compareceu.

Estranhando o ocorrido, telefonamos na segunda-feira para a senhorita Luzia.

Informou-nos que naquele dia seu irmão amanhecera muito doente. No decorrer do diálogo, disse-nos que durante ligeira madorna o enfermo tinha-nos visto ao seu lado e que lhe teríamos asseverado que ele não ia falecer.

Este detalhe deu-nos a compreender que o caso era sério e não nos saiu da memória durante todo aquele dia.

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