Obra de Assistência Social “Gaspar da Silva Araújo”

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                                  Acervo CMP

 


Estávamos em 1970. Passávamos por uma rua de Teresópolis, em companhia do bom amigo Sr. Emílio Raul de Miranda, quando ele, voltando-se para minha pessoa, nos diz, sem mais rodeios:

“Sr. Magalhães, estou pensando em mandar fazer novo testamento. Tenciono deixar para a “Casa da Mãe Pobre”, conjuntamente com mais três Casas de Caridade, um imóvel que possuo na Rua Teófilo Otoni. O que o Sr. me diz a respeito?”

Pensamos por alguns momentos, enquanto caminhávamos. Por fim, rompemos o silêncio e respondemos:

“O senhor possui mais algumas propriedades.

Por que não dá início a uma Casa de Caridade?”

“Como?” Exclamou ele muito cético. “O Sr. acha mesmo?”

“Perfeitamente”, respondemos. “Seria mais uma Entidade Assistencial. Como não? Suas propriedades juntas é um bom início. Em poucos anos se tornará uma grande Instituição. E o bom amigo, quando Deus o levar lá para cima, sentir-se-á satisfeito por ter ajudado a salvar muitos náufragos da vida. “

“É!” respondeu ele, pensativo. “E que espécie de Instituição o Sr. Magalhães sugere?”

“Uma Casa Assistencial para a pobreza envergonhada”. E adiantamos: “Há muita miséria por esse mundo, além da que as criaturas humanas conhecem. Os que pedem na rua sempre se defendem, mas há os que nada pedem por vergonha, embora eles e os filhos vivam em verdadeira miséria … “

 “Como iniciar a Casa Assistencial dessa natureza?”

À guisa de resposta, dias após levamos-lhe um Estatuto da “Fundação Marieta Gaio”, da qual somos minúsculo trabalhador desde 1937.

Noutro encontro trocamos algumas idéias a propósito. Depois de várias conversações, quase sempre semanais, o bom amigo incumbiu-nos de organizar o Estatuto da Obra de Assistência Social “Gaspar da Silva Araújo”. Pronto este trabalho, que levamos quase dois meses para organizar, pois vários pontos foram muito debatidos, pediu-nos para elaborar o seu testamento, nessa altura protestamos:

“Essa não! Senhor Raul! Estatutos nós vimos elaborando há alguns anos, sem maiores novidades mas testamentos jamais fizemos algum. Não temos conhecimento nessa especialidade. Peça a um tabelião para fazê-lo.”

No dia seguinte, porém, aparece lá em casa o Sr. Raul e nos entrega um testamento antigo, pedindo-nos para tirar dali o melhor. Quanto às novidades, ele nos ditaria no dia-a-dia. E assim nasceu uma nova Casa de Caridade, destinada à pobreza envergonhada, servindo como base a “Fundação Marieta Gaio” .

Sua sede é na própria “Casa da Mãe Pobre”, na Rua Frei Pinto nº 81, até o término do inventário do saudoso amigo.

E mais uma Casa Assistencial em terras de Santa Cruz, com a graça de Deus.


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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