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Edson Cavalcante de Queiroz – parte V
6 de junho de 2014 Creche “Isabel a Redentora”, Teresópolis, RJ

Capítulo XXXII


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Reprodução Web

Que o médico que estava acompanhado  a gravidez, tinha asseverado que do seu ventre ia sair uma menina.
  Todavia continuei a manter minha opinião, baseado no conselho da Entidade Espiritual.
O tempo prosseguiu. Meses depois recebi uma carta de Dª  Sônia, informando-me que eu tinha ganho aquele duelo, porque a criança que nasceu foi mesmo um menino.

Face à minha revelação, a auxiliar do Dr. Edson deu gostosa gargalhada e pediu licença para se afastar por um momento, dirigindo-se ao interior da casa.
Somente nessa ocasião tomei conhecimento de que o casal morava naquele prédio, onde também tinha o seu consultório.
Daí a instantes, chegam as duas damas, ou seja: a secretária e a esposa do Dr. Edson. Esta, chorando, abraçou-me com efusão, queixando-se amargamente de que eu era um dos raros amigos que não os tinha abandonado.

Meditando sobre o assunto, posteriormente, cheguei à conclusão de que a auxiliar do Dr. Edson, muito inteligentemente, manteve longa palestra comigo para verificar se eu era amigo do seu chefe ou, talvez, algum repórter, que desejava tirar informes, para publicar na imprensa, referentes ao processo que os colegas do Dr. Edson, estavam movendo contra ele. Todos naquela casa viviam debaixo de determinada pressão, devido aos boatos maldosamente espalhados, inclusive por alguns de seus colegas de Medicina.

Depois de conversarmos por uns instantes, Dª Sônia.já agora mais alegre, despediu-se, informando que estava preparando o jantar para um grupo que iria festejar, conjuntamente, o aniversário do marido, que estava transcorrendo naquele dia.
Peço aos leitores para meditarem sobre este detalhe. Mais adiante vou expandir os meus conceitos, a propósito.

Ao me despedir daquela nobre irmã, não me passou pela cabeça que eu teria oportunidade de lhe dirigir a palavra, e eu voltei a palestrar com a auxiliar do Dr. Queiroz.
Nesse lapso de tempo, chegou o nosso amigo, e desde logo começou a atender a alguns clientes, que o procuravam para consulta.
Ao término da sua tarefa chamou-me ao consultório.

Cumprimentamo-nos como bons amigos e ele mandou-me sentar, começando logo a nossa palestra.
“Como vão correndo os trabalhos na Casa da Mãe Pobre ? – perguntou-me.
Fui-lhe respondendo as perguntas e, ao mesmo tempo, indagando da vida dele.

Até que se esgotou o tempo de que dispunha para falar -lhe.
Quando lhe anunciei que ia retirar-me, ele deteve-me com um gesto, e disse-me: “Amanhã temos de realizar algumas coisas”, ao que o informei de que estava com a passagem de avião marcada para partir no dia seguinte de manhã, portanto, não podia continuar em Recife.

Face à minha resolução, pensou um instante e a seguir convidou-me para uma reunião.
“Quando” – repliquei – “Hoje?”
“Agora mesmo!” – respondeu.

Levantou-se, foi para o interior da casa, possivelmente para despedir-se da esposa. Daí, a pouco estávamos viajando no seu automóvel.
Percorremos um longo trajeto à beira mar, após o que entramos em grande casa, que depois fiquei sabendo ser o Centro Espírita fundado pelo nosso amigo, Dr. Queiroz.

Já o estavam esperando, cerca de vinte irmãos e irmãs em doutrina. Apresentou-me a todos, e fui sentar-me à mesa dos trabalhos, ombreando com todos aqueles companheiros.
Foi nesse momento que o Dr. Queiroz me informou ser o médium principal dos trabalhos de materialização, que iam começar daí a pouco. Outro companheiro, que já estava deitado, era seu auxiliar, em sua qualidade de médium de materialização.

