Os Campeões da Nova Era

Irmãs Fox

Foto: Acervo CMP
As Irmãs Fox


Capítulo X


Em continuação ao estudo que estamos realizando, sobre a história do Espiritismo e o sacrifício dos seus medianeiros, vamos relembrar o trabalho pioneiro dos que deram os primeiros passos para que o Espiritismo surgisse no mundo, a saber:

O Dr. J. Larkin, em 1844, Jonathan Koons, em 1852, já comentados em outro local, segundo a abalizada informação de Ernesto Bozzano, e, nessa mesma época, 1848, as pioneiras irmãs Fox, Margarida e Catarina, – com respectivamente 14 e 11 anos de idade, então residentes na localidade de Hydesville, Condado de Waine, Estado de Nova York, Estados Unidos da América do Norte.

As duas meninas e suas famílias também começaram a arrotear o terreno para que surgisse no mundo o Espiritismo Cristão.

Homério de Oliveira

Para conhecimento de nossos leitores, vamos transcrever partes do alentado e primoroso artigo “Crônicas/Casos/Artigos”, escrito pelo renomado escritor Homério de Oliveira, com a necessária vênia do autor e do jornal que o publicou, “O Semeador”, do Estado de São Paulo, no mês de abril de 1993, na pág. 12:

“As Meninas de Hydesville”

“Sempre tive grande admiração pelos valorosos pioneiros da nossa Doutrina. (Sim, os pioneiros foram os desbravadores que abriram, com amor e sacrifício, as primeiras veredas do materialismo). O Espiritismo sempre foi muito combatido. Os espíritas eram chamados de loucos e colocados à margem da sociedade. Espiritismo era coisa do demônio. Nestas circunstâncias, duras e espinhosas, foram as jornadas dos primeiros médiuns e dos primeiros divulgadores da Doutrina.

Os fenômenos mediúnicos sempre existiram, mas só com os primeiros albores do Espiritismo, com cautela, passaram a ser analisados e observados. No palco das revelações primeiras, valiosa foi a colaboração das Irmãs Fox. Para as pessoas que não conhecem os fatos relacionados com as Irmãs Fox, vamos trazer algumas informações sobre as manifestações que ocorreram na tosca cabana de Hydesville, em Rochester, Estado de Nova York, nos idos de 1848.

As Irmãs Fox, Margarida e Catarina – ambas médiuns às grandes heroínas, passaram a figurar na história do Espiritismo, como elementos, aliás de citação obrigatória, justamente quando se verificaram em Hydesville, Estados Unidos, os célebres fenômenos de ruídos e pancadas, “raps”, cuja repercussão deu motivo a uma bibliografia hoje numerosa. As Irmãs Fox eram de origem protestante, pois a família, pelo menos em parte, pertencia à denominação metodista. Quando surgiram as primeiras provas de mediunidade no seio da família, através de inesperados e surpreendentes fenômenos, ainda não existia formalizada a Doutrina Espírita. Os fenômenos a princípio, foram objeto de curiosidade popular, mas a verdade é que, depois, passaram a ser motivo de interesse científico, tanto na América do Norte como na Europa. A Doutrina Espírita, também com base nos aludidos fenômenos, surgiu mais tarde, com o conjunto de obras que constituem a Codificação de Allan Kardec. Criou-se, assim, a palavra Espiritismo, juntamente com o corpo de Doutrina organizada pelo Mestre de Lyon.

As Irmãs Fox eram ainda bem jovens, quando ocorreram os fatos de 1848: Margarida tinha 14 anos e Catarina estava com apenas 11 anos. Ambas foram os instrumentos dos fenômenos e ambas se submeteram às mais severas e rigorosas experimentações, justamente para a comprovação dos fenômenos mediúnicos. Depois de tantas pesquisas e de exaustivos comentários, bem assim de sérias ponderações de eminentes professores e outros cientistas, a verdade, como a luz do sol, brilhou e foi proclamada pelo jornalista Horácio Greefley, Diretor do “New York Tribune”, onde se acha a expressiva conclusão:

“Passamos três dias a operar com elas (Irmãs Fox) e seria a maior das covardias não declarar que estamos convencidos, sem a menor dúvida, da integridade e boa-fé que resplandeceram nas experiências. Qualquer que seja a origem dos ruídos, afirmamos que não eram frutos de fraudes cometidas pelas senhoritas em cuja presença se produziram.”

Antes das Irmãs Fox, muitos casos de “raps” ou golpes medi anímicos já haviam sido observados em diversos pontos do mundo, sem que, porém, se lhes descobrisse a causa. É longa a história de “casas mal-assombradas”, “pancadas misteriosas” e fenômenos análogos. Mas os acontecimentos de Hydesville, entretanto, tiveram uma repercussão muito maior, em razão das circunstâncias em que ocorreram.

Assim sendo, quem era, afinal, o responsável pelas repetidas pancadas na cabana de Hydessville, uma vez que ficou claro e provado não ser mistificação, nem haver intervenção de qualquer força natural?  Eis aí o ponto nevrálgico da questão. Havia. pois, uma entidade, um ser inteligente que respondia, por meio de pancadas na mesa, a todas as perguntas que lhe eram dirigidas. segundo o processo de linguagem convencionada, e as resposta’ não eram desordenadas, ma, coerentes e objetivas.

Sim, era um Espírito, finalmente o Espírito revelou suo identidade, com pormenores ;’ tudo se confirmou posteriormente. Uma das meninas Fox.; sabendo que se tratava de um Espírito, em tom jocoso, o chamava de Mr. “Split-Foot” (Senhor Pé Rachado).”

 

 

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 

 



 

 

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