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Fernando de Lacerda – parte II


Capítulo XXV


nbonaparte

Reprodução Web
Napoleão Bonaparte

Às págs. 80 à 84, do vol. I, lemos o seguinte:

Napoleão

13 de novembro de 1906.

“A minha ação na Terra tem sido apreciada de modos bem diversos e quase sempre apaixonados. É natural, é lógico.

Quando alguém consegue sobressair à craveira normal de homem, consegue sempre também levantar em torno de si murmúrios ou rugidos, dedicações sobre-humanas ou ódios eternos.

Eu tive de tudo. Dedicações fanáticas, ódios intransigentes e apaixonados. Os dois sentimentos têm vindo, quase paralelos, desde o meu aparecimento retumbante na cena da vida oficial francesa; e creio que paralelamente hão de seguir até à consumação dos séculos.

E em qual dos sentimentos está a Justiça?

É-me inteiramente indiferente o que os homens possam supor de mim. Os homens foram sempre um fator que me habituei a dominar. Fui finalmente vencido e esmagado, mas foi porque a esse fator foi dada superiormente a missão de fazê-lo.

Entretanto, eu devo ainda uma explicação terrena.

Quero atirá-la ao mundo, como sobre ele atirei as cargas da minha cavalaria e as lanças dos meus soldados.

Não será bem por mim. É por eles.

Instrumentos ignorados e anônimos da minha ação, precisam a sua justificação perante a posteridade, feita por aquele que os acionou como grandes massas passivas, mas providenciais.

Foram eles que espalharam pelo mundo a semente da liberdade.

Pioneiros da morte, eram os obreiros da transformação e do progresso.

O que é a morte?

Não há benefício algum conquistado pela Humanidade que lhe não tenha custado muita luta e muito sofrimento. O benefício que conquistou pela minha ação foi incomparavelmente maior do que o mal que eu lhe causei.

Esse mal, na sua vida, representa um momento de dor; e o benefício que essa dor lhe conseguiu representa um grande avanço no seu caminhar incessante na via do progresso.

O que é a morte?

Um acidente. Nada mais.

Os meus soldados mortos longe da pátria não iam ressuscitar em França, como criam, mas  ressuscitavam na grande Pátria Universal.

Os homens não nascem senão para morrer. Felizes daqueles que morrem bem.
Morrer por qualquer grande ideia é morrer bem.

Eu talvez visse mal quando me supus guiado pela ambição. Hoje vejo que não fui mais do que um instrumento de Deus.

Ele não escolhe os meios de que quer servir-se para realizar o progresso humano.
Ora é Buda, Confúcio, Sócrates, Platão ou Cristo; ora Alexandre, Aníbal, Albuquerque ou eu.

Cada um tem a sua obra e a sua oportunidade, e todos quinhoram, proporcional e prodigiosamente, na grande evolução espiritual da humanidade.
Nada no mundo se faz sem a permissão de Deus. Se os guerreiros não tivessem a sua utilidade, Deus não os permitiria.

Tudo é necessário e tudo é útil.

Sem a Revolução Francesa o que seria ainda o Mundo?

E sem mim o que teria sido para o Mundo a Revolução Francesa?
Tive a minha missão na Terra.

Ao iniciá-la estava já destinado que havia de ter a sua terminação em Waterloo.
 
Ao chegar aqui, tinha feito tudo.

Se fosse além, teria aniquilado a minha obra. Era só necessário sacudir o mundo e fazer ruir, pelos alicerces, as velhas instituições tiranas e bárbaras.
Foi o que fiz até Waterloo. Se tivesse ido além, eu, o vingador dos povos, o porta-estandarte da emancipação, tomar-me-ia também um tirano, porque era homem.
Deus fez-me parar a tempo.

Foi sábio e justo.

Evitou que eu fosse o destruidor do meu próprio trabalho, e obrigou-me a reconhecer que era – NADA – em toda a minha grandeza.
Quando eu, guiado pela minha enorme ambição, cheguei a crêr-me invencível e invulnerável, reduziu-me, dum golpe, à mais venci da e miserável das situações.
Fazendo aniquilar César, crucificar Cristo e aprisionar-me em Stª Helena, Ele foi sempre a Suprema Justiça.

O que seria o mundo atual se estes três fatos culminantes da Humanidade se não tivessem realizado?

A morte de César pôs termo pôs tirania romana; a crucificação do Cristo consagrou a redenção humana e tornou imperecedora e indestrutível a sua obra; e o meu aniquilamento radicou a obra emancipadora da Revolução.
Eu, filho da Revolução e seu revolucionário, continuador através da Europa, o que teria sido para ela se não fosse destruído, no momento em que ia atingir o apogeu da minha grandeza e ambição?”
Napoléon, 1 e petit caporal.

“(Nesta altura, parecendo-me desligado de quem acabava de escrever, estranhando que me houvesse abandonado tão inopinadamente, escrevi:)
– Estás ainda, espírito eleito de Deus para avanço da Humanidade?

Resposta:

– Eleito, não. Escolhido.

– Não será o mesmo?

– Não. Eleito é a escolha predileta, é a suprema escolha.

O eleito é sempre escolhido: mas o escolhido não é eleito.

