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Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

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Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Elisabeth d’Espérance – parte IV


Capítulo XIII


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                                                               Reprodução Web

Comentamos:

O perigo e o sofrimento estão sempre presentes junto aos médiuns de efeitos físicos.

Além do que se passou acima mencionado, com sérias consequências para a saúde da médium, o uso do fumo, do álcool ou qualquer vício nocivo à saúde, que alguns dos frequentadores faça uso, dá causa a graves resultados para a reunião e para o médium que produz as materializações.

Vejamos o que aconteceu na cidade de Caratinga.

Há anos atrás, nessa cidade, assisti a uma reunião onde um irmão, que aliás era dirigente de determinado Grupo Espírita, não acreditou nas advertências que estavam sendo feitas pelo valoroso médico homeopata, Dr. Allbano.

Esse irmão deslocava-se, todos os meses, da cidade de Campos para Caratinga, a fim de dirigir as reuniões de efeitos físicos. Viciado que era em charuto e cigarro, ele não deu crédito às palavras do Dr. Albano e assistiu às referidas reuniões com a maior naturalidade.

O Guia Espiritual, Dr. Joseph Kleber, denunciou o caso e afirmou que os trabalhos da noite iriam ser prejudicados, porquanto parte do ectoplasma, que deveria ser usado na cura dos enfermos, seria transferido para envolver o culpado, a fim de minimizar o efeito nocivo da sua presença. Entretanto, não lhe enunciou o nome.

No final da reunião, o médium Antônio de Sales, que produzia as materializações, queixou-se da sua saliva que tinha o gosto esquisito do tabaco. E levou bastante tempo a cuspir a saliva empesteada.

A criatura culpada mediu o seu erro, denunciou a si própria e pediu para produzir a prece final, o que lhe foi concedido.

Durante a prece, pediu perdão a Deus pelo mal que tinha causado e solicitou o auxl1io dos Guias daquela Instituição para ajudá-lo a vencer o hábito maldito que o estava dominando.

Além de serem obrigados a renunciar a todos os vícios, os médiuns de efeitos físicos, também estão sujeitos a sofrer as consequências desses casos desagradáveis.

Nessa longínqua época, o maravilhoso Grupo Espírita Dr. Dias da Cruz era presidido pelo nosso companheiro, Sr. Manoel Ribeiro.

O caso presente, mostra-nos ao vivo o que pode acontecer e nos serve de alerta sobre esses maus costumes.

Quanto aos efeitos físicos, mais grave e doloroso se torna o assunto quando o médium serve de intermediário aos médicos desencarnados, que atendem às solicitações dos enfermos.

Alguns desses médiuns foram presos e acusados de serem contraventores nos primórdios do Espiritismo. Outros, como vimos, foram processados e curtiram a prisão.

Inácio Bitencourt, o grande médium receitista, várias vezes foi processado. Mas, devido à grande quantidade de curas realizadas, os juízes o absolveram. Seu último processo foi resolvido favoravelmente no Supremo Tribunal Federal, em Acórdão, em 27 de outubro de 1923. É o que nos informa Zeus Wantuil, em seu monumental livro “Grandes Espíritas do Brasil”, da FEB, cuja leitura é de grande importância.

Em certa época, possivelmente em 1930, fui ao local onde esse médium atendia aos solicitantes e pedi uma receita para a Sra. minha sogra (Deus a proteja, agora e sempre), e verifiquei a grande quantidade de pacientes que aguardavam a sua vez. Possivelmente, ele atendia, naquele momento, a cem pessoas, num grande salão, em Botafogo.

O receituário era totalmente gratuito. Pela primeira vez em minha vida, tive uma visão perfeita do trabalho dos espíritas.

Deus o tenha em sua Glória.

Coragem e Disposição de Servir

Para ser espírita praticante, nos primeiros anos do Espiritismo, era preciso ter coragem e muita fé a fim de resistir aos golpes vibrados por alguns membros de outras religiões, pelos materialistas, pelas autoridades constituídas e pelos irmãozinhos das “trevas”. Por outro lado, há criaturas que se anunciam como cartomantes e, para angariar consulentes, apresentam-se com a rotulagem de espíritas.

Na França, Itália e outros países europeus, o Espiritismo quase não existe, por causa do que o vulgo chama de “baixo Espiritismo”, ou seja, a ação das cartomantes.

Agora ele está revivendo, em muitas nações, como o auxílio e trabalho constante do médium e tribuno Divaldo Pereira Franco e outros companheiros de lides redentoras, que deixam temporariamente o Brasil e vão percorrendo grande parte do mundo, a fazer a propaganda do Espiritismo, a mostrar as suas virtudes e a elaborar livros e mais livros de grande valor, tanto na Filosofia como na Ciência, e mais profundamente na Religião, a começar pelas centenas de livros, recebidos da Espiritualidade Superior por Francisco Cândido Xavier e outros médiuns, editados pela FEB e outras editoras deste imenso país.

Com a Graça de Deus, na atualidade, o Espiritismo no Brasil está avançando a passos de gigante, sem entraves de nenhuma espécie, mas não era assim nos tempos idos!

Agora vamos transcrever um artigo muito interessante do escritor Nazareno Tourinho, inserido na “Revista Internacional do Espiritismo” , a quem pedimos vênia.

Uma Companheira Inesquecível

“No opulento acervo da literatura paranormal do século passado, em que a Ciência Espírita atingiu as culminâncias da sua glória, desponta uma trilogia de nomes que brilham com fulgor estelar: Elisabeth d’Espérance, Daniel Dunglas Home e Eusapia Palladino.

