Edson Cavalcante de Queiroz

edson c. queiroz

Reprodução Web
Edson Cavalcante Queiroz


Capítulo XXXII


Estamos começando o histórico dessa nobre criatura; os dados que seguem, foram-me fornecidos por sua esposa.

Nasceu em Recife, Estado de Pernambuco, em 23 de agosto de 1950, filho de José Travassos de Queiroz e Gilda Cavalcante de Queiroz.
Casado com Dona Sônia Maria Oliveira de Queiroz, o casal teve três filhos, os quais estão se encaminhando para servir à humanidade.
Edson viveu uma infância saudável. Dedicou-se aos esportes. Gostava de praia e cinema.
Aos doze anos, já estava trabalhando.

Fez seu Curso Primário no “Instituto Espírita João Evangelista”, O Ginasial e o Científico, no Colégio Estadual de Pernambuco.

Foi vendedor de livros para auxiliar nas despesas do Colégio.

Formou-se em Medicina, aos 24 anos de idade, pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco. Fez curso de especialização em Ginecologia e um estágio no Exército, dando baixa quando era tenente, para não prejudicar seu desempenho mediúnico.

Praticava a profissão em consultório particular e nos hospitais, de acordo com as suas especialidades.

Não era político e cultivava vida social dentro dos moldes espiritistas.

Aos doze anos teve uma visão que o deixou abalado, ao presenciar um acidente de trânsito que resultou em morte, ficando traumatizado. Seguidamente, foi acometido por terrível dor de cabeça. Levado a uma sessão medi única, entrou pela primeira vez em transe inconsciente, durante o qual se manifestou o espírito desencarnado no acidente.

Seu pai levou-o a alguns Centros Espíritas, para seu desenvolvimento, mas os dirigentes recusavam-no por causa de sua idade, 12 anos. Foi recebido, todavia, num Centro Espírita humilde, onde trabalhou como médium até os 18 anos de idade.
Nesse período recebeu comunicações de diversas entidades que auxiliavam as realizações do Dr. Fritz.

Quando, aos 18 anos, concluiu ciclo científico, orientado com objetivo de preparar-se para cursar Engenharia, foi alertado, em uma sessão espírita, no sentido de fazer o vestibular para Medicina, a fim de atender ao compromisso com a saúde do ser humano.

Edson costumava atribuir toda a sua felicidade à convivência com os Espíritos, mormente com o Dr. Fritz, a quem se julga ligado por afinidades de outras encarnações, juntamente com José Pedro de Freitas, o Arigó.
Era exímio tocador de violão e compositor de músicas dessa especialidade.
Seus pais eram católicos, mas, no decorrer do tempo, abraçaram o Espiritismo e o Edson seguiu-lhes o exemplo.

Sua Atuação Fora do Estado de Pernambuco

Edson participou de vários congressos, inclusive internacionais, como na Itália e na Suíça.
Foi solicitado e compareceu a várias cidades dos outros estados do Brasil para, em sua qualidade de médium do Espírito Dr. Fritz, atender aos pacientes enfermos com receituário e realizar operações de vários tipos. Em alguns estados, como São Paulo, além de atuar na capital, visitou as cidades de Campinas, Bauru, São José do Rio Preto e São José do Rio Pardo.

No Estado do Rio de Janeiro atuou duas vezes na capital, outras tantas em Niterói e uma . vez em Petrópolis.
No Estado da Paraíba, atuou em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira.
Edson era um bom orador. Realizou Palestras Espíritas em quase todos os Centros adesos à Federação Espírita Pernambucana e alguns em outros estados.

Quanto à mediunidade, ele era dotado de vidência e audiência sendo também médium de incorporação, de materialização e receitista.
Jamais se negou a trabalhar com o seu Protetor.

Em 1980, o Dr. Fritz, por seu intermédio, começou a atender, na Federação Espírita Pernambucana, a 100 (cem) pessoas, semanalmente, prolongando-se esse trabalho pelo espaço de onze anos.
Em 1986, deu início a instituição que tomou o nome de Fundação Espírita Dr. Adolph Fritz, onde continuou a exercer sua missão assistencial. Os trabalhos na Fundação resumiam-se a receituário, operações, desobsessão e fenômenos vários. Todo o seu trabalho, em todos os locais onde operava, era realizado em caráter absolutamente gracioso.

Para o seu sustento e o de sua família, mantinha um consultório em sua residência onde trabalhava alguns dias da semana.
Eu mesmo, quando passei por Recife, em uma viagem do Ceará ao Rio, testemunhei essa verdade.

Meu Primeiro Encontro com o Dr. Edson Cavalcante de Queiroz

No dia 02 de janeiro de 1983, tendo feito longa viagem do Rio de Janeiro à Fortaleza, via Brasília, já agora na Sede da União Espírita Cearense, estando a trocar idéias com o Orlando Borges dos Santos, presidente daquela Entidade, perguntei-lhe se o Dr. Edson poderia visitar outras cidades, a fim de levar a efeito trabalhos maravilhosos como os que estavam sendo realizados ali, naquele momento.

