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Eurípedes Barsanulfo – parte IV


Capítulo XXXV


EURIPEDES_BARSANULFO1

Reprodução Web
Eurípedes Barsanulfo

“Disse que cerca de dez anos o professor Barsanulfo, recebendo a inspiração do Dr. Bezerra de Menezes, já falecido, tem tratado de várias pessoas de sua farrulia, aplicando remédios diversos, de uso interno e externo e passes magnéticos sempre gratuitamente; que sabe terem vindo muitos loucos para se tratarem com o professor Barsanulfo,saindo curados, o que o depoente pode afirmar porque de diversos tem tomado conta; que o professor Barsanulfo é chamado para assistir quase todos os partos nesta cidade, fazendo-os sob a inspiração do Dr. Bezerra de Menezes; que o depoente tem auxiliado diversas intervenções cirúrgicas feitas pelo professor Barsanulfo, até mesmo em pessoas condenadas pelos médicos.”

Como observam os leitores, a preocupação era não negar a ação do mundo espiritual. E algumas das verdades proclamadas comprometiam, inclusive, os depoentes. Que exemplo de fidelidade a Jesus!

A próxima testemunha foi Azarias Arantes, cuja cura já narramos. Maxirniliano Cláudio Diamantino, funcionário público, foi a quinta e última testemunha.
Não consta dos autos porque não lhe perguntaram, mas era católico e frequentava, assiduamente, a casa de Euripedes Barsanulfo.(12)

“Disse que há oito ou dez anos o professor Euripedes Barsanulfo exerce a mediunidade inspirado, segundo diz, pelo falecido médico Dr. Bezerra de Menezes, receita e aplica remédios a todas as pessoas que o procuram, sem delas receber remuneração alguma; que ainda, obedecendo ao espírito do Dr. Bezerra de Menezes, o referido professor tem procedido a diversas intervenções cirúrgicas, assistindo igualmente parturientes que o chamam; que em todas as operações feitas tem sido obtido muito bom êxito; que o professor Euripedes Barsanulfo mantém um colégio nesta cidade para educação da mocidade e que deste colégio tem saído a maior parte de moços e moças, preparados no curso primário, não sendo aconselhados pelo professor a seguirem a sua religião e sim a que quiserem adotar”.

Vemos por esses depoimentos que Euripedes Barsanulfo agia na condição de médium e que toda sua atividade era movida, única e exclusivamente, pela caridade.
Mas, constavam nos autos intervenções obstétricas, cirurgias,receituário e, assim, estava o médium perfeitamente enquadrado no código penal e ninguém,a não ser ele mesmo, poderia prever que não fosse condenado e preso. É nessa fase que Eurípedes Barsanulfo e Cairbar Schutel – outra vida também luminosa na História do Espiritismo – trocam correspondência de solidariedade. Aliás,esta jamais lhe faltou por parte do povo, pois chegou a receber do Estado de São Paulo e de Minas Gerais milhares de cartas consoladoras enquanto boletins e abaixo-assinados a seu favor corriam, de mão em mão. A denúncia do presidente do Círculo Católico de Uberaba serviu, pois, para incrementar a propaganda da Doutrina Espírita e mostrar o quanto era Eurípedes Barsanulfo querido e respeitado. A própria Câmara Municipal de Sacramento, ainda sob a presidência do coronel José Afonso de Almeida, uma semana após a abertura do processo criminal, homenageou o professor Eurípedes, lançando na ata do dia 29 de outubro um voto de pesar pelos acontecimentos (apenas um vereador recusou-se a assiná-la).

É também verdade que advogados, gratuitamente, e que pessoas de posse colocaram à disposição do médium centenas de contos de réis, mas Eurípedes Barsanulfo, agradecido, recusou as ofertas. Seu caso estava sob controle dos Mensageiros de Jesus. O que tinha a fazer, pois, era orar e aguardar os próximos acontecimentos.

