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Elisabeth d’Espérance – parte III


Capítulo XIII


Esperance & Spirit

Reprodução Web
Esperance & Spirit

E comecei a assustar-me com o que podia ter acontecido.

– Vou dizê-la. Declarei publicamente esta noite que sou espírita, e apresentei a minha demissão de professor da Universidade.

O meu assombro era grande para que me fosse permitido fazer observações a respeito, e senti-me penalizada por sua causa. É certo que havia feito o possível para convencê-lo da verdade dos ensinos espíritas, mas nunca me viera a ideia de poder esse fato ter semelhante consequência; por isso, apesar da minha satisfação, experimentei algum pesar pelo sacrifício consumado.

– Mas tínheis necessidade de dar a vossa demissão? – perguntei-lhe.

– Sim. No exercício do meu cargo, eu era obrigado a sustentar os ensinos da Igreja e a punir as heresias e os erros que aí se apresentassem. Como espírita não poderia assim proceder; era portanto um dever de honestidade apresentar a minha renúncia.

– Que necessidade, porém, havia de vos declarardes publicamente espírita?

Senti-me envergonhada da minha pergunta, e fiquei ainda mais quando ele replicou com severidade:

– Podeis ainda perguntar-me se isso era necessário? Que faríeis no meu caso?

Eu sabia que procederia do mesmo modo, ou, se fosse preciso, teria feito ainda mais. Não havia sacrifício que não aceitasse por amor da causa espírita, porém não pude deixar de deplorar o que o doutor fizera, conquanto esperasse que o conhecimento da verdade o indenizasse amplamente.

O meu primeiro trabalho na manhã seguinte foi escrever ao Prof. Zóllner, remetendo-lhe juntamente um jornal que continha a surpreendente notícia da demissão do Dr. Friese e os comentários da imprensa, nada lisonjeiros, devemos confessá-lo. A resposta foi a chegada do próprio professor, que tomara o primeiro trem para Breslau.

O encontro dos dois amigos foi comovente. Tanto um como outro já não eram jovens, embora o Dr. Friese fosse mais idoso; mas, na alegria do seu encontro e reconciliação, eles pareciam duas crianças. Estavam tão dominados por seus novos e comuns interesses que me faziam lembrar perfeitamente a época em que recebi a luz e em que sonhava levar a boa nova a todos os meus irmãos em humanidade. E, como eu o fizera então, eles começaram a fantasiar castelos. Iam escrever livros e fazer conferências. Seus nomes e sua reputação dar-lhes-iam acesso no seio de todas as classes, e essa boa nova havia de ser aceita com entusiasmo, porque era levada por eles. Ouvi-os expor seus ardentes projetos e senti-me reanimada em minhas esperanças. Eu não havia conseguido fazer-me escutar, porque era uma nulidade; com eles, porém, o caso seria diverso. Eram sábios de reputação firmada, cuja palavra seria escutada com atenção e respeito, cujas opiniões seriam adotadas, porque eram conhecidos como investigadores conscienciosos, não afirmando  senão o que poderiam demonstrar. Eram homens cujos livros seriam aceitos como altamente educadores em todos os seus pontos, homens cujas conclusões  seriam recebidas como definitivas; em suma, eram autoridades que ninguém se arriscava a discutir ou por em dúvida

Esses poucos dias, que passaram juntos, foram certamente muito felizes para os dois amigos; foram um oásis de repouso antes de irem de novo afrontar a tormenta. Não estou certa se, depois disso, eles ainda se encontraram na Terra, mas afianço que os seus interesses nunca mais se separaram.

Uma Experiência Amarga

“Hesitei um pouco, antes de decidir-me a publicar a narração da experiência amarga que fizemos, e foi para mim a causa de longos anos de sofrimentos físicos e morais, mas, como esta obra é o registro fiel das minhas experiências, reconheço que me não é permitido omiti-la. As melhores lições da vida são muitas vezes aquelas que mais lágrimas nos custaram, e, embora esse sofrimento me tenha magoado muito,  lição que colhi iniciou-me nos mistérios dos fenômenos espíritas muito melhor do que o faria uma vida inteira de seguidos sucessos.

O triunfo que tinha coroado as nossas experiências havia-me, em grande parte, cegado acerca das condições exigidas para a produção das manifestações espíritas. Talvez que o mesmo se tivesse dado com os meus amigos. Inconscientemente ou, talvez, por intuição, havíamos adotado muitos dos meios necessários para sermos bem sucedidos e o resultado parecia justificar a idéia de que bastaria reunirmos toda energia para obtermos o que desejávamos a respeito dos fenômenos.

