Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Por (Eni)    Com o apoio da Casa da Mãe Pobre, as creches da Instituição Maria de Nazareth realizaram na tarde do dia 8 de dezembro (sábado),  a festa Continue lendo >>>

Creches da Casa da Mãe Pobre comemoram o dia das crianças

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Creche Marieta Navarro Gayo e  Creche Isabel a Redentora, promovem festa em homenagem às crianças. Por (Eni) Num clima bastante animado e descontraído, as Creches Marieta Navarro Gayo e Continue lendo >>>

Alunos do Instituto Stella Almeida – ISA, realizam importante visita  a CMP  e fazem doações

Alunos do Instituto Stella Almeida – ISA, realizam importante visita a CMP e fazem doações

Por (Eni) Alem  das relevantes doações que são importantes na nossa rotina diária, demonstraram enorme amor e carinho  para nossos idosos e crianças assistidas em nossas instituições. Os alunos Continue lendo >>>

 

Nossa família, nosso ninho

idoso

                           Reprodução Web


 


Num seleto grupo a que chamamos família, nascemos para o mundo. É nesse ninho, cercado por nossos pais, irmãos, avós, que nossas asas serão fortalecidas para alçar vôo e assegurar a conquista do nosso espaço em meio à grande família humana. A partir das relações afetivas no grupo familiar aprenderemos regras, assimilaremos conceitos e crenças para estabelecer relacionamentos com os outros grupos familiares que formam o grande conjunto denominado sociedade.

Nossos amores, nossas dores, nossos sonhos, nossas frustrações desenrolam-se inicialmente entre os ‘ramos’ desse ninho. Dentro dele aprendemos a conviver com o outro e vamos aprendendo a ouvir e a respeitar os mais velhos. Mesmo depois de adultos, ele continua sendo a referência de um porto abrigo para acolher as venturas e desventuras de nossa caminhada pela vida.

Falo sobre isso, porque há muito para refletir sobre as nossas relações afetivas principalmente com os nossos parentes idosos. Muito tenho visto e ouvido sobre a situação dos idosos dependentes dentro dos grupos familiares. Salvo raras exceções, há sempre muito conflito e tensão impedindo a união solidária nos momentos mais cruciais.

Gostaria de fazer um alerta e propor uma reflexão quanto aos cuidados com nossos entes queridos quando as patologias inviabilizam a vida independente e autônoma que tinham antes. É fato que há um grande leque de dificuldades impedindo nossa dedicação integral ao idoso com demência ou com outros tipos de patologias incapacitantes: temos nossos compromissos de trabalho para garantia do nosso sustento; temos pouco ou até mesmo nenhum recurso financeiro; temos os nossos próprios filhos, marido (esposa) e casa para nos dedicar; enfim, precisamos de união e apoio para não abandonar nossos idosos à própria sorte.

Meu alerta fica para aqueles que contratam pessoas para cuidar de seus idosos e a elas entregam toda a responsabilidade do cuidar, despreocupando-se de manter uma vigilância mais constante para verificação das condições de higiene e de trato geral que seu ente querido possa estar recebendo.

Muitas são as ocorrências de violências físicas que vez por outra aparecem divulgados pela mídia. Entretanto, os maus tratos silenciosos que não deixam marcas ou evidências no corpo são inúmeros, como: a impaciência e modos grosseiros de falar com o idoso; o desleixo quanto à limpeza pessoal e do ambiente em que vive o idoso; os cuidados quanto à alimentação saudável e administração dos medicamentos e mais uma série de coisas do cotidiano que não são detectáveis através de breves telefonemas ou de breves visitas ao local onde mora o idoso.

Há uma grande quantidade de idosos vivendo isolados do seu núcleo familiar entregues aos cuidados de terceiros. Nessa minha batalha por encontrar auxiliares para me ajudar no dia-a-dia com mamãe, tenho escutado muitas histórias. Geralmente as candidatas que aqui chegam me são indicadas por amigos que, informados por outros, sabem de alguém que já esteve cuidando de um idoso em alguma residência.

Chama-me a atenção o fato de que a grande maioria sempre refere que trabalhou em dupla com outra contratada, sem a presença de nenhum parente no comando da casa. Uma delas, inclusive, tinha formação no curso técnico de enfermagem e disse-me que durante dois anos havia cuidado de um idoso com câncer de próstata. Disse-me que o paciente ainda se locomovia nos primeiros meses e que era ela quem dava o banho, fazia os asseios íntimos no banheiro e tudo o mais. Saiu de lá depois que o idoso faleceu.

Entusiasmada, achei que estava com a pessoa certa, mas com o passar dos dias fui vendo-a esquecer da medicação, não ligar para a limpeza de fronhas, robes, roupas de mamãe e, quando fui olhar como estava sendo feito o asseio íntimo, peguei-a dando descarga antes de levantar mamãe do vaso sanitário. Isso não dá para controlar por contatos telefônicos, nem verificar em momentos de rápidas visitas ao nosso ente querido.

Geralmente ficamos indignados diante de notícias veiculadas pela mídia denunciando abusos e violência contra idosos, mas como será que nós e o nosso grupo familiar estamos lidando com os velhos pais, avós e até tias? Será que violência é somente agressão física?

Particularmente, incluo no rol das violências todo tipo de relação com o outro que seja omissa e/ou ignore a condição humana, em seu legítimo direito ao tratamento digno que merece, para que lhe seja garantido o zelo pela sustentação de uma melhor qualidade de vida.

Apelo para que todos nós, familiares e cuidadores, reflitamos sobre o que é cuidar de um outro ser humano e busquemos revitalizar nossas relações, com aquele cálido ninho que poderia nos servir de porto abrigo nas horas da dor, das perdas e da inevitável fragilidade humana.

Um abraço a todos e boa semana.

Gracinha Medeiros


Fonte: Cuidar de idosos



 

 

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