O movimento maior em prol de Eurípedes Barsanulfo era em Uberaba de onde partira a denúncia.
E neste livro devia aparecer,em letras fulgurantes, o nome do jornalista João Modesto dos Santos por haver posto o “Jornal do Triângulo”, de sua propriedade, em defesa de Eurípedes Barsanulfo. Eis como o jornal justificava sua tomada de posição: “Bem sabemos que Eurípedes Barsanulfo está confiante na justiça de sua causa, bem sabemos que ele sorri às diatribes e invectivas que apareceram contra ele, bem sabemos que esse fato emocionante para todas as consciências livres, porque envolve uma questão de vida para a liberdade do pensamento, o deixa tranqüilo e não modifica em coisa alguma a sua vida cotidiana; porém a imprensa que deve orientar a opinião pública, a imprensa que prepara os grandes acontecimentos, a imprensa que é a tribuna de defesa dos fracos e oprimidos, não pode silenciar-se ante o atentado cruel que se prepara à liberdade de cultos, na liberdade de um moço que nada mais pede à sociedade que o direito de fazer o bem.

E, pois:
Não é um caso particular que o “Jornal do Triângulo” vem defendendo: quando saímos à liça,animava-nos a certeza de defender um justo e a certeza de defender um princípio básico, primordial, essencial nas democracias.

E, por isso:
Defendendo a causa de Eurípedes Barsanulfo, tornado agora um símbolo, nós diremos, como Ihrring, é o direito todo inteiro que se quer lesar e negar no seu direito pessoal, e é esse direito que vamos defender e restabelecer”.

Modesto dos Santos era um uberabense de grande valor. Seu jornal, que disputava os leitores com “Lavoura e Comércio” sofreu ameaças de empastelamento e, ainda assim, continuou a desenvolver a campanha de esclarecimento popular orientada por Lafayete Melo, Alceu de Souza Novaes, Robespierre de Melo e, entre outros, o professor João Augusto Chaves, diretor do centro espírita de Uberaba (centro citado, também, na denúncia do médico João Teixeira Álvares).

o “Jornal do Triângulo” era a tribuna dos espíritas, e, através de suas colunas, puderam inúmeros ex-alunos do Colégio Allan Kardec defender, também, mestre Eurípedes Barsanulfo. Seus nomes não devem ser esquecidos:
Antônio Pinto Valada, Jerônimo Cândido Gomide, Homilton Wilson, W. Rodrigues Citan, Zenon Borges e Mariana de Campos Libânio.

As Trevas agindo sobre o Presidente do Círculo Católico de Uberaba haviam conseguido uma vitória: o processo criminal. A Espiritualidade Superior, todavia, iria agir agora e de maneira surpreendente – o médium não seria julgado!

Ora, dois dias após o delegado recolher o depoimento de Eurípedes Barsanulfo e das testemunhas arroladas, foram os autos enviados ao Juiz Municipal de Sacramento, o Dr. Julio Bráulio Vilhena, que era católico; este, contudo, declarou-se amigo do réu e, pois, suspeito para pronunciar-se e determinou fosse o processo encaminhado ao seu substituto legal, o 12 Juiz de Paz, Adolfo Forrnin de Carvalho Paixão; no entanto este jurou, também, suspeição pelo fato de ser cunhado do novo escrivão do processo, Itagiba José Cordeiro …e ordenou fossem os autos remetidos ao substituto legal, o 22 Juiz de Paz, José Saturnino Julio da Silva, que também jurou suspeição: era cunhado de Eurípedes Barsanulfo.

O processo não chegava ao término. E o próprio escrivão Itagyba José Cordeiro acaba por confessar-se suspeito e redige, nos autos, os seguintes termos dirigidos ao Juiz Municipal: “Levo ao conhecimento de V. Sa. que o moço envolvido neste processo, além de ser meu amigo muito íntimo, foi meu colega e ultimamente meu professor, e por isso dou-me por suspeito por ter interesse particular na causa, o que juro”, etc. E foi o processo remetido ao 32 Juiz de Paz, Francisco Motta, que, inesperadamente, renunciou ao cargo …

Os autos passam de mão em mão e chegam ao Juiz de Paz Vespasiano Augusto, que recusa a denúncia contra Eurípedes Barsanulfo, alegando serem deficientes as informações prestadas por uma das testemunhas …

O processo vai para Uberaba e volta dias depois às mãos de Vespasiano Augusto que, de novo, recusa-se a dar seu pronunciamento. E chega, enfim, o dia 8 de maio de 1918: e o processo torna-se caduco! A Espiritualidade vencera as trevas.

