Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Por (Eni)    Com o apoio da Casa da Mãe Pobre, as creches da Instituição Maria de Nazareth realizaram na tarde do dia 8 de dezembro (sábado),  a festa Continue lendo >>>

Creches da Casa da Mãe Pobre comemoram o dia das crianças

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Creche Marieta Navarro Gayo e  Creche Isabel a Redentora, promovem festa em homenagem às crianças. Por (Eni) Num clima bastante animado e descontraído, as Creches Marieta Navarro Gayo e Continue lendo >>>

Alunos do Instituto Stella Almeida – ISA, realizam importante visita  a CMP  e fazem doações

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Por (Eni) Alem  das relevantes doações que são importantes na nossa rotina diária, demonstraram enorme amor e carinho  para nossos idosos e crianças assistidas em nossas instituições. Os alunos Continue lendo >>>

 

Eusapia Palladino


Capítulo XVI


eusapia-paladino

Reprodução Web

Eis como a própria Eusapia conta o início de sua carreira:

“Na época em que comecei a participar de sessões espíritas, estava em Nápoles uma senhora origem inglesa que havia desposado um napolitano, o Sr. Damiani. Um dia em que ela participava de uma sessão, foi-lhe da uma mensagem escrita, dizendo que havia chegado há pouco a Nápoles uma pessoa, que estava na rua tal, número tal e se chamava Eusapia, que era médium poderosa, e o Espírito comunicante, John King, dizia-se disposto a manifestar-se, através dela, com fenômenos maravilhosos. O Espírito não falou a um surdo, porque a senhora quis verificar imediatamente a veracidade da mensagem e se dirigiu para a tal rua, subiu ao terceiro andar, bateu em uma porta e perguntou se ali morava certa Eusapia, e me encontrou, a mim, que jamais havia imaginado que um tal John King houvesse vivido neste ou no outro mundo. E eis que, mal me colocaram a uma mesa com esta senhora, John King se manifestou e não me largou mais.”

A maioria dos sábios contemporâneos estudou a portentosa faculdade mediúnica de Eusapia Palladino, entre os quais destacam-se Ercole Chiaia, Alexandre Aksakof, Schiaparelli, Cesare Lombroso, Charles Richet, E. Morselli, Brofferio, Ernesto Bozzano, A. de Gramont, Julien Ochorowicz, Albert Scherenk-Notzing, Albert de Rochas, J. Maxwell, Camille Flammarion, Frederico Myers, Sir Oliver Lodge, Sr. e Srª Sidgwick, Feilding, Carrington, etc.

As sessões com Eusapia, de início, eram feitas em plena luz, depois, aos poucos, porque os fenômenos se tornavam intensos, ela pedia que a luz fosse diminuída: “meno luce!” Finalmente, a obscuridade era completa; mas, como na obscuridade completa, o controle se tomava muito difícil, imaginou-se colocar, a alguma distância, uma lâmpada cuja luz filtrasse por uma porta ou por uma veneziana entreaberta.”

Movimento de Objetos (levitação)

“O primeiro relato detalhado a respeito é oferecido por Cesare Lombroso, baseando-se nos experimentos realizados com a médium em Nápoles (Itália) no ano de 1891.

Os pés e as mãos de Eusapia estavam seguros pelo Prof. Tamburini e por Lombroso. Uma campainha colocada sobre uma mesa redonda, a mais de um metro de distância da médium, pôs-se a tocar, no ar, acima da’ cabeças dos experimentadores depois desceu sobre a mesa, par. ir se colocar a dois metros dali, num leito. Enquanto a campainha tocava acendeu-se rapidamente um fósforo e viu-se a campainha suspensa no ar. Um pesado móvel, colocado a dois metro aproximou-se lentamente de nós dir-se-ia a aproximação de um gigantesco paquiderme.”

Na obscuridade, relatam pesquisadores da faculdade mediúnica de Eusapia, os fenômenos foram muito mais intensos. Houve golpes (raps) sensivelmente mais fortes do que aqueles que se ouviam em plena luz sob a mesa e nela. Choques golpes batidos contra as cadeiras dos vizinhos, tão fortes que cadeiras viravam com as pessoas. Ocorria, paralelamente, transporte, no ar (levitando diversos objetos, algumas ” afastados muitos metros e pesando muitos quilos. Os pés de Eusapia estavam sobre os joelhos do Dr. Charles Richet; enquanto ele segurava as duas mãos da médium, um tambor foi levantado acima das cabeças dos observadores “e a membrana tambor era batida como se fosse uma mão.”

“O Dr. Charles Richet resolveu levar Eusapia Palladino para a Ilha Ribaud, onde possuía uma pequena propriedade. É uma ilhota mediterrânea, deserta, habitada, à época, apenas pelo guarda do farol e sua mulher. Passamos a palavra ao ilustre metapsiquista:

Mandei trazer Eusapia. Depois pedi a J. Ochorowicz para que viesse ter comigo, a fim de seguir de perto as experimentações. De fato, durante três meses, em perfeita intimidade, Ochorowicz e eu, três vezes por semana, a experimentamos e um grande número de vezes constatamos, com toda a evidência, movimentos de objetos sem contato como muitos outros fenômenos.”

Após o sucesso das experiências, o Dr. Charles Richet solicitou a presença de Frederic Myers, Oliver Lodge e Albert Scherenck-Notzing bem como do Prof. Hemi Sidgwick e sua esposa, a Drª Mildred Sidgwick.

