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Grupo Espírita André Luiz

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                  Reprodução Web


 


Conheci o irmão Antônio Alves Ferreira nas Semanas Espíritas de Macaé. Em minhas visitas àqueles companheiros de lutas redentoras hospedava-me na residência do Professor Pierre Ribeiro, espírita de proa naquela cidade fluminense.

Antônio Alves Ferreira tinha sua família no Rio, mas trabalhava em Macaé, em importante firma comercial. Era o que atualmente denominamos de Contador. De quinze em quinze dias vinha visitar a família.

Em Macaé morava na residência do Pierre, criatura maravilhosa que vivia com a esposa e filhos num grande casarão. Era diretor de importante e conceituado Colégio.

Por felicidade, colocaram-me no quarto do Antônio A. Ferreira, com o qual desde logo me afinei. Todas as Semanas Espíritas, uma vez em cada ano, nos encontrávamos, morando no mesmo quarto e trocando ideias sobre a maravilhosa Doutrina dos Espíritos. Foi assim que se firmou nossa fecunda amizade.

Certa feita procurou-me, no Rio, cidade onde resido desde 1912 Tendo conhecimento de que eu frequentava o Grupo Espírita Antoni Léon, cuja sede própria fica na Rua Uruguai nº 30, pediu-me para solicitar de seu Presidente, que na época era o notável espírita Agostinho Pereira de Souza, um dia em cada semana para lá fundar um Grupo Espírita com o nome de André Luiz.

Atendida a sua solicitação, após a costumeira reunião que se realizava às terças-feiras, dirigi-me para o local previamente combinado com o Antônio Ferreira, na esquina da Rua Barão de São Francisco Filho com a Praça Sete de Setembro. Já me esperava o ditoso amigo, apresentando-me a outro confrade, qual seja o Jackes Aboab.

Logo de início informei que o Sr. Agostinho Pereira de Souza, Presidente do Grupo Espírita Antoni Léon tinha atendido ao seu apelo, oferecendo-lhe um ou mais dias de cada semana para as reuniões espíritas do grupo a ser formado.

Nessa altura o Jackes Aboab entrou no assunto:

“Que Grupo é esse de que estão falando?”

“Ao que o Ferreira respondeu, comunicando-lhe que tinha arranjado trabalho aqui, no Rio de Janeiro, motivo pelo qual ia dar início à fundação de um Grupo Espírita com o nome de André Luiz.

O Jackes compreendeu desde logo o motivo que me levou a falar com o Ferreira. Ato contínuo ofereceu parte de sua loja, que ficava na Rua Moncorvo Filho nº 27, sobrado – Centro da Cidade, para a localização do Grupo a ser formado.

Essa maravilhosa oferta foi desde logo aceita pelo Antônio Ferreira. E assim foi fundado por aquele homem simples, mas com um grande coração, o atual e maravilhoso Grupo Espírita André Luiz, que atualmente tem sede própria na Rua Jiquibá nº 139 – Maracanã.

Seguiu-se a adesão imediata do Jackes Aboab, seguida dos confrades: Dr. Amadeu Santos, Rodrigo Rodrigues de Oliveira e sua esposa D. Madalena, bem assim de outros confrades.

Um pouco mais adiante o Ferreira providenciou a vinda do Peixotinho para o Rio, conjuntamente com sua família. Este grande e famoso médium tinha trabalhado com o Antônio A. Ferreira na cidade de Macaé, cujas faculdades foram desenvolvidas no”Grupo Espírito Santo”. Também trabalharam no “Grupo Espírita Pedro”, do qual o Ferreira era Presidente.

As reuniões no Grupo Espírita André Luiz eram dedicadas quase exclusivamente para operações e curas de enfermos. Eu mesmo fui operado com absoluto êxito de uma sinusite crônica, que me vinha massacrando há vários anos. Este caso passou-se possivelmente há quarenta anos. Esse mal estar desapareceu para sempre.

O FAMOSO MÉDIUM PEIXOTINHO

A mediunidade de Peixotinho produziu as famosas materializações que forneceram material para o estimado irmão Dr. Ranieri escrever o livro “Materializações Luminosas”, com sucesso invulgar.

O prédio da Rua Moncorvo Filho nº 27, 12 andar, era composto de um grande salão, dividido em dois por uma parede de madeira coberta de barro, de largo uso no século passado. Nos fundos possuía cozinha e banheiro. Era nessa cozinha que os Espíritos se materializavam e produziam peças de parafina.

PONTO ALTO NO ANDRÉ LUIZ

Escrevi alguns artigos que falavam sobre aquelas materializações e curas, enviando-os para revistas e jornais, entre as quais a revista “Constância” de Buenos Aires, onde pontificava o Dr. Luiz Postigliooni, cujas atividades invulgares o levaram à Presidência da Federação Espírita Internacional sediada em Londres, onde permaneceu durante sete anos, até o seu desenlace.

