Fernando de Lacerda


Capítulo XXV


fernandodelacerda

Reprodução Web
Fernando de Lacerda

Pedimos vênia à FEB para transcrever trechos do Livro “Do País da Luz” – Comunicações Medianímicas obtidas por Fernando de Lacerda, volumes II IlI/ IV, ano 1926.

Aconselhamos a leitura desse importante trabalho para ilustram os seus espíritos.

No volume III, à pág. 7, temos seguinte:

Aos Espíritas Brasileiros e Portugueses 

Aos meus irmãos em crença,  falam como eu a língua portuguesa, dedico este livro.

Que ele possa, sob a sua proteção, continuar a sementeira da verdade e do bem que os dois primeiros vêm fazendo.

E a todos desejo a paz da consciência: – a maior de todas as riquezas que um espírita pode possuir.

Fernando de Lacerda.

À pág. 9, temos:

Ao Exmo. Sr.ª Silva Pinto

Quem me diria a quatro anos, quando, espantados, vi desprender-se dos bicos da minha pena, a primeira das comunicações desta singular série que venho publicando, que havia de ter o espiritual prazer de abrir o terceiro livro com a deliciosa carta que teve a bondade de escrever-me?

Vai ela custar-lhe o ser dado por senil e decadente, pelo sandeu que V. Exª ouviu resmungar ali ao lado.

Tenha paciência, e tenha pena dele.  

Velho admirador de V. Ex ª

Fernando de Lacerda.

 À pág. 11, lemos o seguinte:

A Carta do Exmo. Sr.ª Silva Pinto

Meu velho Amigo.

Escrevo a meu bel prazer, exultando porque lhe faço a vontade e porque me é prezado o assunto.

Diz o velho Dumas, dos “Mosqueteiros”, que o homem carece de arranjar um vício para a velhice: estou em que sendo o amor fruto proibido ou carregado de impostos, melhor para os velhos, é o uso e abuso dos prazeres da mesa. Por mim aprecio o “cardápio” bem ordenado; mas é claro que eu não posso passar a vida na mastigação do borracho com ervilhas. Entidade pensante sente-me vinculado ao que “se cá sabe” e lidando por fugir para o misterioso.

O que é “sabido” não me satisfaz: é chocho e reles como os triunfos de um tolo; sem base e grávida de parlapatice. A força de estudar e de viver, a Humanidade e o Indivíduo chegaram a esta conclusão segura: “Não sei”.

Não se sabe coisa alguma do que, à entrada na velhice, desata angústias incomputáveis no coração humano.

Donde viemos. Por que viemos, para onde vamos? Tem-se enlouquecido no alto.

Os seus livros, meu amigo, e a intenção aturada e enérgica, que os formou, têm doces responsabilidades. Lê-se e conclui-se: “Talvez”.

É um alívio; é um raio de luz, em que hora de incerteza!

Eu sou dos que crêem nas suas visões, e nos seus mortos, na vida futura tranquilizadora.

Que está ali a resmungar aquele sandeu? É óbvio que eu não reconheço nas minhas palavras o alcance” de uma solução”; mas é uma opinião muito sincera e honrada.

Eu já suspeitava, antes de ver os seus livros, que a “coisa ficava por aqui”. Creio-o hoje, não falta quem assim o creia.

O seu trabalho, meu amigo,  é benemérito dos infelizes atormentados pelo mesquinho horror desta vida e ansiando por outra coisa.

Consideremos isso possível, para honra do Criador e por alívio e nobilitação da criatura!

Silva Pinto.

” Abaixo: Prova que não pode ser destruída.

Às págs. 97 e 98, do vol. I, lemos o seguinte:  

C. Castelo Branco  

Acabava de ler uma das comunicações aos Exmos. Senhores Coronéis Morais Sarmento, Martins Correia e Dr.,Moreira Feio, quando um destes cavalheiros objetou:

– Nós, que o conhecemos bem, sabemos que v., conquanto inteligente, é incapaz de escrever isso, e, portanto, acreditamos que alguma coisa de extraordinário existe na origem dessas comunicações; mas, os que o não conhecem, poderão dizer que, sendo V. naturalmente inteligente, em um estado especial em produz essas coisas … “

– Mas, sendo assim, que ação inteligente existirá nesse estado  que me levará a pôr vários nomes e sob escritos diversos, coincidindo sempre os mesmos nomes com os mesmos estilos, e  estes seres semelhantes aos que em vida tiveram as pessoas que usaram aqueles nomes?

