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Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

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Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Francisco Cândido Xavier


Capítulo XXXIII


Observamos os martírios vividos pelo nosso querido irmão – Francisco Cândido Xavier – e a sua habitual compreensão.

Abaixo, transcrevemos maravilhoso artigo sobre a sua vida, estampado no “Mundo Espírita”, pág. 06/07 – maio de 95, a quem pedimos vênia.

“O povo era cordial e conservador. E alheio às imensas mudanças éticas e sociais que se aceleravam em todo o mundo.

Comia seu feijão tropeiro, seu angu com couve, pintava, trabalhava e ia à missa. Que todos eram católicos, reverentes ao senhor vigário, rebanho dócil, que encarava qualquer manifestação do maravilhoso, como travessura do capeta.

Alguma coisa começaria a mudar com a chegada do trem, saudado com foguetório e banda de música, ao melhor estilo do interior. Era a velha “Maria Fumaça”, então, literalmente a todo vapor. O fato fora tão importante que, em 1901, Cachoeira das Três Moças trocava seu nome para Pedro Leopoldo.

Homenagem justa ao engenheiro que estendera a linha da Central do Brasil até àquela zona metalúrgica, boca do sertão mineiro.

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Foto: Acervo CMP
Casa onde Francisco Cândido nasceu

Nesta época, morava ali um casal humilde, como tantos outros casais do interior. Ele, João Cândido Xavier, operário de profissão, vendedor de bilhetes de loteria nos momentos de aperto.

Isto é, durante o ano inteiro. Sua a mulher, Dona Maria João de Deus, de prendas domésticas. Mãe de família na velha tradição mineira.

Dedicada ao lar, paparicando os filhos, ensinando-os a rezar de mãos postas. Ambos católicos.

Por educação e fé. Viviam cheios de filhos, de pobreza e de harmonia, numa pequena casa. Foi ali que, a 2 de abril de 1910, nasceu um menino, que na pia batismal recebeu o nome de Francisco. Na certa, em homenagem ao humílimo e pobrezinho Santo de Assis.

A vida da família seguia serena. Os filhos, agora, já eram nove. Chico crescia como qualquer moleque do interior. Corria pelo quintal, brincava e subia em árvores, de pés descalços, peito nu, aguçando os ouvidos quando o apito estridente da “Maria Fumaça” ecoava por aquelas lonjuras. Livre como os pássaros.

Estava com cinco anos e, como qualquer criança normal dessa idade, sentia-se irresponsavelmente feliz.

Então, surgiu o inesperado: Dona Maria João adoece. A princípio, parecia coisa passageira. A doença, porém, progrediu rapidamente, e ela já pressentia a chegada da morte. Como a família viveria? João Cândido, inveterado sonhador, achava-se desempregado. Sobrevivia apenas à custa dos bilhetes de loteria. A praça era pobre e arriscou-se pelas cidades maiores da redondeza:

Sabará, Conceição do Mato Dentro, Curvelo.

Preocupada, Dona Maria João decidiu acomodar os filhos com parentes e amigos, que se dispuseram a criá-los. Sobre esta decisão, Chico Xavier conta: “Eu estava de pé, no pé da cama, e o queixo encostado na madeira. Na cabeceira do leito, minha mãe me olhava. E eu lhe disse palavras muito duras para um menino.

“Por que a senhora, mamãe, está dando seus filhos para os outros?

Não quer mais seus filhos, é isso?”

Dona Maria respondeu que ia para o hospital. E disse uma frase que impressionou o menino: “Se qualquer pessoa falar que morri, é mentira. Não acredite. Vou ficar quieta, dormindo. Não responderei a ninguém, mas não vou morrer.” E, no dia seguinte a este diálogo, a 29 de setembro de 1915, ela morreu.

Na diáspora da família Xavier, Chico vai para a casa da madrinha, Dona Maria Rita de Cássia, velha amiga de sua mãe. Ali começariam as atribulações do menino, que mais parecia um daqueles pequenos heróis do Dickens, cuja infância é curtida com os mais atrozes castigos e humilhações. Mas havia uma diferença. Ao contrário dos personagens do grande romancista inglês, em geral com um destino adulto medíocre, Chico estava destinado a altos voos: torna-se um professor de humildade a demonstrar que as manifestações do maravilhoso não são travessuras do capeta. Mas, para chegar até lá, precisava passar no vestibular do sofrimento. E Dona Rita seria uma professora intransigente.

A qualquer pretexto, a vara de marmelo cantava no lombo do menino. Para pescoções, tamponas e beliscões dispensavam-se pretextos.

E, em sua crueldade, Dona Maria inventava requintes dignos de um inquisidor. Um de seus caprichos consistia em enfiar garfos no ventre do garoto, ou seja, em nome de castigo, colocava um garfo, com seus dentes voltados para a sua barriga e o cabo, na vertical, preso e pressionado pela camisa. O suplício durava horas.

O sangue começava a escorrer.

Chico soluçava: chorava, implorava. Mas a madrinha não lhe permitia retirar o garfo. Aos poucos abriu-se uma imensa chaga na barriga. A dor impedia-o às vezes até de caminhar ao fundo do quintal, único lugar onde encontrava um pouco de paz. Além disso, via-se obrigado a usar uma camisola cumprida de menina, chamada de mandrião, feita com pano de saco de farinha  pintado de azul.

“Ao me levantar, pela manhã, eu não me animava a tomar café: ficava esperando a primeira surrado dia. Depois, sim tomava o meu café com aquela alegria de já haver pago uma parcela”, comenta Chico.

E as surras vinham sempre acompanhadas do mesmo refrão: “Esse menino está com o diabo no corpo”.

Talvez para exorcizá-la, Dona Rita o obrigava a longos jejuns. O sofrimento ia polindo o menino. Mas a capacidade de resistência de uma criança é limitada.

Um dia, angustiado e com o corpo marcado de vergões,Chico correu para o fundo do quintal, ia refugiar-se na sombra amiga de velhas bananeiras. Ali, começou a rezar, conforme aprendera com sua mãe. Pouco depois, viu Dona Maria João a seu lado. Lembrou-se das palavras da mãe, de que não ia morrer. E, com a lógica de seus anos, não se surpreendeu.

“- Quero ir embora daqui, mamãe. Só vivo apanhando … ”

A mãe recomendou-lhe paciência:

“- Quem não sofre não aprende a lutar.”

“- Minha madrinha diz que estou com o diabo no corpo … ”

“- Não se importe. Tudo passa e, se você tiver paciência, Jesus nos ajudará para ficarmos sempre juntos.”

Depois desse dia, Chico nunca mais reclamou. E nem chorava.

Suportava tudo calado, de olhos secos. Ante essa reação, que considerava ofensiva, Dona Rita mudou o refrão. Agora, dizia: “Chico é tão cínico que não chora nem mesmo a pescoção.”

O menino defendia-se dessa acusação com um argumento escandaloso. Contava que, toda vez que suportava uma surra sem chorar, via sua mãe. A partir daí. passaram a chamá-lo de menino aluado.

“Dona Rita foi minha educadora”, assim resume Chico, tais episódios.

Mas, como tudo, essa educação também chegou ao fim.



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Transcrevemos maravilhoso artigo sobre a vida de Chico Xavier, estampado no “Mundo Espírita”, pág. 06/07 – maio de 95, a quem pedimos vênia.

 

 

 



 

 

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