A trajetória existencial de cada um dos detentores desses nomes é tão rica de ensinamentos oportunos para o nosso tempo, que vale a pena ser comentada. Faremos isso começando pela inolvidável médium inglesa, que Alexander Aksakof  pesquisou e tanto enalteceu.

Não nos deteremos em seus múltiplos dons psíquicos, elásticos e abrangentes, capazes de cobrir enorme gama de fenômenos comprovadores da imortalidade. Elisabeth d’Espérance, que sempre esteve em contato com os seres do mundo invisível sem qualquer dificuldade, brincando com eles, naturalmente, quando ainda era criança, por mais de trinta anos seguidos produziu admiráveis materializações espirituais, desenhos de impressionantes detalhes em, em ambiente sem luz, mensagens psicográficas em idiomas jamais aprendidos, inexplicáveis moldes de mãos e pés de fantasmas, etc. Mas tudo isso se mostra irrelevante para o objetivo maior desta crônica, eminentemente doutrinário. Desejamos tão-só pôr em relevo, para edificação dos companheiros de crença, o acendrado amor à causa espírita de que ela deu testemunho no fim tormentoso da sua vida.

Há sobre Madame d’Espérance uma página de comovente beleza moral, chegada ao nosso conhecimento graças a um artigo de Sylvio Brito Soares, publicado na revista “Reformador” de dezembro de 1977. Por ele soubemos o que Gabriel Delanne, notável autor francês, discípulo de Allan Kardec, conta a seu respeito:

“Em certo dia do ano de 1883, recebi uma carta em que a missivista, residente em Versalles, encarecia a minha visita a fim de inteirar-me sobre assunto concernente ao Espiritismo.

A impressão que tive ao receber essa carta foi péssima, não apenas porque o papel era de inferior qualidade, mas, sobretudo, porque os termos em que estava vazada eram um tanto ou quanto obscuros, além dos muitíssimos erros ortográficos e sintáticos.

Refletindo melhor, resolvi atender .a essa solicitação. Em chegando à residência da missivista, veio abrir a porta uma senhora já idosa. Ao saber que se tratava da minha pessoa, fez-me entrar imediatamente, conduzindo-me a uma sala bastante ampla e modestamente mobiliada. A um canto dessa sala havia uma grande mala toda forrada de couro amarelo-escuro, a qual, desde logo, despertou minha atenção. Com uma terrível acentuação inglesa, a senhora, sem se preocupar com o exame a que estava sendo submetida, repetia-me, já um tanto enfarada, ser pensamento seu fundar um jornal para difundir o Espiritismo.

– Mas, minha senhora, respondi-lhe, para tal cometimento torna-se necessário dinheiro, mesmo porque um jornal, para que se mantenha, exige muito dinheiro.

Nesta altura a idosa senhora dirigiu-se, em passos pesados, em direção à mala. Abrindo-a, dela tirou um maço de velhos papéis e do meio deles uma grande carteira de couro, da qual retirou cinco cédulas de mil francos cada uma, entregando-as tranquilamente. Diga-se de passagem que, nessa época – 1883 – cinco mil francos representavam soma muito elevada. E ao entregar-me essa importância disse:

– Eis o necessário para as primeiras despesas. Estou pronta a fornecer-lhe daqui por diante o que se tornar preciso. Estará disposto a aceitar o encargo de dirigir este Jornal?

Surpreso, diante do inesperado, emudeci. Ela então repetiu com firmeza:

-Aceita?

– Sim, articulei, e agradeço,Senhora, o interesse demonstrado em torno da difusão do Espiritismo.

– Para que agradecer! Retrucou-me, acrescentando:

– Logo que saia o primeiro número peço-lhe procurar-me para juntos prosseguirmos na propaganda do Espiritismo.

E, levantando-se de modo um tanto brusco, deu-me a entender que a visita estava terminada.

Foi assim que, graças à generosidade de uma inglesa, e que outra não era senão a Senhora Elisabeth d’Espérance – ainda desconhecida na França, nessa época – surgiu a revista “O Espiritismo” .

E continua o escritor Nazareno Tourinho: “Aproveitemos todos esta sublime lição de como ser Espírita.”

Comentamos:

A infância de Elisabeth d’Esspérance e o restante de sua existência, está repleta de motivos que comprovam que sua vinda à Terra obedeceu a um plano determinado para auxiliar a implantação do Espiritismo no mundo.

Desde criança – informou ela em seu livro “No País das Sombras” – convivia com crianças imaginárias, segundo os conceitos de sua mãe, mas que, na realidade, eram verdadeiras. Era sua vidência inata que se manifestava através dos espíritos de crianças desencarnadas que a visitavam.

Esse estado prolongou-se durante o seu crescimento a juventude.

Com o correr do tempo, separou-se de sua família, cujos pensamentos eram dispersos, e com outras pessoas amigas, formou um Grupo com os que possuíam as mesmas tendências. Foi através desse grupinho que ela descobriu o eclodir da sua mediunidade, mas somente compreendeu a sua grave missão depois de vários altos e baixos em sua vida, às vezes com inenarráveis sofrimentos.

E assim, foi abrindo caminho para a expansão do Espiritismo no Mundo.

Para casos dessa natureza, em que a criatura humana entrega a sua vida em favor da Humanidade, no meu fraco entender, só existe uma definição para posições como a dessa nobre mulher: foi uma Missionária.

Que Deus a Abençoe!

 



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Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

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