A prescrição do processo foi celebrada, ruidosamente, em Sacramento. Aristógiton França, marido de Arísia (irmã de Eurípedes Barsanulfo) veio de Conquista e comprou um caixão funerário e escreveu na tampa: “Aqui jazem os restos mortais de João Pastelão”. O enterro simbólico não seria, pois, do processo, e, sim, do infeliz delator João Teixeira Álvares, presidente do Círculo Católico de Uberaba …

Foi em vão que Eurípedes Barsanulfo tentou impedir os excessos.
Os moços, a transbordar alegria, fizeram o féretro sair pelas ruas com o povo atrás, soltando rojões e gritando o nome de Eurípedes.
Nessa noite ninguém dormiu cedo em Sacramento …

Constatamos no arquivo de “Lavoura e Comércio” que, meses depois, o Dr. João Teixeira Álvares demitia-se do Círculo Católico. O motivo não foi divulgado, mas deve ter sido pressionado porque o beato, em seu comunicado na primeira página, fizera esta promessa ao povo de Uberaba:
Retiro-me à vida privada, nunca mais me intrometendo em assuntos desta Diocese.”

Nossos Comentários:

Após tomarmos conhecimento das atrocidades cometidas contra o grande médium Jonathan Koons – que foi obrigado a fugir com os seus oito filhos, deixando para trás a sua fazenda destroçada com a perda de todos os seus bens, como consta, com detalhes, no começo deste livro – vimos outros dramas como o vivido pelo Dr. Larkin, sua esposa e uma auxiliar, esta, médium de grandes possibilidades, a qual foi condenada a dois meses de prisão, perdendo, o Dr. Larkin, toda sua clientela, ficando na miséria com a esposa, que desencarnou em face de tantas desgraças.

Vimos os dissabores por que passaram as três irmãs da família Fox, duas das quais, na qualidade de médiuns, não se deixaram vencer, apesar de caírem na miséria.

Esses casos passaram-se nos Estados Unidos da América do Norte e foram essas criaturas que deram início ao Espiritismo naquele país.
Conhecemos, também, os infortúnios daquela irmã em Deus e na Doutrina, Elisabeth Eslinger, de origem alemã, que ficou na prisão durante 3 meses, e os de alguns outros infelizes, como José Pedro de Freitas, mais conhecido como Arigó, que também gramou a prisão, por duas vezes, deixando “ao Deus dará” sua esposa e filhos, e Edson Cavalcante de Queiroz, que foi assassinado, e que por esse acidente infeliz foi acusado, injustamente, pelo público, inclusive muitos espíritas, de ter prevaricado na Doutrina, quando, na realidade, mantinha-se, e à sua família, com os trabalhos realizados em seu consultório médico, exclusivamente.

Todos esses episódios estão registrados, com detalhes, neste livro e nos causaram grande tristeza.
Por último surge-nos um único dos grandes médiuns, que passou por todos esses transes, inclusive um inquérito movido contra ele, por um médico que presidia grande núcleo católico, o qual moveu céus e terras para levar à prisão o nosso irmão Benfeitor da Humanidade: trata-se do médium, professor e dono de um próspero colégio, localizado na cidade de Sacramento, Estado de Minas Gerais, Eurípedes Barsanulfo.

Neste caso, porém, os acontecimentos tomaram rumos diferentes e o nosso irmão não chegou a ser julgado.
Chorei de emoção ao ler as ocorrências causadas por um processo infame, que prometia cadeia para uma vítima cuja vida era toda dedicada a favor dos sofredores de todas as camadas sociais e principalmente, dos pobres e estropiados, que por vezes não têm uma côdea de pão para matar a fome de seus filhinhos famintos.

O maravilhoso livro do escritor e médium, Jorge Rizzini, deveria ser lido por todo o mundo espírita, para levar coragem aos tímidos, convocando-os ao trabalho santo, na defesa e implantação do Espiritismo, nas Terras de Santa Cruz.
Honra ao Mérito.

Deus seja Louvado !

(12) Informação do casal  Edalides Millan e José Rezende da Cunha

 


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Pedimos vênia à Editora Espírita Correio Fraterno do ABC, para transcrever trechos do maravilhoso livro “Eurípedes Barsanulfo, o Apóstolo da Caridade”, do escritor Jorge Rizzini.

Fonte: Em Prol da Mediunidade

 

 



 

 

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