O Orlando respondeu que aquela era a segunda vez que ele visitava Fortaleza, a seu pedido.
“Penso, terminou ele, que também pode deslocar-se para outras regiões.”

A conversa prosseguiu entre nós dois, quando, inesperadamente, é aberta a porta que dava para o recinto onde o Dr. Fritz estava atendendo aos seus Edson, com o Espírito incorporado, Dr. Fritz.

“- Escutei a sua conversa, Magalhães – informou a Entidade. Segue para o Rio de Janeiro, onde encontrará companheiros que se entrosarão com você, para eu realizar, na “Casa da Mãe Pobre”, 100 trabalhos em pacientes enfermos. Prefiro que sejam pessoas pobres, ou criaturas que a Medicina da Terra não encontrou meios de curar.”

(Note-se que além da parede divisória existente entre os dois salões, estávamos a uma distância de 1 O ou 12 metros da porta.
Eu nunca tinha falado com ele, nem tampouco com o Dr. Edson Queiroz. “Como descobriu o meu nome?” – pensei. Somente ele pode responder. Foi uma surpresa muito agradável).

E assim foi feito, após concluída a minha visita na qual presenciei diversas operações realizadas pelo Dr. Fritz.

No Rio de Janeiro

Três dias depois voltamos de avião para o Rio e em outra aeronave, no mesmo dia, vieram o Dr. Edson Queiroz e sua esposa.
Passados dois dias, surgiram o presidente da Federação Espírita de Pernambuco, Sr. Holmes Vicenzi e Dª Maria José Fontes, encarregada de escrever o receituário que o Dr. Fritz, lhe ditava.

Seguiu-se a primeira reunião da diretoria da “Casa da Mãe Pobre” com o Dr. Edson, que visitou o local, mas achou-o pequeno e impróprio para o trabalho em perspectiva.

No dia seguinte, o Dr. Edson Dr. Fritz, mais o Dr. Bezerra de Menezes, tinham resolvido que os trabalhos seriam realizados no Grupo Espírita Regeneração.

Que eu comparecesse lá, no dia seguinte, às 20h , para falar com a diretoria da Casa.

Cheguei um pouco mais cedo, entabolando diálogos com quatro de seus diretores presentes, inclusive, sua presidente.

Nada sabiam a respeito, mas, quando lhe comunicamos que o presidente da Federação Espírita Pernambucana dirigia as reuniões dos trabalhos em pauta, a residente do “Regeneração” comentou:
“- Então o caso é sério!”
Logo a seguir, surgiu o Dr. Edson Queiroz e mais dois diretores da Instituição.
Saímos daquela reunião com a resolução de, no sábado seguinte, serem atendidos 60 enfermos, apontados pelo Grupo Regeneração, e no dia imediato, domingo, outros 60 pacientes, indicados pela “Casa da Mãe Pobre”.

Agora, vamos aos fatos.
Seguem os estudos dos distintos médicos Dr. Roberto Silveira, Dr. Paulo Cesar C. Monteiro e Dr. Roberto Silveira Filho, que presenciaram os primeiros trabalhos realizados no Rio de Janeiro pelo Dr. Adolph Fritz, aos quais pedimos vênia para transcrever:

Considerações Sobre uma Cirurgia Espiritual

“Dr. Roberto Silveira (7)
  Dr. Paulo Cesar C. Monteiro(8)
  Dr. Roberto Silveira Filho(9)
        
“As operações espirituais sempre foram atraentes áreas da fenomenologia mediúnica. Embora ignoradas pelos órgãos oficiais da medicina e desacreditadas pelos mais preconceituosos, essas   intervenções  espirituais continuam sendo realizadas em muitos lugares do mundo. Aliviando sofrimentos e representando importantes trabalhos para desencarnados necessitados.

Entretanto, nos dias 22 e 23 de janeiro último, no Grupo Espírita Regeneração – Casa dos Benefícios – R. São Francisco Xavier, 609, Tijuca – Rio de Janeiro – RJ, tivemos oportunidade de assistir ao trabalho médico realizado por uma entidade espiritual, em 159 pacientes.

Entre esses atendimentos vimos muitas intervenções oftalmológicas, ortopédicas e algumas outras no tórax e abdômen.
Embora todas tivessem particularidades impressionantes, a falta de exames clínicos pré-operatórios e a inexistência de peças cirúrgicas, não permitiram que o extraordinário trabalho da Espiritualidade pudessem ter indícios e provas suficientes para sensibilizar os meios médicos mais descrentes.

Referimo-nos ao caso de um homem, de 45 anos de idade, de cor branca, casado, nascido e residente no Rio de Janeiro, portador de uma tumoração na região parótida esquerda. No seu relato, deixou claro que vinha em busca de um tratamento espiritual, porque não encontrou solução nos três médicos que procurou. Contou que tudo começou há uns cinco anos, quando notou um pequeno tumor do lado esquerdo do seu pescoço, logo abaixo da orelha; a princípio, pouco maior do que um grão de arroz e completamente insensível, não mereceu atenção; porém, com o passar do tempo, ele foi crescendo, chegando a lhe deformar o rosto e a dificultar os movimentos da sua cabeça.

