Honra ao Mérito

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Foto Divulgação: Sr. Henrique Magalhães mentor da Casa da Mãe Pobre

Sobre o nosso Mentor Sr. Henrique Magalhães

Deste notável português, nascido no dia quatro de setembro de 1900 (último ano do século XIX) retornando à Pátria Espiritual em dois de julho de 2004 (como pouquíssimas pessoas viveu em três séculos) com cento e quatro anos; muito pouca gente conhece:  sua modéstia, sua humildade e seu espírito profundamente cristão impediram, por décadas, que se tornasse conhecido de um grande público.

Com todo o respeito que Henrique nos merece, a referência a sua obra e a sua vida, aqui, é de tamanha importância para a integridade do texto, que violaremos o princípio cristão que abraçou por mais de 60 anos:“Que vossa mão esquerda não saiba o que faz vossa mão direita…  (Mt, VI – 1 a 4)”.

Henrique chegou ao Brasil em 1912, ainda menor e acompanhado de tios distantes; para se sustentar, foi trabalhar no comércio como ajudante – não tinha horário nem descanso – sua vida se resumia no trabalho e, quando o tempo assim o permitia, dedicava-se aos estudos, o que fazia por conta própria.

Em 1919 contraiu a gripe espanhola, epidemia que provocou um número absurdo de vítimas no Rio de Janeiro, então Capital Federal, como em diversas partes do País; as sequelas desta violenta enfermidade o fizeram retornar à casa de seus pais, em Portugal, no ano seguinte, quando pode restabelecer-se quase completamente, a ponto de se decidir voltar ao Brasil, tão logo tivesse “matado as saudades” de sua família, para retornar o caminho de prosperidade que já havia iniciado, ainda muito jovem.

De volta ao Rio, com as economias que fez enquanto empregado de comércio, pode se estabelecer, em definitivo, como comerciante, atividade que lhe proporcionaria, com o passar do tempo e com a sua extrema dedicação, um excelente padrão de vida.

Em 1931, as sequelas da doença que o acometeu anos atrás se agravaram, razão pela qual, a conselho de seu médico particular, fixou residência na pequena e tranquila cidade de Teresópolis, situada a quase mil metros de altitude, na Serra Imperial.  Cinco anos antes havia se casado com Dona Zulmira, companheira fiel de uma longa jornada de 73 anos; desta harmoniosa e rara união nasceram suas três filhas.

Abastado comerciante, para uma pequenina e pobre cidade, era sempre procurado por instituições de caridade para prover doações, uma das quais, formada por um pequeno grupo de espíritas que buscavam recursos para amenizar os sofrimentos de crianças carentes e idosos abandonados. Foi incontinentemente repelida por ele, dado que repudiava energicamente este tipo de crença, embora nunca tivesse se detido a estudar e entender suas origens e seus propósitos.

Teresópolis, à época, sofria com uma contundente epidemia de meningite que não escolhia suas vítimas somente entre a população pobre da cidade; sua segunda filha, portuguesa de nascimento e, então ainda a caçula, contraiu a terrível doença que se agravou a ponto de seu próprio médico de confiança manifestar sua descrença em mantê-la viva por muito tempo, apesar da dedicação e empenho em tentar curá-la, usando, para tal, todos os métodos e remédios conhecidos na época.

 

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