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Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

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Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Joana d’ Arc – parte I

joana

                                                        Reprodução Web


Capítulo IX


Vida e morte de uma Heroína Cristã.

Joana, Pucela D’Orléans, é a França! A França bem-amada, a que devemos dedicar-nos tanto mais quanto maiores forem os seus infortúnios. “

Palavras do escritor Júlio Favre, pronunciadas em Antuérpia, referindo-se ao Processo de Reabilitação daquela heroína, transcrito do maravilhoso livro de Léon Denis – “Joana d’ Arc””_ pag. 288, o qual deve ser lido por todos os espíritas conscientes, tal a sua importância histórica).

Pedimos vênia à Diretoria da FEB, para transcrever este e outros tópicos que vão surgindo no decorrer da feitura deste modesto livro.

“Joana d’ Arc, nasceu na França, no Distrito de Domremy, aldeia ignorada até então, no ano de 1412.

Não descendia da alta linhagem, filha de pobres lavradores, fiava a lã, junto de sua mãe, após a ceia, hábito muito em voga naquelas paragens.

De dia, guardava o seu rebanho de ovelhas ou acompanhava o seu pai na charrua.

Não sabia ler nem escrever e ignorava todas as coisas da guerra. Era amada por todos, especialmente pelos pobres, pelos desgraçados, aos quais nunca deixava de socorrer.

Cedia de boa mente sua cama a qualquer peregrino fatigado e passava a noite sobre um feixe de palha. Cuidava dos enfermos, como por exemplo do pequeno Simon Musnier, seu vizinho, que ardia em febre; instalando-se a sua cabeceira, velava-lhe o sono.

Penetrada da intuição de que sua vinda ao mundo tivera um fim elevado, afundava-se pelo pensamento nas profundezas do invisível.

“Viva o trabalho”, dirá, mais tarde, a divisa que sua família adotará e mandará inscrever-lhe no brasão, quando o rei a houver feito nobre.

A primeira visão se lhe produziu num dia de verão, ao meio dia. O céu era sem nuvens e o sol derramava sobre a Terra modorrenta todos os encantos de sua luz. Joana orava no Jardim contíguo à casa de seu pai, perto da igreja. Escutou uma voz que lhe dizia: “Joana, filha de Deus, sê boa e cordata, freqüenta a igreja, põe tua confiança no Senhor”.

Ficou atônita, mas, levantando o olhar, viu, dentro de ofuscante claridade, uma figura angélica, que exprimia ao mesmo tempo a força e a doçura e se mostrava cercada de outras formas radiantes.

Doutra vez, o Espírito do Arcanjo S. Miguel, e as Santas que o acompanhavam, falam da situação do país e lhe revelam a sua missão. “É preciso que vás em socorro do Delfim, para que, por teu intermédio, ele recobre o seu reino”. Joana a princípio se escusa: “Sou uma pobre rapariga, que não sabe cavalgar, nem guerrear!” “Filha de Deus, vai, serei teu amparo”, responde a voz.

Pouco a pouco seus colóquios com os espíritos se tornavam mais freqüentes; não eram, porém, de longa duração.

Um dia São Miguel lhe diz:

“Filha de Deus, tu conduzirás o Delfim a Reims, a fim de que receba aí sua digna sagração”.

Santa Catarina e Santa Margarida lhe repetiam sem cessar:

“Vai, vai, nós te ajudaremos”. Estabelecem-se, então, entre a virgem e seus guias, estreitas relações. ( … ) A França a espera, é preciso partir!

Aos primeiros albores de um dia de inverno, Joana se levanta, e, já tendo preparado a ligeira bagagem – um embrulhozinho e o bastão de viagem – vem ajoelhar-se ao pé do leito em que ainda repousam seu pai e sua mãe e. silenciosa, murmura em prantos, um adeus. Recorda, nesse momento doloroso, as inquietações, as carícias, os desvelos da mãe, os cuidados do pai, cuja fronte a idade já curva. ( … ) Mas, o dever ordena: não faltará à sua tarefa. Adeus, pobres pais!

Adeus tu que te encheste de tantos desassossegos por teres visto, em sonho, tua filha na companhia de gentes de guerra! Ela não procederá conforme às tuas apreensões, pois é pura, pura como o lírio sem mácula. Seu coração só conhece um amor: o de seu país.