Como os fatos se produziam é o que não podíamos compreender. Sabíamos que a presença de certas pessoas os favorecia, ao passo que a de outras os contrariava, assim como as temperaturas externas ou as tempestades, por exemplo, que inutilizavam os resultados; além dessas regras elementares, porém, julgo que não estávamos de posse de nenhum conhecimento positivo. Andávamos tateando, e os êxitos que conseguimos foram, sem dúvida, devidos antes a uma série de circunstâncias favoráveis do que ao nosso conhecimento científico da questão.

O nosso constante êxito foi para nós uma fonte de perigos. Já falei da vaga sensação de mal-estar que em mim despertavam os atos de Iolanda. Embora a considerasse perfeitamente livre e independente de toda a autoridade terrena, eu nunca podia expelir de mim uma espécie de ansiedade a seu respeito, alguma coisa semelhante à perturbação que a mãe experimenta quando seu filhinho escapa à sua vigilância e arrisca-se a transpor os justos limites. Não julgo que a minha inquietação tenha alguma vez sido expressa por palavras; em resumo, eu mesma desconhecia a causa do meu temor.

Minha amiga, a Sra. F.. , ia deixar a Inglaterra e eu estava decidida a acompanhá-la. A minha partida ia acabar com as nossas sessões. Esse gênero de estudos começava a ser pesado para mim, e eu prelibava o repouso que ia ter.

Toda a nossa bagagem, utensílios de casa, pinturas, porcelanas, etc., estava arrumada, e esse trabalho nos havia fatigado muito. Depois de ter visto tudo em segurança a bordo do vapor que nos ia transportar para o norte, fomos para a casa de um amigo que nos havia oferecido hospitalidade nos dias que iam preceder a nossa partida.

Eu preferiria deitar-me cedo a ter de ir para uma sessão; mas esperavam-me, e não tive outro remédio senão tomar lugar no grupo dos meus amigos, prometendo a mim mesma, em compensação, dormir um pouco no gabinete.

O trabalho fatigante que havíamos tido com os nossos preparativos de viagem, a entrega de um desenho, a promessa de diversos outros, as visitas que nos foi preciso fazer e receber, os enfermos dos quais com pesar separava-me, e muitas outras coisas causaram-me noites de insônia e dias cheios de agitação. Eu não sentia então o menor interesse pelos Espíritos; esperava que me não retivessem por muito tempo, e, depois de recolher-me ao leito, só despertaria no dia seguinte ao meio-dia.

Não sei como a sessão principiou; tinha visto Iolanda (o Espírito materializado) colocar seu jarro no ombro e sair do gabinete. Mais tarde, entretanto, soube o que se passou.

O que experimentei foi uma sensação angustiosa e horrível, como se me quisessem sufocar ou esmagar, como se eu fosse uma boneca de borracha violentamente apertada nos braços de uma pessoa. Depois senti-me invadida pelo terror, constrangi da pela agonia da dor. Julguei que ia perder a razão e precipitar-me num abismo medonho, onde nada via, nada ouvia, nada compreendia, a não ser o eco de um grito penetrante que parecia vir de longe.

Sentia-me cair, mas não sabia em que lugar. Tentava segurar-me, prender-me a alguma coisa, mas o apoio faltava-me; desmaiei, e só tornei a mim para estremecer de horror, com a ideia de haver recebido um golpe mortal.

Os meus sentidos pareciam dispersos, e não foi senão aos poucos que pude concentrá-los os suficientemente para compreender o que sucedera. Iolanda, tinha sido agarrada por alguém que a tomou por mim própria.

Foi o que me contaram. Esse fato era tão extraordinário, que, se me não achasse em tão penoso estado de prostração, eu teria rido, porém não pude nem mover-me. Sentia que pouca vida restava em mim, e esse sopro de vida era para mim um tormento. A hemorragia pulmonar, que durante a minha estada no Sul fora aparentemente curada, reapareceu, e uma onda de sangue quase me sufocou. Dessa sessão resultou para mim uma longa e grave enfermidade, que fez demorar por muitas semanas a nossa partida da Inglaterra, pois eu não podia ser transportada.

O choque era terrível e, o que era ainda pior, eu não tinha capacidade para compreendê-la. Nunca me passara pela mente que alguém ousasse acusar-me de impostura. Eu tinha sido mulher de César(5), pelo menos no meu entender. Trabalhara com os meus amigos, primeiramente com o desejo de instruir-me, e depois por amor à causa, a fim de torná-la conhecida.”

(5) Mulher de César: alusão histórica e uma reputação de honestidade, que se declara inatacável.

 



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Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

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