O primeiro espírito que se materializou foi o José Grosso, o qual iniciou os trabalhos com a sua voz potente e inconfundível. Começou informando que Portugal tinha exportado, para o Brasil, a minha pessoa, mas o Brasil, tinha saído ganhando …
Os trabalhos prosseguiram normalmente, até o término programado, durante o qual muitos dos presentes foram beneficiados, e também algumas outras pessoas, cujos nomes e endereços estavam inscritos em papéis em cima da mesa.
Todos se despediram fraternalmente, desejando-me boa viagem.
Já passava da meia-noite, quando o Dr. Edson me deixou no hotel onde me achava hospedado.

o Jantar o Esperava

Peço vênia aos nossos leitores, para lembrar-lhes de que quando falei com Dª Sônia, ela despediu-se, informando que estava preparando o jantar para um grupo de amigos que vinha comemorar o aniversário do Dr. Edson.
Todos sabemos da relevância de um assunto dessa natureza. Se somos convidados para um ágape oferecido por um amigo, para comemorar o seu aniversário, e chegamos a sua residência e não o encontramos, naturalmente que ficamos desconcertados.

Enquanto que a esposa do aniversariante, tal vez fique não somente contrariada, mas, o que é natural, envergonhada, tendo em vista a ausência do esposo. Pois foi o que aconteceu naquela noite. Qual o motivo de toda essa contrariedade? Simplesmente o desejo do aniversariante, de cumprir com o seu dever na Doutrina que esposava. A reunião estava programada. Se ele faltasse, talvez não pudesse ser levada a efeito. Então, o médium preferiu sacrificar a esposa, que o aguardava com lauto jantar, para ele e os amigos que também o esperavam.

E não faltou ao cumprimento do dever, perante os companheiros de Doutrina, bem assim a seu compromisso para com os Espíritos do Senhor, que tinham programado a reunião.
Em Doutrina Espírita, o dever em seus postulados mais simples, está acima de qualquer conjuntura.

Esse detalhe vivido pelo nosso querido irmão, Dr. Edson, comprovou o seu Amor à Causa que abraçou e ofereceu o testemunho do seu dever de médium, nas hostes do Espiritismo.
Acredito piamente, que bem poucas criaturas levem, tão longe e tão a sério, os seus deveres em casos dessa natureza.

Chorando Abraçou-me.
Finalmente, volto a relembrar as palavras pronunciadas pela esposa do Dr. Edson – e que tanto feriram o meu coração – quando eu o esperava em seu consultório e ela, ao saber de minha presença, acorreu célere onde me encontrava e, abraçando-me e chorando, foi dizendo:
“O Sr. é um dos raros amigos que não nos abandonaram.”

Então compreendo que era verdade o que alguns confrades me tinham revelado, afirmando terem ouvido dizer que aquela criatura tinha sido assassinada, por ter transformado sua mediunidade em uma fonte de renda.
É o cúmulo da insensatez!

Todos, ou quase todos os espíritas, tomaram conhecimento da demanda movida contra o Dr.Edson Queiroz, pela Sociedade de Medicina de Pernambuco, cremos que apoiada pela Sociedade de Medicina do Estado do Ceará.

Tomando por base, entre outras coisas o fato do Dr. Edson nada cobrar pelos seus serviços profissionais, quando trabalhava como médium do Espírito Dr. Fritz, o que é contrário aos postulados da classe.
E o Dr. Edson foi-se defendendo em Juízo. Mas, corajoso e persistente, continuou a servir de medianeiro do Dr. Fritz, sem nada cobrar pelas consultas e operações que os dois realizavam. Essa demanda vinha-se arrastando pelos anos afora.

De repente, somente Deus sabe os motivos, surge um infeliz e o assassina friamente.
E é então que aparece alguém que levanta um falso testemunho, seguido de muitos outros, arvorando-se em juízes improvisados, afirmando que o Dr. Edson estava abastardando o Espiritismo
As “trevas” venceram, mais uma vez.
Coitados desses caluniadores.

Irão prestar contas, lá em cima, pela infâmia que produziram.

Que Deus seja louvado!

 

 



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Após a publicação do maravilhoso trabalho relatado pelos três cientistas já  citados e a “Nossa Defesa” para as críticas dirigidas ao nosso irmão  Edson Queiroz, vamos transcrever um artigo publicado no “Correio  Fraterno do ABC”, do estado de São Paulo, de autoria do médium e  escritor Jorge Rizzini, na pág. 8,julho de 1995, na coluna “Você Sabia?” intitulado “Joguei Fora as Muletas”, para o que pedimos vênia.

Fonte: Em Prol da Mediunidade Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães



 

 

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