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Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

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Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Elisabeth Eslinger


Capítulo XV


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                  Reprodução Web

Elisabeth Eslinger foi uma médium que se inclui entre as mais notáveis sensiitivas e cujo caso, clássico nos Anais das Pesquisas Espíritas, aconteceu na prisão de Weinssberg, Alemanha, em 1835, tendo sido examinado pelo célebre Dr. Justinus Kerner, o ilustre pesquisador de Frederica Haufle, “A Vidente de Prevorst”, quando este era médico daquela unidade prisional. Sobre o momentoso episódio, o Dr. Kerner escreveu uma brochura, onde reproduziu os interrogatórios a que submeteu os os prisioneiros, que ele introduzia na cela da vidente, a fim de vigiá-la. Essa vidente, que fora detida por infrações às leis, era, na realidade, uma grande médium, pois antes de sua prisão já houvera demonstrado a força de sua inusitada faculdade mediúnica.

De ordem do diretor da prisão, o Juiz Mayer, comprometeu-se a recompensar com liberdade imediata, o prisioneiro que conseguisse levar a médium a fraudar. Compreende-se, porém, que na cela de uma prisão, cometer fraudes e artimanhas era impossível, tanto assim que todos tiveram que reconhecer a autenticidade dos fatos. Além dos testemunhos dos prisioneiros, a brochura contém as narrações de vários sábios e artistas que o Dr.Kemer, a pedido dos magistrados encarregados do inquérito, convidou para passar algumas noites no cárcere da “mulher assombrada por um Espírito”. Destacam-se, entre os observadores que fiscalizaram a médium em sua cela (improvisado gabinete mediúnico), os doutores Seyffer e Sicherer, o Juiz Heyd, o Barão Von Hugel, o Prof. Kapfp, o jurista Fraas, o pintor Wagner e o gravador Dettenhoff.

“No caso em questão ˜informa o Prof. Ernesto Bozzano – houve numerosos incidentes de impressão de mãos de fogo, das quais a última é a mais importante, porquanto os cinco dedos de uma mão do Espírito ficaram gravados no lenço em que Elisabeth Eslinger envolvera a mão antes de estendê-la ao Espírito.”

“Quase todas as noites Elisaabeth Eslinger, que era uma mulher sadia e robusta,/com cerca de 38 anos, era visitada em sua cela por um Espírito que dizia ser um padre, que vivera em Wimmennthal (Alemanha) e que se achava, há muito tempo, no mundo espiritual em condições inferiores de existência, em consequência de graves faltas que cometera quando vivo na Terra. Ele era, evidentemente, obsidiado por um monodeísmo post mortem” que consistia em pedir à vidente e a todo o mundo que orasse por sua alma.

Manifestava-se entrando pela porta ou pela janela. Quando entrava pela porta, abria-a e fechava-a de modo muito visível, pois que os assistentes o percebiam, durante um momento, no interior do corredor que dava para a cela. Quando entrava pela janela, que se achava num lugar alto e era fechada por sólidas barras de ferro, sacudia-a violentamente.

Alguns magistrados, querendo certificar-se a que ponto podiam ser sacudidas essas grades. ordenaram a vários homem robustos que o fizessem e verificaram, então, que eram precisos seis homens para sacudi-las fracamente, ao passo que o Espírito as sacudia com violência. Quando a entidade se aproxima, de uma pessoa, esta sentia invariavelmente, “golpes de vento gelado”, acompanhados de um espécie de crepitar elétrico e de ruídos análogos a tiros de pistola.”

“Quando o fantasma toca. uma pessoa, essa sentia no lugar tocado uma queimadura e aí se formava logo uma mancha avermelhada ou uma bolha. Falava com uma voz penosa e profundo, que vários assistentes percebiam ao mesmo tempo que a vidente. Todos, indistintamente, ouviam os ruídos diversos que se produziam e sentiam os golpes de vento fresco e o terrível mau cheiro cadavérico que dele exalava. A propósito da objetividade indubitável dos fenômenos, pode-se salientar esta circunstância.”

