Viva São Pedro e viva São João na Creche Marieta Navarro Gayo

Viva São Pedro e viva São João na Creche Marieta Navarro Gayo

Por (Eni) A festa junina é uma tradição e faz parte da cultura escolar, anima e promove a socialização entre crianças, famílias e professores. Os 75 alunos da creche Marieta Continue lendo >>>

Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

Por (Eni) Neste clima  de muita descontração, alegria e animação, que as criancinhas  da Creche Isabel a Redentora realizou o Arraiá de São João no ultimo dia 27. “Festas Continue lendo >>>

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

Por (Eni)    Com o apoio da Casa da Mãe Pobre, as creches da Instituição Maria de Nazareth realizaram na tarde do dia 8 de dezembro (sábado),  a festa Continue lendo >>>

 

Leilão do prédio da Rua Frei Pinto nº 16

leilao

                               Reprodução Web


 


O primeiro terreno doado à futura Instituição, com mais de 7.000 metros quadrados, localizado na Rua Hermengarda, Lins de Vasconcelos, foi vendido por determinação do Sr. Homero Henrique Pereira, idealizador do futuro empreendimento. Depois que lhe entregamos a planta do citado terreno, pediu-nos para vendê-lo a fim de, com o resultado, comprar uma casa grande que seria transformada no futuro Hospital da Maternidade. Este acontecimento passou-se em 1936.

Em princípios de 1937, o Sr. Homero embarcou para S. Paulo, para dirigir o setor legal da Companhia Litográfica Ipiranga. Depois de acertar a sua vida naquela grande cidade, veio ao Rio para buscar a esposa e a filhinha.

Foi nessa altura dos acontecimentos que, em reunião espírita familiar em sua casa, o Guia Espiritual do grupo, Dr. João de Freitas, determinou que o projeto da criação da Casa da Mãe Pobre ficaria debaixo da nossa responsabilidade. Os pelos de nossa epiderme ficaram em pé. Esse é o termo certo para definir o que se passou no momento. Não tivemos coragem de repelir aquela determinação, tendo em vista o respeito e a admiração que nutríamos e continuamos a manter por essa grande figura da Espiritualidade Maior.

No momento em que se passaram esses acontecimentos, já tínhamos recebido o sinal de princípio de pagamento da venda do referido terreno, em Lins de Vasconcelos. Essa orientação do Sr. Homero causou-nos aflições, adiante, pois ficamos impossibilita dos de comprar outra propriedade que estivesse à altura de ali se criar um Hospital em condições de funcionar a contento.

Em 1941 compramos outro terreno, na Rua Frei Pinto nº 45, Estação do Rocha. Era muitíssimo menor, embora tivesse custado quase a mesma importância da venda do terreno acima citado; tinha apenas 17 metros de largura por 57 de comprimento.

A planta para a construção de um prédio foi idealizada pelo grande Engenheiro Dr. Coriolano dos Reis Araújo Góis. Teria o prédio 13 metros de largura por 50 de extensão, com dois metros livres de cada lado.

Foi a referida planta rejeitada pela Prefeitura, sob a alegação de que era necessário um afastamento de 5 metros de cada lado, de acordo com o decreto 6.000, em vigor naquela época. O citado terreno tiinha custado 42.000 cruzeiros e vendemos por 123.000.

A fim de angariar numerário para a Instituição, iniciamos uma Campanha Financeira e de sócios desde a Estação de São Francisco Xavier até o Engenho Novo. Quando chegamos na altura da Rua Frei Pinto, deparou-se à venda um prédio velho de dois pavimentos, – cujo terreno tinha 22 metros de largura por 45 de extensão. A pessoa que tomava conta da propriedade informou-nos a direção do encarregado da venda.

Tratava-se de um advogado que estava movimentando o inventário e a venda do imóvel, pois a propriedade pertencia a uma senhora viúva com dois filhinhos. Falamos com o advogado, o qual nos informou que o prédio iria a leilão.

No dia e hora marcada comparecemos. Já lá estava o leiloeiro e seu ajudante, mais ninguém. O leiloeiro subiu numa cadeira e abriu a venda com a importância de 124.000 cruzeiros. Oferecemos desde logo 125.000. Depois de apregoar a venda por duas vezes, não aparecendo mais ninguém, o homem bateu o martelo e recebeu o sinal. Estava consumada a compra e venda.

Não tinha passado mais de cinco minutos quando chegou ao local um homem cheio de corpo, todo afobado …

Onde está o leiloeiro?” Indagou ao auxiliar do mesmo. Ao que o interlocutor informou: “O imóvel já foi vendido.”

Desgraçado!” Explodiu o homem. “Um amigo prendeu-me na rua para conversar sobre uma coisa à toa e perdi a aquisição do imóvel. Amigo da onça.” Bufando, deixou o local. Viemos a saber mais tarde que se tratava do proprietário de uma padaria existente nas proximidades.

Após alguns dias dessa aquisição, em uma das reuniões espirituais, um espírito amigo comunicou-nos que tinha atrapalhado o outro comprador, valendo-se de um amigo deste. O imóvel, acrescentou, já estava destinado à “Casa da Mãe Pobre”, onde as parturientes pobrezinhas iriam ser beneficiadas.

E assim foi, pois poucos meses após, o futuro “Hospital Casa da Mãe Pobre” entrava em obras. Sua construção estendeu-se por mais de cinco anos, sendo inaugurado a 9 de novembro de. 1947. Como a Inspetoria de Águas somente ligou o precioso líquido em janeiro de 1948, o Hospital abriu suas portas a 20 do mesmo mês – dia de S. Sebastião.

DETALHE INTERESSANTE

O citado imóvel era propriedade de distinta senhora, viúva de um oficial de Marinha, da estimada família Pamplona. O fato de o termos comprado um tanto barato, deixou-nos certa tristeza que nos acompanhou pelos anos afora, ao lembrarmos que havia duas crianças órfãs como herdeiras. Passados talvez uns quinze ou vinte anos, estávamos a passeio com a esposa e as filhas, por uma rua de Caxambu, quando deparamos com duas senhoras que estacaram a nossa frente e uma delas disse:

O senhor não me reconhece, Sr. Magalhães?” No momento não a reconheci, pois havia falado com ela uma só vez, mas ela, com muita simpatia continuou:

“Fui eu que lhe vendi aquela casa da Rua Frei Pinto. E muito me alegrou ter sido destinada a uma Maternidade para a pobreza! Por outro lado, com a importância da venda, fiz um negócio formidável, para mim e meus dois filhos.”

Depois de comentarmos o caso e outros mais, agradeci-lhe a informação, de vez que me tirou enorme peso da consciência. Entabulamos uma conversa sadia e alegre e nos despedimos como amigos.

Nunca mais encontramos aquela boa senhora.


Até hoje somos gratos a Deus por nos haver proporcionando aquele encontro feliz, que, temos certeza, nos foi propiciado para livrar-nos da tristeza que nos acompanhara durante tantos anos.

Deus seja louvado!


ri_1

CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 

 


CONTATO

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...