O eleito foi o escolhido por Deus para semear o bem pelo bem; o escolhido pode ser para fazer o bem pelo mal. O eleito foi Jesus. Eu fui escolhido.

Aquele era o dileto filho d’Ele, o “Agnus Dei”, o Bom, o Justo, o Divino; eleito para regenerar o homem pela palavra, pela unção, pela bondade. Eu fui o soldado, o homem, o valente, para corrigir a sociedade e emancipar os outros homens pela dor, pelo ferro e pelo fogo.
– Compreendes a diferença?

Um foi a Bondade, foi a Ação; o outro foi a Força, foi a Revolução.

Um veio para pregar a Paz; o outro para fazer a Guerra.

Ambos filhos de Deus; ambos seus obreiros; executores ambos dos seus imponderáveis desígnios; mas a um a missão foi-lhe deter minada em um sorriso; ao outro foi-lhe mandada numa ordem.
– Compreendes a diferença?

O eleito é o filho do Amor, do Afeto, da Sensibilidade; o escolhido é o filho da Autoridade, da Inteligência, da Razão ou da
Justiça.

Um veio ao mundo para acariciar; o outro para punir; um traz a luz que ilumina e fecunda; o outro a luz que incendeia, abrasa e destrói. Ambos purificam, ambos nivelam, ambos impulsionam; mas a ação do eleito é toda espiritual, toda etérea, toda divina; a do escolhido é toda material, toda terrena, toda humana. Ambos escolhidos, mas só um eleito. 

Eleito o Cristo, o Unigênito.

Escolhidos muitos.

É tão escolhido o autocrata que conduz o povo à libertação pela tirania, como o tribuno que o conduz pela palavra, o sábio pela ciência; o poeta pelo verbo; o guerreiro pela espada e o justo pelo exemplo.
Eu fui dos escolhidos. A minha ação foi revulsiva; mas as lanças dos meus soldados, se levavam a morte, também levavam a emancipação.
Onde se cravava o coto de uma dessas lanças, plantava-se uma árvore da Liberdade.

O homem terreno, pelo seu horror à morte e pela sua ingratidão à dor, maldiz-me; o homem eterno, o homem espiritual,
bendiz-me, porque a morte para ele foi um acidente passageiro, necessário, sempre fatal; a dor um aceleramento do seu progresso, e o benefício foi eterno e indestrutível.
O escolhido é muitas vezes maldito injustamente; o Eleito será sempre bendito com justiça.
Compreendes a diferença?”

A seguir, concepções formidáveis. Luzes para a nossa compreensão, talhadas por mão de maravilhoso mestre:
Págs. 140 à 142, do vol. I.
 
“A Esmola”

“Um dia, o Sr. Archer da Silva, que eu não tinha a honra de conhecer, estando em companhia de um respeitabilíssimo amigo comum, graduado funcionário público em Lisboa(6)  disse-me abruptamente e sem prévia apresentação:
– O Sr. Lacerda é capaz de conseguir-me respostas a uma pergunta que eu lhe faça, conservando cada uma o característico de quem a der?
-Sou.
-Quando?
-Já, respondi sem hesitação.
– Agora me embaraçou o senhor…
– Pois desembarace-se e faça a pergunta, disse-lhe sorrindo.
Pensou e momentos depois perguntou-me:
– A esmola é um bem ou um mal?
Pedi papel e sentei-me a escrever.
Aquele ilustre médico, sem eu reparar, tomou nota da hora.

Pus a pena sobre o papel, comecei a escrever vertiginosamente, entretanto os dois senhores que assistiam à experiência conversavam ruidosamente e eu com eles.
  
Enquanto escrevia fui interrompido por dois indivíduos, que entraram no gabinete em que nos achávamos, a tratar de assuntos vários; foram procurar papéis à pasta sobre que eu escrevia, e, quatro minutos e quinze segundos na obtenção das respostas que se seguem, devendo notar-se que a atribuída a Castilho foi feita em letra pontuada, como se o fosse com a ponta de um alfinete.

1 – Eça de Queiroz:

“A Esmola é um mal sob o ponto de vista mundano.
Faz ociosos e viciosos. Todos aqueles que se habituam a vi ver pela linfa da fonte da Caridade, linfa puríssima na sua acepção genialmente cristã, não mais buscarão viver do trabalho honesto – ordem e vontade do Criador de tudo, que a tudo determinou ação e necessidade.

Sob o aspecto social, é, pois, um mal.”

2 – João de Deus:

“A Esmola é a lágrima de Cristo caída na ferida do desgraçado. Orvalho que rocia a dor, como o orvalho da manhã rocia a flor ressequida na época estival.”
 
“Bendita esmola
A que consola
No mundo a dor!
Bendita estrela,
Tão linda e bela,
Do Deus d’ Amor!”

 (6) Dr.  Manuel Moreira Feio, ex-inspetor da polícia, já falecido.



… pág.  1   2   3


 

 

Pedimos vênia à FEB para transcrever trechos do Livro “Do País da Luz” – Comunicações Medianímicas obtidas por Fernando de Lacerda, volumes II IlI/ IV, ano 1926.

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães



 

 

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