Além disso, eu não entro em estado especial algum.

Posso até escrever diante de várias pessoas. 

Se V. Exªs quiserem submeter-me a essa experiência …

– Quando? – objeta um daqueles cavalheiros.

Nesse momento, tendo olhado acidentalmente para o lado, vi, ou pareceu-me ver, Camillo, com um sorriso amargurado, acenando-me com a cabeça em sinal afirmativo, e respondi:

 -Já.

Deram-me papel, e sentei-me a escrever. Ao assentar-me começou entre nós quatro uma conversação ruidosa, em que eu intervinha para detalhar e corrigir fatos e datas, ao mesmo tempo que a pena corria vertiginosamente sobre o papel.

Quando chegou ao fim de duas páginas, vi que assinara: Camillo Castelo Branco.

Levantei-me e, com grande espanto meu e não menor assombro dos circunstantes, li a comunicação que se segue, escrita sem uma emenda, e com uma celeridade impossível de imitar, normalmente:

A Dúvida

Mensagem de C. Castelo Branco.

 20 de novembro de 1906.

“A dúvida é a principal origem da negação nas grandes causas e nas grandes épocas. A época presente, em que o Espiritismo procura demonstrar a existência de Deus e a Imortalidade da Alma, é uma daquelas em que o egoísmo, na mais refece manifestação, se ergue, como a hidra de Lema, a querer aniquilar os esforços dos dedicados obreiros em serviço de Deus e da própria humanidade.  

Todos aqueles a quem forem presentes provas, dessas que não admitem a dúvida menos racional e justa, e queiram duvidar, procurarão logo, na sua imaginação egoísta e perversa, todos os argumentos que a idiotia possa forjar no laboratório da insânia, para explicarem o que não compreendem. É que, para eles, não haverá razão que se anteponha à perversão da sua própria inteligência, e ao medo de que a convicção da verdade lhes possa pôr impedimento aos desregramentos que a materialidade da besta humana possa facilitar e consentir.

Eu também fui assim: também levei a minha vida na dolorida e horripilante tortura da dúvida e da negação.

Era porque tinha receio de crer; era porque não podia admitir, no meu insofrido orgulho, que Deus tivesse autoridade para punir-me de faltas que eu não queria reconhecer existirem porque tinha medo.

Quem sabe se é só o medo que ocasiona e justifica a dúvida? Porque é que se não há de crer na verdade ela se impõe, se ela subjuga, se ela aniquila, pela sua extraordinária luz, os mais rebeldes e os mais sinceros antagonistas?

Porque se há-de persistir na dúvida, quando tudo tende a prestar o mais fervoroso e estranho benefício que se pode fazer à Humanidade?

Por quê? Que persistência, que teimosia, que horripilante tenacidade na rebeldia de abrir os olhos à luz que Deus manda para iluminar e redimir a Humanidade!! !”

João de Deus.

À pág. 59, do volume I, lemos:

O País da Luz  

“País da Luz é todo o espaço além. Desse, que a vista vossa abrange e vê. É a ideal mansão, em que se crê; Anseio santo que a nossa alma tem.

É a azulada praia, onde ninguém Aperta, ao viajar, quando descrê. Sonhada região, que se antevê, Onde reside a Paz, o Amor, o Bem.

É perene caudal de claridade,  Onde o doce Jesus, todo bondade, Sorrindo, nos acolhe, os irmãos seus.  

É o esperado céu do humano ser, Para onde vem, depois de aí morrer, Todo aquele que bem servir a Deus.

” Janeiro, 1908.

João de Deus.

Comentamos: João de Deus foi um dos maiores poetas portugueses, em todos os tempos. Seus versos nos incitam a “Amar a Deus e ao Próximo”, baseados nos Ensinamentos de Jesus Cristo.

 



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Pedimos vênia à FEB para transcrever trechos do Livro “Do País da Luz” – Comunicações Medianímicas obtidas por Fernando de Lacerda, volumes II IlI/ IV, ano 1926.

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

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