Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Por (Eni)    Com o apoio da Casa da Mãe Pobre, as creches da Instituição Maria de Nazareth realizaram na tarde do dia 8 de dezembro (sábado),  a festa Continue lendo >>>

Creches da Casa da Mãe Pobre comemoram o dia das crianças

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Creche Marieta Navarro Gayo e  Creche Isabel a Redentora, promovem festa em homenagem às crianças. Por (Eni) Num clima bastante animado e descontraído, as Creches Marieta Navarro Gayo e Continue lendo >>>

Alunos do Instituto Stella Almeida – ISA, realizam importante visita  a CMP  e fazem doações

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Por (Eni) Alem  das relevantes doações que são importantes na nossa rotina diária, demonstraram enorme amor e carinho  para nossos idosos e crianças assistidas em nossas instituições. Os alunos Continue lendo >>>

 

Joana d’ Arc – parte II

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                                                                       Reprodução Web


Capítulo IX


Joana e a sua caravana continuam avançando

“Ao entrar em Chinon, a pequena caravana desfilou pelas :nas ladeirentas, margeadas de edificações góticas. ( … ) Desde logo, às portas das casas, ou nos serões à noite, junto à lareira crepitante, começam a circular de boca em boca maravilhosos contos, em que figura como protagonista a donzela que viera dos confins da Lorena, para cumprir as profecias e pôr termo a insolente fortuna dos ingleses. Joana e sua escolta pousaram “em casa de uma boa mulher, perto do Castelo”, sem dúvida a do gentil-homem Reignier de La Barre, cuja viúva, ou filha, recebeu a Pucela com muita alegria. Passou aí dois dias, sem conseguir a audiência que pedira. Mais tarde, alojou-se no próprio Castelo, na Torre de Condray. Afinal, a tão desejada entrevista lhe foi concedida.

Era noite. O flamejar das tochas, o estridular das fanfarras, o aparato da recepção, tudo isso não irá causar-lhe assombro e intimidá-la? Não, que ela vem de um mundo mais brilhante do que o nosso.” Temos tido muitas vidas. E em alguns casos, mais brilhantes do que as que vivemos aqui na Terra. “Mais vibrante do que o tilintar das armas e o ressoar das trombetas, é a voz que lhe fala no intimo repetindo: “Vai, filha de Deus, estou contigo”.

Joana, perante o Delfim – futuro rei da França

“Joana foi introduzida num imenso salão do Castelo, onde se achavam reunidos trezentos fidalgos, cavaleiros e damas da nobreza, ricamente trajados. Que impressão não devera produzir na humilde camponesa aquele espetáculo!”

A donzela vai à presença do Delfim – futuro Rei.

O diálogo entre os dois é mantido por longo tempo e, em determinado momento, ela lhe conta fatos ocorridos, pensamentos tidos por ele mesmo, na sua intimidade. E assim foi ganhando a sua confiança. Nessa altura dos acontecimentos, Joana lhe revela os diálogos que vem mantendo com os seus guias espirituais e o que eles lhe vêm sugerindo para que os ingleses sejam expulsos do país. Por fim, afirma, que após essas medidas, ele será coroado em sua qualidade de Rei da França.

Em face das suas revelações e conselhos, o Delfim aceitou a sua cooperação. Providenciando a seguir os preparativos para que ela levasse a efeito os seus magníficos projetos. E é assim que a vamos encontrar nos próximos dias a se preparar e a tomar medidas para as lutas do porvir.

“A 14 de outubro de 1428, o Marechal de Gaucourt, bailio de Orléans e mordomo-mor do futuro Rei, os avisara de que os ingleses haviam posto cerco à Cidade de Orléans.”

Em Turones

Autorizada pelo futuro Rei Carlos VII, Joana d’ Arc, à frente do seu exército, parte para a Cidade de Orléans. “Quando em 1429 deixou Turones, a população inteira se premia nas ruas para vê-la passar e aclamá-la. Envergando a armadura toda branca, que cintilava ao sol da manhã, ela, garbosa, fazia caracolar o belo cavalo de guerra que montava. Empunhando a bandeira, trazendo à cinta a espada de Fierbois, avançava radiante de esperança e de fé. Dir-se-ia o anjo dos combates, como celeste mensageiro.”

Orleães

“De Turones a Orléans a viagem foi uma contínua ovação. Por onde passava, ia Joana semeando a alegria. Se os cortesãos a olham com suspeita e desdém, o povo esse ao menos acredita nela e na sua missão libertadora. Os próprios ingleses, tomados de estupor, permanecem imóveis nas trincheiras, vendo desfilar, sob o comando da Pucela, o exército de salvação.

Os habitantes de Orléans, loucos de entusiasmo, esquecendo o perigo, transpõem os muros da Cidade e correm ao encontro da heroína. No dizer de uma testemunha ocular, “eles já se sentiam reconfortados e desassediados pela divina virtude que lhes tinham dito haver naquela simples pucela, que todos consideravam muito afetuosamente, tanto os homens como as mulheres e as crianças.