Essa plêiade de sábios, todos integrantes da “Society for Psyychical Research”, de Londres (fundada em 1882), examinaram, detida e meticulosamente, a extraordinária faculdade mediúnica de Eusapia Palladino.”

“Em 1908, três membros da Sociedade de Investigações Psíquicas, foram encarregados de examinar, a fundo, Eusapia. Eram eles o ‘honorável” Ewerard, Feilding, W.W. Baggalli e Hereward Carrington, escolhidos em atenção às suas respectivas especialidades. Carrington eram hábil prestidigitador-amador e fez investigações nos Estados Unidos durante dez anos.”

“Pois esses três home’ ‘experts’ em desmascarar r tensos médiuns, convenceram-se da realidade absoluta dos fenômenos supranormais que obtiveram em Nápoles. Eis o que, textualmente, relatou Herev Carrington:

Entre setembro e outubr: 1908 tivemos, com os Srs. Ewehard Feilding e W. Baggalli,. dezena de sessões com Eusápia Palladino, em nossos quarto’ hotel, em perfeitas condições controle, e ficamos convencidos de que se produzem autênticos fenômenos (espiríticos) . nenhuma trapaça pode explicar minha conversão foi contrária que de início havia presumido. Todos os que estudam e problemas (sobre Eusapia’) com tempo suficiente e cuidado ficarão convencidos de dentre os fenômenos que ela apresenta, existem os que nenhuma lei conhecida pode explicar. Os fatos estão fora de dúvida.

Ainda nos finais de 1909 (novembro), Eusapia Palladino desembarca em Nova Iorque. Os jornais anunciam a sua chegada e proclamam as maravilhas das operadas pela médium no navio a trazia à América. A primeira sessão, dirigida por Hereward Carrington (vide: “The American with Eusapia Palladino”, New York, Garret Publications), foi reservada aos jornalistas, que assombrados diante da versatilidade mediúnica de Eusapia.”

“A 18 de junho, Eusapia o, demonstrou aos americanos céticos (contraditoriamente frequentadores de cultos dominicais ), a sobrevivência do Ser, que se comunica, “ao vivo” com os que ainda vivem neste orbe, por meio de criaturas dotadas de faculdades extraordinárias. Com certeza da imortalidade, e , parafraseando Geley, tudo se esclarece: as tumbas deixam de tumbas; são asilos passageiros para o fim da jornada das ilusões!…

Segundo Paola Lombroso, diante das incompreensões, das calúnias e da descrença, Eusapia em dado momento, exclamou:

‘Isto tudo, sim, eu o juro, é a pura verdade! Dizem que eu trabalho por dinheiro – quem o diz não me conhece. Por que deveria ter avidez de ganhar? Sou sozinha, sem filhos, sou uma mulher que tem poucas necessidades: mil liras por ano, e até mais, me dava a quitanda que eu tive de fechar. E outra coisa: que tenho ganho com isso? Ser considerada “digna” de me tornar conhecida por uma sociedade ilustre que eu nunca teria sonhado que existisse, se continuasse a ser a modesta vendedora, porém, digna; digna, que quer dizer digna? Digna me julgo eu por possuir o dom da mediunidade; mas digna sempre terei sido, porque, quando uma filha nasce de pai e mãe honestos e se comporta sempre corretamente, é digna de tudo! Eu não me sinto inferior a nenhum rei, e sempre tive prazer de viver no meio da gente do meu bairro e da minha terra, vestida com uma simples saia e a comer macarrão. Não me causa propriamente nenhum prazer o haver-me tornado a famosa Eusapia e ser o assunto de todo o mundo; ganhei, sim, muitos bons amigos, como Richet, como Lombroso, como Ruspoli … e isto foi o único lucro que tirei disso …’

Conclui Paola Lombroso, na revista “La Lettura”, maio de 1907, “que no meio dos esplendores de sua nova vida, Eusapia conserva, de sua origem humilde, aquela generosidade espontânea, aquele prazer de ajudar e de agradar”.

“Eusapia Palladino, Signora Raphael Deldaisz, nasceu em Minervino (Itália), a 31 de março de 1854 e desencarnou em Nápoles no dia 9 de julho de 1918.

Era mulher de grande simplicidade de alma, simplicidade que não excluía certa finura. Entretanto, não possuía nenhuma cultura intelectual. Não sabia ler e no princípio de sua vida científica falava apenas o napolitano e pouco o italiano. Mas, sendo muito inteligente, aprendeu a compreender e mesmo a falar um pouco de francês. Era de pequena estatura, mais gorda do que magra, com mãos muito pequenas.

Foi sempre muito infeliz. Seu pai, um camponês napolitano, morreu assassinado por malfeitores. Seu marido explorou-a e maltratou-a. Como era muito generosa e dava aos pobres, gastava desastradamente tudo o que ganhava, pelo que acabou morrendo no abandono e na miséria.”

Analisamos:

Ernesto Bozzano, nos informou que Eusapia foi sempre muito infeliz. Seu pai camponês, foi assassinado por malfeitores. Seu marido explorou-a e maltratou-a. Tudo que ela ganhava, dava aos pobres.

Morreu ao abandono e na miséria.

Eis o fim de uma grande médium!

 


 

Pedimos vênia à Diretoria da FEB para transcrever alguns lances do primoroso livro do escritor, Carlos Bernardo Loureiro “As Mulheres Médiuns”, tendo em vista sua importância literária, que nos mostra o sacrifício de algumas médiuns, de valor incontestável, na época em que o Espiritismo começava a lançar raízes no mundo em que vivemos.

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães



 

 

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