Ao exame físico, notamos uma tumoração, pouco maior do que um ovo de codorna, dura, pouco móvel e indolor.
Sua história e as características do tumor nos levaram a pensar na possibilidade de ser um tumor da glândula parótida.

Assim que acabamos de entrevistá-lo, foi introduzido na improvisada sala de operações e, após ligeira conversa com o médico espiritual, através do médium, foi convidado a deitar-se numa estreita mesa de exames clínicos, em decúbito ventral, com a cabeça voltada para a esquerda e apoiada num pequeno travesseiro. Enquanto apalpava a região do tumor, a entidade pediu que ele fizesse uma prece e ficasse pensando em Jesus, garantindo, atencioso, que o paciente não iria sentir dores.

Pegando, então, um bisturi de cabo, o Espírito fez uma incisão reta e profunda, de cerca de 4 a 5 centímetros de extensão sobre a tumoração. Com os dedos e uma tesoura comum, dessas que têm um ramo rombo e outro pontiagudo, começou a descolar o tumor dos planos adjacentes.

Rapidamente, fazia a tesoura entrar e sair da fenda operatória, cortando e dessecando, sem o auxílio de afastadores e num ambiente de iluminação inadequada.

O paciente, apesar de não ter recebido qualquer medicamento anestésico ou sedativo, estava calmo e não demonstrava sinais de dor ou desconforto. Observamos, com surpresa, que não houve sangramento nem necessidade de ligaduras de vasos.

Após 25 minutos de um trabalho seguro e sereno, contando somente com a ajuda de uma senhora que, à guisa de instrumentadora, lhe entregava ora a tesoura ora o bisturi, assistimos à retirada da peça, que logo nos foi oferecida para exame histopatológico.

Estupefatos com tudo o que vimos, ficamos mais perplexos, ainda, quando a Entidade Espiritual solicitou um pedaço de gases umedecida com mertiolate e esparadrapo, não se preparando para suturar a incisão. Não resistindo, indagamos o porque daquela inexplicável decisão e recebemos como resposta a informação de que essas providências finais, assim como a hemóstase, ficariam a cargo de Sheylla, enfermeira desencarnada que o acompanha em seus trabalhos cirúrgicos espirituais.

Terminado o curativo, ajudamos o doente a se levantar da incômoda e improvisada mesa de operações e o levamos para fora da sala, constatando que andava bem, falava claramente e não mostrava anormalidades na musculatura facial.

Acompanhamos o pós-operatório, procedemos aos curativos, conforme a prescrição deixada pelo colega, usando, apenas, a pomada Fibrase. Hoje, 30 dias passados, já na sua vida normal, o ex-paciente mantém, somente, pequeno curativo na região operada. Durante esse período, não teve dores, febre nem outras alterações de qualquer natureza.

A fim de poder estudar esse caso com a seriedade que pretendemos, passemos a considerá-lo nos seguintes aspectos:

A) Aspectos Histopatológicos – cópia do resultado nº 82.0380, de  24.01.82, fornecido por um serviço de anatomia patológica do Rio de Janeiro.
Nome: G. D. D.
Médico: Dr. Roberto Silveira
Hospital: Particular
Material: Retirado da face.

Macroscopia – fragmento de tecido de forma irregular, meconsistência firme e coloração pardacenta, observando-se, ao corte, nódulo de consistência pouco firme e coloração brancacenta, medindo 2,2 x 2cm.

Microscopia – os cortes histológicos revelam nódulo encapsulizado, constituído pela proliferação de células redondas e fusiformes com núcleos monomórficos, com cromatina granulosa e que se dispõem em grupamentos compactos ou cordões e, frequentemente, formam estruturas ductais. Acham-se em meio a estroma mixoide abundante, com áreas condroides.

Ao redor, observa-se estrutura de glândula salivar, tecido fibroso e musculaturas esqueléticas.

Conclusão: Adenoma Pleomôrfico – tumor misto da glândula salivar.

(7) _ Médico do Inamps e da Fund. B. Lopes de Oliveira, no Rio de Janeiro
(8) _ Médico da Secretaria da Saúde do Estado do Rio de Janeiro – Cirurgião do Hospital
Getúlio Vargas e do S.A.M.C.I., no Rio de Janeiro
(9) _ Acadêmico da Faculdade de Medicina de Petrópolis – RJ

 



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Seguem os estudos dos distintos médicos Dr. Roberto Silveira, Dr. Paulo Cesar C. Monteiro e Dr. Roberto Silveira Filho, que presenciaram os primeiros trabalhos realizados no Rio de Janeiro pelo Dr. Adolph Fritz, aos quais pedimos vênia para transcrever.

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

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