Creche Isabel a Redentora comemora a chega da estação das flores

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Semana do Folclore na Creche Marieta Navarro Gayo

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Viva São Pedro e viva São João na Creche Marieta Navarro Gayo

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Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

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Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Eurípedes Barsanulfo – parte II


Capítulo XXXV


Eurípedes Barsanulfo Médium e Educador

Reprodução Web
Eurípedes Barsanulfo, Médium e Educador

 

O Processo Criminal

“Dissemos que Eurípedes Barsanulfo sustentara dois debates.
O segundo foi com o Dr. João Teixeira Álvares, presidente do Círculo Católico de Uberaba, médico e pai do governador de Goiás. Em um comunicado publicado na primeira página de “Lavoura e Comércio” do dia primeiro de novembro de 1918 (número que examinamos no arquivo do jornal) informa o referido médico que o Círculo Católico fora por ele fundado em 1914 e que ocupara a presidência por quatro vezes consecutivas “no intuito exclusivo de prestar serviços à religião”.

Curioso o destino deste médico, de quem se servia agora o clero do Além para impedir a realização do trabalho missionário de Eurípedes Barsanulfo. Residindo embora, em Uberaba, tornar-se-ia o mais furioso obsessor do médium por dois motivos, que precisam ser apontados, desde já: líder do Espiritismo em uma região, outrora, eminentemente católica, Eurípedes Barsanulfo devolvera a saúde a dezenas de pessoas que nenhuma melhora haviam obtido no consultório do médico uberabense …

No comunicado a que fizemos alusão dizia o Dr. João Teixeira Álvares que o Círculo Católico fora fundado com o “intuito de prestar serviços à religião”. A frase é sublime, mas, o que entendia o médico por “serviços à religião”? É o que veremos a seguir.

Delfim Pereira da Silva, residente em Santa Maria e presidente do “Centro Espírita Fé e Amor” (centro onde Eurípedes Barsanulfo desenvolvera a mediunidade), compreendendo a necessidade da difusão do Espiritismo achou por bem lançar o jornal “Alavanca”. Seria semanal e impresso em Santa Maria.

O novo órgão sob sua direção e trazendo, semanalmente, artigos inéditos de autores residentes em outros Estados, entre os quais o esforçado confrade baiano J. Pamphiro, veio à luz no dia dois de novembro de 1913. Ora, em um de seus números fora estampado um trecho de “Obras Póstumas” em que Allan Kardec afirma que Jesus não é Deus. O jornal por vias indiretas chegou às mãos do Dr. João Teixeira Álvares, o qual, pelo “Lavoura e Comércio” fez a réplica, sem esquecer de injuriar os espíritas.

Eurípedes Barsanulfo, então, baseado em “Obras Póstumas” redigiu o artigo “Deus não é Jesus e Jesus não é Deus” – primeiro artigo de uma série. Nova réplica brutal do médico acompanhada de novas injúrias, mas, os argumentos do Dr. João Teixeira Álvares terminaram logo e Eurípedes Barsanulfo, por mais de um ano, defendeu sua tese, levando luz para os leitores católicos arejados que haviam acompanhado a polêmica desde o início.

DEUS, a belíssima prece que é, também, um poema de elevado valor literário e cuja leitura nos causa uma suavíssima descarga fluídica, foi publicado nesta fase, em “Alavanca” (janeiro de 1904) e faz parte da polêmica. Vamos transcrevê-Ia para a satisfação de nossos leitores. Ouçamos o Apóstolo da Caridade:

“O Universo é obra inteligentíssima; obra que transcende a mais genial inteligência humana; e como todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a do Universo é superior a toda inteligência; é a inteligência das inteligências; a Causa das causas; a Lei das Leis; o Princípio dos Princípios; a Razão das Razões; a Consciência das Consciências; é DEUS!  Nome mil vezes Santo que Newton jamais pronunciava sem se descobrir.

DEUS! Vós que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa mãe, reconheço-vos eu, Senhor!
Na poesia da Criação, na criança que sorri, no ancião que tropeça, no mendigo que implora, na mão que assiste, na mãe que vela, no pai que instrui, no apóstolo que evangeliza!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! no amor da esposa, no afeto do filho, na estima da irmã, na justiça do justo, na misericórdia do indulgente, na fé do ímpio, na esperança dos povos, na caridade dos bons, na inteireza dos íntegros!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! No estro do vate, na eloquência do orador, na inspiração do artista, na santidade do moralista, na sabedoria do filósofo, nos fogos do gênio!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! na flor dos vergéis, na relva dos vales, no matiz dos campos, na brisa dos prados, no perfume das campinas, no murmúrio das fontes, no rumorejo das franças, na música dos bosques, na placidez dos lagos, na altivez dos montes, na amplidão dos oceanos, na majestade do firmamento!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! nos lindos antélios, no íris multicolor, nas auroras polares, no argênteo da lua, no brilho do sol, na fulgência das estrelas, no fulgor das constelações!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! na formação das nebulosas, na origem dos mundos, na gênese dos sóis, no berço das humanidades, na maravilha, no esplendor, no sublime do infinito!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! com Jesus, quando ora:
“PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS” … ou com os anjos quando cantam: “GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS” … Aleluia!”