As campanhas de Joana d’ Arc no Loire oferecem um espetáculo único na História: o dos capitães de Carlos VII, os Dunois, os La Rire, os Gaucourt, os Xaintrailles, marchando contra o inimigo sob as ordens de uma rapariga de dezoito anos! Inúmeras dificuldades se lhe antolham.

Os ingleses haviam feito um círculo de formidáveis fortificações em torno de Orléans. Dentro em pouco, na cidade reinará a miséria e será fatal a rendição de uma das maiores e mais fortes praças do reino.

Lá se acham as melhores tropas da Inglaterra, comandadas pelos seus mais hábeis generais, mesmas que vêm de alcançar sobre os franceses longa série de vitórias.

Eis o imenso e principal obstáculo que cumpre à donzela vencer. São bravos os que ela comanda, mas estão desmoralizados por tantas derrotas sucessivas e  pessimamente organizada para evitarem novos desastres. “Um primeiro ataque às trincheiras de Saint-Loup, tentado em sua ausência, é repelido.

Avisada, a heroína se arroja a toda brida,  com a bandeira desfraldada Eletriza os soldados e, num ímpeto fascinador, arrasta-os ao assalto. “Era a primeira vez – diz Anatole France, numa das raras passagens de sua obra, em que lhe faz justiça – era a primeira vez que Joana via combater e logo, entrando na batalha, se tomou o chefe, porque era melhor que todos.

Fez mais do que os outros. Não que fosse mais versada do que eles em coisas de guerra; era-o muito menos; mas, por ter o coração mais abnegado. Quando cada um pensava em si, ela pensava em todos; quando cada um tratava de se resguardar, ela a tudo se expunha, pois de antemão se votara sem reservas ao sacrifício.

Assim, aquela criança que, como qualquer criatura humana, temia os sofrimentos e a morte, a quem suas vozes, seus pressentimentos haviam anunciado que seria ferida, tomou lugar à frente dos guerreiros e, sob uma chuva de projéteis arremessados pelas bestas e colubrinas, permaneceu de pé à borda do fosso, empunhando o estandarte, para manter unidos os combatentes.

Com esse vigoroso ataque, conseguiu romper as linhas inglesas. Uma a uma, as fortificações foram tomadas e em três dias Orléans estava livre do cerco. Depois, os combates sucedem, como relâmpagos num céu de fogo.

Cada assalto é uma vitória. É Jargeau, é Meung, é Beaugency! Finalmente, em Patay, os ingleses são batidos em campo raso e o General Talbot, que os comandava, cai prisioneiro. Em seguida, as tropas libertadoras marcham sobre Reims e Carlos VII é sagrado Rei da França.

Em dois meses Joana reparara todos os desastres; reconstituíra, moralizara, disciplinara, transfigurara o exército e reerguera todas as coragens. ‘Antes dela – dizia Dunois – duzentos ingleses punham em fuga mil franceses; com ela, algumas centenas de franceses forçam um exército inteiro a recuar.

Joana d’ Arc quer que o exército continue a avançar “A Paris!” – clamava a Pucela no dia seguinte ao da sagração. “A Paris!” – repetia o exército inteiro. Se houvessem marchado logo sobre a capital, como Joana queria, teriam tido ensanchas de penetrar facilmente na cidade, graças à confusão que reinava entre os ingleses. Mas Carlos VII perdeu um tempo precioso, que o Duque de Bedford aproveitou para reforçar a defesa daquela importante praça, … “

“Aí começa a estrela de Joana a empalidecer. Aos triunfos, às brilhantes vitórias, vão seguir-se as horas trevosas, as horas de provação que precederão o encarceramento e o suplício.”

“No ataque, à porta Saint-Honoré, Joana, como sempre se portou heroicamente. Durante um dia todo permaneceu junto ao fosso, sob uma saraivada de projéteis, incitando os soldados ao assalto. Ao cair da tarde recebeu um tiro de besta, que a feriu profundamente na coxa, obrigando-a a deitar-se no talude. Ainda assim, não cessava de exortar os franceses, exclamando continuamente:

“O Rei! O Rei! O Rei que apareça!”. O Rei, porém, nunca apareceu. Por volta das onze horas da noite, vieram retirá-la dali e a levaram contra a vontade.” “No dia seguinte, quis recomeçar o ataque. Porém, que aconteceu? Não puderam mais passar. O Rei havia mandado destruir as pontes e impusera a retirada.”

Comentamos: Foi ele, portanto, o causador da sua desgraça.

Léon Denis, continua: “Com o desastre diante dos muros de Paris, abre-se para Joana extenso período de incertezas, de inquietações e de intimas angústias. Durante oito meses, experimentará as alternativas das vitórias e dos reveses. (… ) Sente que a boa fortuna a abandona. À borda dos fossos de Melun, suas vozes lhe dirão: “Joana serás capturada antes do dia de São João.”



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Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

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