Joana partiu em direção a Burey, onde habitava um de seus tios, para de lá ganhar Vaucouleurs. Aos dezessete anos partiu sozinha, debaixo do céu imenso por uma estrada semeada de perigos. E Domremy nunca mais tornou a vê-la.”

Léon Denis fala sobre a mediunidade, informando às criaturas humanas sobre o advento
do Espiritismo.

“Joana d’ Arc era, pois, um intermediário entre os dois mundos, uma médium poderosa.. Por isso, foi martirizada, vilipendiada e queimada. Tal, em regra, a sorte dos enviados
do Alto; expoem-se às perseguições dos homens, porque estes não querem ou não podem compreendê-los. Os exemplos que dão e as verdades que espalham, são um óbice aos interesses terrenos, uma condenação das paixões ou dos erros humanos.

O mesmo ocorre em nossos dias. Conquanto menos bárbara do que a Idade Média, que os lançava em massa às fogueiras, nossa época ainda persegue os agentes do Além.”

E León Denis continua:

“Eles se vêem quase sempre repudiados, desprezados e escarnecidos. Falo dos médiuns sinceros e não dos simuladores, que são numerosos e se insinuam por toda a parte.

Esses que tais prostituem uma das coisas mais respeitáveis que há no mundo, mas, por isso mesmo, assumem pesadas responsabilidades para o futuro. Pois que tudo se paga, cedo ou tarde, todos os nossos atos, bons ou maus, recaem sobre nós com as suas conseqüências. É a lei de Destino.”

“Na França, também os filósofos foram visitados pelo Espíritos: Pascal passava horas em êxtase; a “Recherche de la Vérité”, de Malebranche, foi escrita em plena escuridão; Descartes nos conta como, por súbita intuição, rápida qual relâmpago, concebeu a idéia da “Doute Méthodique”, sistema filosófico a que devemos a libertação do pensamento moderno.

Nos seus “Annales Médico-Psychologiques”, diz Brierre de Boismont: “Descartes, ao cabo de longo repouso, era instado por invisível pessoa para continuar as pesquisas da verdade.”

Schopenhauer, na Alemanha, igualmente reconhece haver sofrido a influência do Além.

Quase todos os poetas de renome, ( … ) pintores e músicos encontrariam lugar aqui, pois que, sem cessar, a inspiração se derrama, em abundantes jorros, sobre a Humanidade.”

A Partida de Joana

“Acompanhada por um de seus tios, Durand Laxart, a quem, passando por Burey, se reunira, o único parente que lhe acreditou na vocação, o único que a animou a executar seus projetos, apresenta-se a Roberto de Baudricourt, comandante de Vaucouleurs, em nome do Delfim.

O primeiro acolhimento foi brutal. Joana, porém, não desanima, prevenida que fora por suas vozes. Escudada numa resolução inabalável, nada é capaz de desviá-la de seu objetivo. Afirma-o em termos enérgicos à boa gente de Vaucouleurs: “Antes que a quaresma vá em meio, hei de estar na presença do rei, ainda, que tenha de gastar minhas pernas até aos joelhos.” E, pouco a pouco, à força de insistência, o rude comandante lhe presta mais atenção aos propósitos.

Como todos os que dela se aproximavam, Roberto de Baudricourt experimentou o ascendente daquela criança. Depois de mandá-la exorcizar por Jean Tournier, cura de Vaucouleurs, e de convencer-se de que nenhuma tenção má a guiava, não mais ousa negar-lhe crédito à missão, nem cumular-lhe de obstáculos o caminho. Manda lhe dêem um cavalo e escolta. Já o cavaleiro Jean de Metz, dominado pela ardente convicção de Joana, lhe prometera conduzi-la à presença do rei. E, como lhe perguntasse:

“Mas, quando?” Prontamente ela respondeu: “Antes já do que amanhã, antes amanhã do que mais tarde.”

Finalmente, partiu, ouvindo do comandante da praça, por despedida, estas palavras de uma frieza pouco animadora: “Vai e suceda o que haja de suceder”, Que importam, entretanto, a Joana tais palavras! Não é às vozes da Terra que dá ouvidos, mas às do Alto, que a estimulam e alentam.

As incertezas e perigos do futuro lhe revigoram a força d’ alma e a confiança, tanto que de contínuo repetirá o ditado de sua província: “Ajuda-te a ti mesmo que Deus te ajudará.” O porvir é de infundir terror. Ela porém, de posse das forças divinas nenhuma coisa teme.”



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Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

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