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Irmão Virtulino

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                       Reprodução Web


 


Não nos lembramos de seu nome por inteiro.

Fazíamos parte, os dois, do “Grupo Espírita Trabalhadores da Ultima Hora”, que funcionava, inicialmente, no prédio da Federação Espírita Brasileira, Avenida Passos nº 30 e, posteriormente, na Rua Teófilo Otoni em prédio próprio da Fundação Marieta Gaio.

O Virtulino era de cor preta, puxava de uma perna e tinha o braço, do mesmo lado, paralítico. Confessou-nos, certa feita que, quando moço, morava no    Morro da Favela, por trás do Quartel General, no Rio, onde fazia parte de um grupo de valentões. Em suas arruaças, quando a polícia intervinha, usava como defesa pernas, braços e a cabeça, levando sempre a melhor. Ninguém lhe punha as mãos em cima.

Mas como na vida tudo tem fim, numa dessas escaramuças com os policiais, um deles conseguiu meter-lhe o chanfalho na cabeça, arma cortante que os policiais usavam na época, derrubando-o. Levado para a Assistência com profundo golpe, os médicos conseguiram salvá-lo, mas ficou aleijado para o resto de seus dias. E lá se foi a valentia do Virtulino!…

“Foi a minha salvação – disse-nos ele – de vez que me obrigou a meditar na vida, tornando-me espírita.”

Esse detalhe vem revelar-nos que muitas vezes as infelicidades da vida resultam em remédio seguro para a rebeldia da alma.  

Além de médium sonambúlico, era também vidente e curador através dos passes. Na qualidade de vidente, era um médium primoroso.

Certa feita, cabendo-nos a presidência dos trabalhos no grupo, o companheiro Américo Lopes Vieira tomou-nos a palavra, interferindo no diálogo com o irmão revoltado do espaço. E que o Américo era mais experiente para tais trabalhos.

Silenciamos por reconhecer a superioridade do companheiro e, ato contínuo, ligamos nosso pensamento à mente do Américo, a fim de fortalecê-lo no diálogo que estava sendo levado a cabo. Ninguém ficou conhecendo o nosso gesto; simplesmente pusemos em prática o que devíamos fazer, mentalmente.

No final da reunião perguntamos ao Virtulino, como de praxe sempre fazíamos, se ele tinha presenciado alguma visão. E ele prontamente informou que, entre outras vidências, tinha visto formar-se um fio fluídico, que partia da minha testa e terminava na cabeça do Américo. Aquela vidência espontânea deu-nos a conhecer: 1º – que o nosso pensamento é composto de algo material, mas tão sutil que não se mostra aos nossos olhos da matéria e 2º, que aquela criatura possuía uma vidência tão nítida que jamais encontramos faculdade tão perfeita em nossos 55 anos de estudo e vivência nas reuniões mediúnicas.

Por vezes, também receitava remédios homeopáticos, sendo chamado constantemente não só para receitar  para os enfermos, como também para lhes aplicar passes. Várias vezes foi chamado para dar passes em sacerdotes, em uma grande igreja do Rio de Janeiro.

Apesar de seus defeitos físicos, ganhava o suficiente para sua sobrevivência e ainda ajudou a criar alguns sobrinhos, filhos de uma irmã abandonada pelo companheiro. Não fora o chanfalho do policial, que inutilizou o valentão, teria o Virtulino provavelmente se tornado um criminoso, como sói acontecer com os arruaceiros que terminam seus dias na cadeia. É por isso que achamos muito justo aquele aforismo que reza: “Deus escreve certo por linhas tortas”. Foi necessário inutilizá-lo, para que ele se tornasse um trabalhador de Jesus.

Por último, atacado por perniciosa enfermidade, não tendo como pagar sua estadia num hospital – naquela época era difícil arranjar-se lugar, mesmo na Santa Casa – foi ele recolhido à Maternidade “Casa da Mãe Pobre”, onde tratado com todo o carinho, veio a falecer.

Deus o oriente e ilumine, são os nossos votos.



 

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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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