Inauguração do Hospital da “Casa da Mãe Pobre”

Foto: Acervo CMP


 


A nove de novembro de 1947 foi inaugurado o Hospital da Maternidade “Casa da Mãe Pobre”. Escolhemos esse dia por ser o domingo mais próximo do dia 10, quando a Instituição completaria oito anos de existência. Todavia, não tendo a Inspetoria de Águas ligado o precioso líquido em tempo hábil, obrigou-nos a transferir a abertura do Hospital, o que somente foi realizada a 20 de janeiro de 1948 o dia de S. Sebastião.

No dia da Inauguração, às 10 horas da manhã, a Rua Frei Pinto e suas adjacências estavam repletas de automóveis de pessoas que compareceram à inauguração.

O primeiro a falar foi o Dr. Clóvis Corrêa da Costa, Diretor médico da Maternidade. Limitou-se a dizer algumas palavras alusivas ao ato e da felicidade que sentia naquele momento. Em seguida fez uso da palavra o Presidente da Instituição, estendendo-se em considerações não muito longas. Em seguida cortou a fita simbólica, dando entrada a todos os visitantes, em número incalculável. Da varanda da frente, falaram ainda vários companheiros, extravasando seus corações emocionados. Foi um momento inesquecível na vida da Instituição. Na ausência do primeiro Presidente da Casa, Dr. Coriolano dos Reis Araújo Góis, já falecido, estava presente o seu filho, representando-o, o médico Dr. Floriano dos Reis Araújo Góis. Achava-se entre os visitantes, o irmão em doutrina, Ceciliano de Melo Portinho, da cidade de Mimoso do Sul – ES., o qual nos afirmou ter chorado de alegria ao penetrar, pela primeira vez, no prédio hospitalar da “Casa da Mãe Pobre”. Esse detalhe mostra o estado de espírito de toda aquela multidão pelo impacto que causou a inauguração do Hospital desta Casa de Caridade.

As lágrimas que Ceciliano de Melo Portinho derramou, e possivelmente outros corações sensíveis também, não foram em vão, se nos lembrarmos de que quase 115.000 crianças nasceram nesta Casa de Deus até a época em que estas linhas são escritas, 1986, e que a maioria das parturientes foi beneficiada pelos serviços assistenciais de pré-natal.

Outros Departamentos Assistenciais foram criados, a saber: A Creche “Marieta Navarro Gaio” e o Ambulatório Médico “Dr. João de Freitas”, e a “Sopa de Jesus”, também chamada dos Pobres, no Rio de Janeiro. E em Teresópolis, a Mansão dos Velhinhos, com capacidade para 50 idosos de ambos os sexos; o Lar-Creche Isabel “A Redentora”, com 40 crianças e o Grupo Escolar Isabel “A Redentora”, com 410 crianças matriculadas, em 1986.

De toda a multidão que assistiu entusiasmada à inauguração da “Casa da Mãe Pobre”, a maioria já está do outro lado da vida, assistindo ao desdobramento assistencial da Entidade.

Para completar estas despretensiosas linhas, lembramos a revelação de um espírito feminino em uma de nossas reuniões espirituais, quando afirmou:

“Eu era uma negra fedorenta a que nenhum hospital deu guarida. Foi na Maternidade “Casa da Mãe Pobre” que me receberam, deram-me assistência durante a gravidez e onde dei à luz o meu filhinho. Foi nessa Casa que me acolheram e me trataram com todo o carinho. Bendigo a todos vocês, médicos e enfermeiras pelo bem que me fizeram e ao meu filhinho. “

 

“O Senhor a proteja, lá onde se encontrar, bem assim ao seu filhinho, que continuará a fazer o seu estágio de aprendizado nesta parte do mundo.

E nos dê coragem e fé e a todos os trabalhadores presentes e futuros, para a continuação da Assistência aos carentes do mundo.

O Senhor seja conosco”.


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 

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