Em 1949, se não me engano, houve no Rio uma reunião da CEPA – Confederação Espírita Pan-americana – à qual compareceram, entre outros, o Dr. Postiglioni, um casal de cientistas uruguaios e outro casal de cientistas cubanos – Dr. Santiesteban, com larga folha de serviços no Espiritismo.

Devido aos artigos que enviei para Buenos Aires, carteamo-nos por vezes com o Dr. Luiz Postiglioni. Aproveitou ele sua estada no Rio e pediu-me que eu intercedesse junto à Diretoria do “Grupo Espírita André Luiz” para que ele e os dois casais citados tomassem parte numa das reuniões de efeitos físicos, pedido este que foi atendido.

No dia aprazado, às 20 horas, lá estavam os cinco. Fechadas as portas e janelas, o Presidente da Casa pediu ao Dr. Postiglioni que fizesse uma inspeção, a ver se estava tudo bem fechado, pedido a que ele anuiu. Seguiu-se uma prece, após a leitura de uma página do Evangelho, dando-se começo aos trabalhos em pauta.

Materializaram-se alguns espíritos, um dos quais era o Dr. Fritz – não o que trabalhou com José Arigó e, posteriormente, com o Dr. Queiroz.

Depois de produzir alguns trabalhos de curas, começou a falar em castelhano com o Dr. Postiglioni, sobre vários assuntos.

Em seguida materializou-se um espírito que disse chamar-se Moisés. Entre outras revelações, informou que dirigiu o Espiritismo na Argentina. Sua palestra em castelhano, com o Dr. Postiglioni, prolongou-se. Não sei porque não lhe foi perguntado, se era o célebre Moisés dos Hebreus.

Todavia, devo esclarecer que desse espírito materializado desprendia-se tanta luz que iluminava o ambiente, inclusive uma parte do teto. Nenhum outro espírito produzia tanta claridade. Nem mesmo o do grande poeta português João de Deus, que também se materializava no recinto, vez por outra.

Foram modeladas cinco peças de parafina, uma das quais do famoso Espírito José Grosso. A citada peça representava parte dos braços e respectivas mãos, muito grandes com os dedos entrelaçados. Devemos acrescentar que esse espírito, quando materializado, tem mais de dois metros de altura. Por determinação dos Espíritos Guias, as cinco peças me foram entregues. Por minha vez, presenteei-as ao Dr. Postiglioni, o qual realizou uma grande conferência em Buenos Aires, onde compareceram mais de quinhentas pessoas, entre as quais vários cientistas. Foi o que ele me declarou em carta muito carinhosa.

No final da reunião, que terminou a uma hora da madrugada, os espíritos produziram o transporte de algo para todas as pessoas presentes e que nos foi entregue no escuro. Quando terminou a reunião e a luz se acendeu, verificou-se que eram cravos vermelhos para os homens e brancos para as senhoras. Fato interessante é que os cravos estavam todos orvalhados. Molhados mesmos!

De que jeito os negadores do Espiritismo se servirão para explicar esse fenômeno? Leve-se em conta que estavam no salão mais de cinquenta pessoas, ou seja, cinquenta testemunhas.

O INCÊNDIO

Posteriormente aos fatos acima narrados, manifestou-se um incêndio na parte do salão que era ocupado pelo grupo em questão, destruindo parcialmente o prédio. O mais interessante é que a outra parte do salão manteve-se intata. Informaram os espíritos, em posterior reunião, que tiveram um trabalho enorme para evitar a propagação do citado incêndio, principalmente porque a parede que dividia o salão era de estuque, de fácil combustão e o forro da sala era de madeira. E outro fenômeno a ser estudado por quem de direito, pois faz parte da ciência de efeitos físicos.

NOVA SEDE

O grupo não deixou de trabalhar após o incêndio, fazendo as reuniões na casa do Rodrigo. A sala era pequena e não dava para todos, o que levou a Diretoria a tomar a resolução de adquirir sede própria. Para tal fim foi nomeada uma comissão de alguns confrades.

Um dia, o companheiro Afonso Fonseca foi visitar-me, informando que eu tinha sido incumbido de dirigir a citada comissão, devido à prática que eu tinha com os trabalhos desenvolvidos na “Casa da Mãe Pobre”. Fiz-lhe sentir que eu não podia aceitar esse compromisso em razão do meu precário estado de saúde. Mas ele não levou em consideração o motivo apresentado, afirmando que minha enfermidade era passageira. Tanto argumentou que resolvi fazer ali mesmo um dramático apelo aos confrades em geral, e me veio à mente redigi-lo em nome de André Luiz. Fui criticado por alguns, por me servir do nome daquele trabalhador do espaço. Todavia, não liguei à crítica. Ele não era o Patrono do Grupo? Por que, pois, não pedir em seu nome? Para todos os efeitos ele era o dono da Casa …

As listas organizadas tiveram boa aceitação e, juntando-se os donativos arrecadados de outra lista anterior, renderam Cr$ 50.000,00, uma boa parcela, levando-se em consideração o poder aquisitivo do dinheiro naquela época.