Chega a impressionar-nos que esta prece de Eurípedes Barsanulfo não haja tocado o coração do presidente do Círculo Católico de Uberaba. Pelo contrário: irritou-o, ainda mais. Ele desistira da polêmica por falta de argumentos, mas, quatro anos depois, em 1917, voltou à carga com uma violenta campanha contra o Espiritismo, através de boletins do Círculo Católico e das colunas de “Lavoura e Comércio”, taxando os espíritas de “infames”, “famigerados”, “feiticeiros”, “inimigos acérrimos da religião e da moral”,  “prosélitos da demonolatria”, etc.

O silêncio dos espíritas pareceu-lhe covardia e, então, o médico beato descarregou de uma vez só todo o seu ódio, fazendo uma denúncia pelo ”Lavoura e Comércio” do dia sete de outubro de 1917; jornal na época sob a direção de Quintiliano Jardim, seu fundador.

A denúncia foi dividida em duas partes. A primeira é a reprodução de um tremendo libelo contra a Doutrina dos Espíritos publicado no jornal “União”, do Rio de Janeiro, do dia 19 de agosto de 1917. Seu autor, é óbvio, não teve a coragem moral de assiná10. O libelo tem por título “Seita Maldita”, e contém trechos, assim:

” … O espiritismo, como tantos outros crimes, tende a alastrar-se pelo Brasil, semelhante a um vírus pestilento que se inocula pela nossa população menos culta, produzindo males que nem se pode enumerar”

E mais:
“Que a polícia tome nota da decisão do Supremo Tribunal, fechando esses Centros e Escolas Espíritas, onde, a par da imoralidade e do mercantilismo, campeia a loucura em todas as suas perigosas formas. Fechar esses antros de miséria, processando os seus diretores e proprietários, será o maior e mais patriótico serviço que nos poderá prestar a polícia,cumprindo assim a sua alta missão de zelar pela moral e pelos bons costumes.

Esmaguemos com o peso da lei esses farinheiros.”
A segunda parte da denúncia foi redigi da pelo próprio presidente do Círculo Católico de Uberaba. Vamos transcrevê-la, integralmente, pois faz parte da História do Espiritismo.

E mais:
Engrandece-a!
“No Rio de Janeiro, o Supremo Tribunal condena o Espiritismo como contrário às leis do país e nega aos espiritistas toda e qualquer garantia para celebração das suas sessões, por serem essas sessões um atentado contra a Constituição.

Como se compreende, então,que, nesta cidade de Uberaba, a polícia permita que os espiritistas levantem um templo?
Como se compreende que o Governo do Estado, no mais incrível dos descuidos, consinta que o Sr. Eurípedes Barsanulfo mantenha na vizinha cidade de Sacramento uma Clínica Espírita e um Colégio Espírita, a famosa Escola Allan Kardec?

As Leis de Minas serão diferentes das que regem as decisões do Supremo Tribunal?
O nobre povo de Sacramento é talvez, do Estado de Minas, o que mais sofre com o Espiritismo.
A cidade está invadida de tuberculosos, morféticos, loucos e outros doentes repugnantes, que vão se tratar com o Sr. Barsanulfo.
Este reúne tais enfermos afetados de moléstias contagiosas no salão da Escola Allan Kardec, onde inúmeras crianças se reúnem também, com o risco de receberem, no organismo tenro, horripilantes afecções. E o nosso Governo conhece tudo isto e permite semelhante anomalia!

Digo que conhece porque o Governo tem um inspetor ambulante e este, com certeza, deve ter levado ao conhecimento das autoridades competentes a existência dessa escola, que é um antro diabólico no qual se atiram as inocentes criancinhas inexperientes e indefesas, inoculando-se no espírito teorias errôneas, uma seita anti-social e maldita e o que é mais grave – uma seita condenada pelas leis do país!

Nós levamos esses fatos ao conhecimento do Sr. Delfin Moreira, Presidente do Estado, e pedimos para ele urgentes providências, fazendo-lhe a seguinte ponderação: V. Excia. permitiria que seus queridos filhinhos fossem educados segundo as teorias espíritas?

 


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Pedimos vênia à Editora Espírita Correio Fraterno do ABC, para transcrever trechos do maravilhoso livro “Eurípedes Barsanulfo, o Apóstolo da Caridade”, do escritor Jorge Rizzini.

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

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