Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Por (Eni)    Com o apoio da Casa da Mãe Pobre, as creches da Instituição Maria de Nazareth realizaram na tarde do dia 8 de dezembro (sábado),  a festa Continue lendo >>>

Creches da Casa da Mãe Pobre comemoram o dia das crianças

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Creche Marieta Navarro Gayo e  Creche Isabel a Redentora, promovem festa em homenagem às crianças. Por (Eni) Num clima bastante animado e descontraído, as Creches Marieta Navarro Gayo e Continue lendo >>>

Alunos do Instituto Stella Almeida – ISA, realizam importante visita  a CMP  e fazem doações

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Por (Eni) Alem  das relevantes doações que são importantes na nossa rotina diária, demonstraram enorme amor e carinho  para nossos idosos e crianças assistidas em nossas instituições. Os alunos Continue lendo >>>

 

Elisabeth d’Espérance – parte II


Capítulo XIII


Elisabeth d'Espérance

Reprodução Web
Elisabeth d’Espérance

 – Uso do título de doutor, mas não sou médico. Vinha visitar-vos em atenção à recomendação do meu velho amigo, o Prof. Zól1ner, de Leipzig, de quem acabo de receber uma carta.

Realmente, isso foi para mim uma surpresa desagradável. Eu não sabia o que havia de fazer ou dizer; minha face estava ardente e só desejava ocultar-me sob os lençóis para chorar. Ele viu o meu embaraço, porque começou a censurar o serviço do hotel, que julgava mal feito e muito incompleto. Eu disse-lhe que pouco sabia a tal respeito, porém que. realmente, ninguém se havia importado comigo desde a minha chegada. Meus amigos diariamente perguntavam-me como eu me achava, se necessitava de alguma coisa, e mais nada. Como não parecia desejar mais que ficar tranquila, submetiam-me perfeitamente a esse desejo.

Imagino que a linguagem de Dr. Friese foi muito energética. não podendo eu repetir os termos que empregou, porque não conheço o alemão; o efeito, porém, foi maravilhoso.

Nas horas que se seguiram não mais houve para comigo a menor falta de atenção. Depois o doutor voltou ao meu quarto em companhia de um médico e da dona do hotel. Discutiram a possibilidade do meu transporte para residência do Dr. Friese; mas a dona do hotel protestou, declarando que daí em diante não mais haveria falta de cuidado para. comigo, da parte do pessoal do hotel. Supusera que a outra dama, que chegara comigo, tinha feito tudo o que era necessário; de outro modo, eu não teria ficado esquecida.

Na minha opinião faziam bastante ruído por muito pouca coisa a, e pedi-lhes que se não amofinassem tanto por minha causa. Enfim, terminou a questão. Decidi-me a permanecer em Breslau, até que estivesse nas condições de regressar à Inglaterra. Meus companheiros estavam desejosos de prosseguir em sua viagem e partiram na manhã seguinte.

Tendo o Dr. Friese e a sua irmã insistido para que eu fosse habitar na casa deles até o meu completo restabelecimento, deliberei atendê-las. O inverno foi longo e chuvoso, e não pude facilmente libertar-me do resfriado que contraíra, pelo que a minha estada em Breslau prolongou-se muito.

O Dr. Friese era um dos homens mais metódicos que eu havia conhecido até então; por isso, desde que decidi voltar à Inglaterra somente depois do inverno, ele organizou um plano para as minhas ocupações e estudos diários. Devo dizer também que o Dr. Friese era pintor consumado e músico entusiasta, mas acima de tudo era um professor. Não creio que, em circunstância alguma, ele pudesse reprimir a sua inclinação para dar instrução aos jovens que lhe eram confiados. Declarou logo que era necessário corrigir os defeitos da minha educação, e ele próprio ocupou-se disso por meio de regulamentos severos, aos quais eu devia obedecer humildemente. E não só estabelecia as regras, mas também queria que elas fossem seguidas pontualmente; não havia meio de escapar, e ninguém pensava russo. Sua vida era regulada como um relógio, assim como as de todas as pessoas de sua casa. Eis as regras que me impôs:

– Às 7h: levantar-me, tomar um banho e fazer a minha “toalete”, ajudada por uma criada;

– Às 8h: almoçar;