A TÔMBOLA

Um pouco mais adiante, o mesmo Afonso Fonseca solicitou, em nome da Diretoria, permissão para o “Grupo André Luiz” distribuir bilhetes de uma tômbola aos associados da “Casa da Mãe Pobre”.

Levei o pedido aos demais Diretores da nossa Instituição, ficando deliberado ceder à solicitação, mas não em nome do “Grupo Espírita André Luiz”, devido ao fato de a grande maioria dos associados da “Casa da Mãe Pobre” serem católicos. Que fizessem a tômbola em nome do GEAL – abreviação do “Grupo Espírita André Luiz”.

Dava gosto ver o Afonso Fonseca, em suas folgas de domingo, manejar nossa máquina impressora, colocando os nomes e endereços dos associados!

Foram cerca de 22.000 carnês, cada um com dez bilhetes, enviados para os associados da “Casa da Mãe Pobre”. As importâncias dos bilhetes da tômbola eram recebidas na Joalheria São João, na Rua Uruguaiana, de propriedade de Rodrigo Rodrigues de Oliveira.

Lá pelas tantas, surgiu na Joalheria um policial.

Exigia que lhe mostrassem a autorização para se levar a efeito a citada tômbola e nós não tínhamos a licença. O Rodrigo foi intimado para comparecer no dia seguinte à Delegacia de Costumes, na Rua da Relação.

Estava eu na Maternidade quando recebi o chamado telefônico do Rodrigo. Aflito, começou por informar o ocorrido. De repente, formulou dramático apelo nos seguintes termos:

“Estou desgraçado, Magalhães! Como vou livrar-me dessa acusação?”

Tentamos acalmá-lo e ficou resolvido reunir-se a Comissão de Obras, no dia seguinte, para tentar resolver o grave problema.

Na hora aprazada estávamos todos frente à Delegacia. Era o Dr. Lauro Salles, advogado, o Rodrigo, dono da Joalheria, o Jackes Aboab e nós. Falou primeiro o Rodrigo, apresentando os companheiros. Depois, o Dr. Lauro Salles tomou a defesa. Começou por apresentar os dois comerciantes, ou seja, o Rodrigo e o Jackes, mais o Presidente da Maternidade “Casa da Mãe Pobre”. Essa medida foi acertada, porque soube-se depois que as autoridades pensavam que éramos comunistas. Naquela época estavam eles em franca atividade. Quando o Dr. Salles explicou que o resultado da tômbola destinava-se à aquisição de uma sede para o “Grupo Espírita André Luiz”, o Delegado abrandou completamente. Mas determinou que devolvêssemos o dinheiro que tínhamos recebido às pessoas que haviam contribuído, sob a alegação de que somente a Loteria Federal possuía licença para trabalhar nesse mister.

Despedimo-nos, agradecendo, e já na rua começamos a dialogar como iríamos pôr em prática as determinações do Delegado. Surgiu-me na mente o nome de um Comissário de Polícia de grande projeção, nosso amigo particular. E ficou resolvido que lhe fizéssemos um apelo, para evitarmos a devolução do dinheiro recebido, quase a totalidade.

Chegando em casa, telefonei para o Comissário em questão. Quando lhe expliquei a difIcil situação respondeu muito alegre: “Como é que o Delegado quer vocês devolvam o produto da tômbola, se essa importância destina-se à compra de um imóvel para um Centro Espírita? Ele também é espírita! Fale em meu nome com o Comissário Tal, que é encarregado desse setor. E rapaz novato, de boa índole. Ofereçam-lhe um anel de grau e continuem a receber as importâncias que faltam.”

E assim terminou o episódio. Mais tarde, quando em reunião da Diretoria do “André Luiz”, veio à baila o susto por que passou o Rodrigo, foi uma gargalhada geral!

A famosa tômbola rendeu Cr$ 125.000,00. De posse dessa importância começou a Diretoria do “André Luiz” a procurar casa para a nova sede. Depois de muito procurar, entraram em negociações para a compra de uma casa de três quartos, grande salão, copa, cozinha e banheiro no sobrado, com um portão de 2,50 m de altura, casa sediada na Rua Nazário, estação de S. Francisco Xavier. O negócio estava sendo realizado pela importância de Cr$ 50.000,00 mas havia uma inquilina no imóvel, que exigia Cr$ 20.000,00 para se mudar. E naquele tempo os inquilinos tinham todos os direitos e garantias.


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