Nova frente de trabalho em Teresópolis

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                              Reprodução Web


 


Ismael Gomes Braga: um nome largamente conhecido. Um dos maiores propagandistas do Esperanto e do Espiritismo no Brasil. Conhecemo-lo na Federação Espírita Brasileira, cultivando sua amizade até o seu desenlace.

Ao tomarmos conhecimento de que Ismael era tio de outro grande coração, Joaquim Rola, pedimos-lhe para nos apresentar a essa singular figura. Joaquim Rola era proprietário de quase toda a Teres66polis, com exceção dos terrenos adquiridos pela família Guinle, no Alto de Teres6polis.

Depois de longa espera, talvez cinco anos, o senhor Rola doou amplo terreno de 4.800 metros quadrados à “Casa da Mãe Pobre” para construirmos um abrigo para velhinhos desvalidos, crianças e um Grupo Escolar.

Era seu gerente em Teresópolis o ilustre engenheiro Dr. Heraldo Portela, pessoa muito digna, que nos levou ao local.

Nessa oportunidade, observamos enorme bloco de pedra que ficava ao lado do terreno doado, com possivelmente 100 metros de altura. E então pensamos intimamente: “Por que não iniciar aqui uma extração, pedra? Ajudaria a manutenção do futuro abrigo …

Perguntamos ao Dr. Portela:

“De quem é esse terreno ao lado?”

“E da Companhia,” respondeu ele, o que significava que era também do senhor Rola.”

“Qual o tamanho e o preço” indagamos.

Como resposta, o Dr. Portela convidou-nos a ir ao escritório. Daí a pouco estávamos frente a uma grande planta e um enorme livro. Indicando as duas peças, informou:

“São três lotes de terra com mais de 69.000 metros quadrados.”

“Qual o preço?” voltamos a indagar.

“Há três anos custava quatro milhões e quatrocentos mil cruzeiros. E continua o mesmo preço.”

Dois dias após, estávamos frente ao senhor Rola para agradecer-lhe a doação do terreno acima citado. Aproveitamos a oportunidade para lhe fazer novo pedido. Criamos coragem e indagamos:

“Senhor Rola, junto ao terreno que o senhor nos doou, a Companhia possui três outros, cujo conjunto forma um enorme penedo.  O Dr. Portela informou-nos que seu preço é quatro milhões e quatrocentos mil cruzeiros aproximadamente. Será que o senhor poderia fazer-nos mais meia caridade?”

O bom amigo encarou-nos um tanto desconfiado e indagou:

” O que é que o senhor entende por meia caridade?”

“Metade do preço … “

O amigo olhou para o teto por momentos e respondeu:

“Diga ao Portela para falar comigo.”

Dias depois estávamos frente ao Dr. Portela, em Teresópolis, transmitindo-lhe o recado.

Uns dois meses após, o Dr. Portela recomendou-nos que procurássemos novamente o senhor Rola adiantando-nos que já se tinha avistado com ele, preparando-nos o caminho.

Dois dias depois voltamos a dialogar com o senhor Rola nos seguintes termos:

“O Dr. Portela encaminhou-nos novamente a falar com o senhor, a respeito daquele terreno, ou melhor, daquele pedregulho … “

Depois dos cumprimentos, o senhor Rola chamou o Gerente do Rio e perguntou-lhe:

Rocha, o Sr. Magalhães quer comprar para a Instituição que ele representa aqueles três lotes de nosso conhecimento. Mas somente quer pagar a metade do preço estipulado. Que acha você?”

“Bem, senhor Rola” respondeu o velhinho, “só lhe adiantarei que se trata de uma Casa de Caridade”.

O senhor Rola pensou um instante e respondeu, como a falar para si mesmo:

“Se pagassem à vista … “

Apanhamos a resposta no ar e informamos ao senhor Rola que reuniríamos a Diretoria para resolvemos o assunto.

A primeira medida levada a efeito foi falar com Dona Mathilde, administradora do Hospital da “Casa da Mãe Pobre”. Tinha ela aberto uma conta no Banco Itau para a Instituição somente para depositar donativos por ela recebidos. Ao lhe perguntarmos qual o montante depositado, indagou:

“Para que quer o senhor o dinheiro?” Informamos que era para comprar um terreno em Teresópolis, pondo-a a par de nossos projetos. Entusiasmada, anuiu imediatamente, comunicando que a Instituição tinha nessa conta pouco mais de um milhão de cruzeiros.

De posse dessa informação, levamos nosso projeto à Diretoria, na primeira reunião. Foi aprovada a aquisição do terreno, desde que o vendedor aquiescesse em receber a metade à vista e o restante no prazo de seis meses. Levada a última palavra ao senhor Rola, foi aceita a proposta. Dias depois era assinada a Escritura de Compra e Venda.

Foi assim que começou a nova etapa de trabalho da “Casa da Mãe Pobre” em Teresópolis, cujos frutos estão sendo colhidos, vencendo dificuldades de toda ordem, em nome de Deus.

O Senhor seja louvado!


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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