– Das 9 às 11h: desenhar ou pintar;

– Das llh30mim às 12hh30mim: passear a pé ou em trenó. Geralmente ele acompanhava-me neste último exercício e empurrava o meu trenó;

– Das 12h30mim às 13h descanso;

-Das 13 às 14h:jantar;

– Das 14 às 16h: desenhar ou pintar;

– Das 16 às 17h: passeio, se o tempo fosse bom; do contrário, fazer a minha correspondência; – Das 17 às 18h30mim: tomar chá ou fazer curtas leituras em alemão;

– Das 18h30mim às l0h: ir ao concerto ou espetáculo, se houvesse, ou conversar acerca do Espiritismo;

– Às l0h30mim: tomar leite com sanduíche;

– Às 11h: recolher-me ao leito, sem escusa.

Os dias passavam-se desse modo e, além de nada conseguir, revoltava-me contra essa monotonia. Enfim, uma semana de chuva e neve incessante antepôs-se aos nossos passeios cotidianos, e um intervalo de tempo, em que não havia óperas nem concertos, libertou-me do que começava a ser um purgatório para mim. O doutor parecia decidido a cultivar o meu gosto musical, apesar de ter eu objetado que não se podia cultivar o que não existia. Nenhuma escusa foi aceita, e tive de ir ao concerto ou à ópera. À ópera eu ia com satisfação, mas os concertos musicais só os acompanhava com disfarçada má vontade.

Nas noites de abstinência musical, passávamos o tempo na discussão do Espiritismo e _ tentar experiências, que eram admiravelmente felizes quando estávamos a sós ou em companhia de um ou dois amigos.

O Dr. Friese interessava-se muito pela escrita automática, e, apesar da sua paixão pela música acedeu enfim ao meu pedido passar algumas noites a escrever em vez de ir aos concertos musicais.

Conversações e mais Conversações

“Não há necessidade de contar aqui as longas discussões que tivemos acerca do Espiritismo nem as numerosas questões apresentadas aos Espíritos, e que. na maioria dos casos, foram resolvidas por Stafford. Pouco importava que elas fossem enunciadas em alemão ou em inglês as respostas escritas pela minha mão eram igualmente concisas, lógicas e exatas. Parecia estar empenhada uma luta intelectual entre o Dr. Friese e Stafford. Recordo-me de que uma noite, tendo a discussão durado já algumas horas, o toque do relógio indicando meia-noite, veio  súbito anunciar ao doutor que se havia esquecido da sua e exatidão habitual e que nem mesmo se  lembrara de comer o sanduíche e mandar-me para os meus aposentos.

Essa ocorrência extraordinária fez-lhe mal, e ele declarou:

– Isto nunca mais deve acontecer.

Nos dias seguintes achei-o pensativo, muito distraído, deixando passar um mau desenho que eu tinha feito, sem corrigi-lo nem criticá-lo com severidade, como era seu costume invariável. Na noite imediata, percebendo eu que ele passeava ao longo do eu quarto, perguntei-lhe se estava enfermo, ao que respondeu:

– Sinto-me bem, mas estou muito preocupado.

Comecei também a sentir-me preocupada, e perguntei a mim mesma como poderia ir em seu auxílio. Ele, porém, recusou-se a interrogar outra vez os Espíritos e mesmo a discutir o assunto comigo. Isso me fez recear que ele se tivesse desgostado desse estudo, e assustei-me pensando na promessa que, um tanto por brincadeira, eu havia feito ao Prof. Zollner. Não só não podia cumprir a minha promessa, mas também tinha, sem dúvida, aprofundado o abismo que separava os dois amigos, em vez de fazê-lo desaparecer.

Estávamos no terceiro dia desse estranho silêncio, que se me tomava quase intolerável, quando o doutor disse-me que fizesse sozinha os meus estudos, pois que ele era forçado a demorar-se por muitas horas na Universidade, onde ia fazer uma conferência.

Eram dez horas quando voltou e convidou-me a ficar por alguns minutos no salão. Fui logo aí surpreendida por esse convite.

– Sabeis o que acabo de fazer? – perguntou-me ele, logo que entrei no salão.

-Não.

-Nem podeis adivinhá-la?

-Não.

 



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Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

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