“O Espírito se manifestou, também, nas casas dos membros da comissão e na do Dr. Justinus Kemer, anunciando-se aos presentes com seus sinais habituais, consistentes em jatos de ar frio ou crepitações elétricas, em tiros semelhantes aos que são produzidos com uma pistola, tudo acompanhado do terrível fedor cadavérico e dos contatos que deixavam estigmas …

Elisabeth Eslinger dizia muitas vezes ao Espírito que as preces uma pecadora como ela não podiam servir para libertá-lo do sofrimento; que ele devia, ao contrário, dirigir-se ao Redentor; ele porém, continuava com suas súplicas”

O Juiz Mayer, diretor da prisão, não quis acreditar que os fatos tinham origem espírita e que disse a Elisabeth que, quisesse convencê-lo neste ponto, pedisse então ao que fosse à sua casa.

O Juiz narra, a seguir, o que aconteceu:

Na noite seguinte ao dia em que disse isto, deitei-me e dormi, não esperando tal visita; fui, porém, despertado cerca de meia noite por algo que me tocava no cotovelo esquerdo. Senti depois uma dor e, de manhã, quando olhei para essa parte do braço, vi várias manchas azuis. Disse, todavia, à Elisabeth que isto não bastava e que era preciso dizer ao fantasma para me tocar no outro cotovelo. Isto se deu na noite seguinte, quando senti o horrível odor putrefato. As manchas azuis apareceram. Percebi, também, os jatos de vento frio e os ruídos habituais do fantasma; mas não consegui vislumbrar a sua forma. Minha esposa, ao contrário, viu o fantasma e orou todo o tempo em que ele permaneceu no nosso quarto.

Como se aproximava o dia em que Elisabeth Eslinger deveria ser solta, o Espírito a exortava, com insistência, para ir a Wnnmenthal, a fim de orar por ele no lugar em que nascera e vivera. Ela partiu para esse lugar, a conselho de pessoas amigas, que a acompanharam em sua piedosa peregrinação.”

Elisabeth Eslinger hesitara, por muito tempo, antes de partir para Wimmenthal como se temesse que alguma desgraça lhe sucedesse, por isso, antes de sua volta, quis orar pelos filhos.

“Os jatos de ar frio – comenta o Prof. Bozzano – que precediam constantemente à manifestação do Espírito, se produzem com a mesma constância em nossos dias, nas experiências mediúnicas. Essa concordância contribui para demonstrar a autenticidade dos fatos”. Com efeito, na época em que estes se produziram, 1835, o movimento espírita ainda não tinha nascido; por conseqüência, ninguém poderia pensar que manifestações de uma entidade espiritual, assim como fenômenos mediúnicos de natureza física fossem antecedidos de “golpes de ar frio”.

Quanto ao fenômeno estranho dos odores féticos, específicos da putrefação de cadáveres, deve-se observar que tal fenômeno, anos mais tarde, foi observado nas sessões dirigidas pela pesquisadora Florence Marryat, referidos e analisados em seu livro “There is no Dead” (Não há Morte). A autora chega à conclusão que, “dissociações de substâncias orgânicas se produzem no corpo do médium, com uma emissão de azoto e outros gases que engrendam o terrível odor cadavérico.”

Comentamos:

Elisabeth Eslinger, esteve presa, na Alemanha, durante três meses, em 1835, segundo as afirmações de Emesto Bozzano, o grande pesquisador italiano.

Que sofrimentos horríveis havia de sentir a criatura, quando na prisão era assediada por criminosos, interessados em descobrir algo, alguma fraude, que lhes facultaria sair da prisão.

Ficamos horrorizados ao tomar conhecimento dessas verdades.

Quanto ao odor fétido, informa-nos o Espírito André Luiz, corroborado por outros irmãos da Espiritualidade Superior, que determinadas criaturas que cometeram crimes graves, na Terra, embora seus espíritos, após a morte do corpo, andem à solta, continuam, no entanto, presos ao cadáver, por intermédio de um fio invisível, por tempo indeterminado.

Dias após o enterro, o cadáver entra em decomposição, exalando cheiro fétido.

Estando o espírito recém-desencarnado, preso ao cadáver, recebe em cheio, todo aquele mau cheiro.

O cheiro fétido que esse espírito recebe, manifesta-se onde ele comparecer, até se libertar dessa corrigenda.

Parece-nos que o caso do espírito acima citado, pode ser encarado por esse prisma.

 


 

Pedimos vênia à Diretoria da FEB para transcrever alguns lances do primoroso livro do escritor, Carlos Bernardo Loureiro “As Mulheres Médiuns”, tendo em vista sua importância literária, que nos mostra o sacrifício de algumas médiuns, de valor incontestável, na época em que o Espiritismo começava a lançar raízes no mundo em que vivemos.

 

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães



 

 

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