Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Por (Eni)    Com o apoio da Casa da Mãe Pobre, as creches da Instituição Maria de Nazareth realizaram na tarde do dia 8 de dezembro (sábado),  a festa Continue lendo >>>

Creches da Casa da Mãe Pobre comemoram o dia das crianças

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Creche Marieta Navarro Gayo e  Creche Isabel a Redentora, promovem festa em homenagem às crianças. Por (Eni) Num clima bastante animado e descontraído, as Creches Marieta Navarro Gayo e Continue lendo >>>

Alunos do Instituto Stella Almeida – ISA, realizam importante visita  a CMP  e fazem doações

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Por (Eni) Alem  das relevantes doações que são importantes na nossa rotina diária, demonstraram enorme amor e carinho  para nossos idosos e crianças assistidas em nossas instituições. Os alunos Continue lendo >>>

 

Dr. Artur Lins de Vasconcelos Lopes


 


Entrevendo a parte geográfica do nosso País, encontramos a cidade de Teixeira, pequenina região encravada na aridez nordestina, entre os estados da Paraíba e Pernambuco. Embora sem expressão alguma, esse local foi designado pelo alto para trazer ao mundo físico a figura simples e que muito faria pela Doutrina Espírita: Artur Lins de Vasconcelos Lopes. O calendário marcava o dia 27 de março de 1891, seu retorno à Terra.

Cresceu esse menino no meio de muitas dificuldades.

Seus pais, pobres lutadores, procuravam tirar da caatinga o sustento da prole.

Artur mostrava-se valente. Sua infância repleta de dificuldades não o tornou rebelde ou revoltado, por não ter tempo de brincar ou de possuir os brinquedos existentes na época. Quando voltava com seus pais da lida na roça, procurava a forma de aprender a ler e a escrever, junto das crianças que, como ele, freqüentavam a “escolinha rural”.

Artur sonhava em poder, um dia, conhecer as grandes cidades. Isso lhe dava ânimo para continuar a crer que esse dia chegaria. Sua confiança em Deus trazia-lhe a certeza de que seu destino mudaria, pela vontade que possuía de ser útil. Sabia que aquele pequenino rincão era apenas o começo. Certamente, os recursos viriam com o tempo.

A vida seguia seu rumo entre aqueles sertanejos nordestinos, contando sempre com o adolescente Artur que tornara-se um responsável tropeiro.

Deixando de trabalhar com a enxada e a dura tarefa do plantio, percorria as fazendas, os lugares até mais distantes, para vender ou trocar mercadorias, já que, com seu hábil aprendizado entre os comerciantes, optara pelos negócios. Vendia ou trocava tudo que fosse útil, procurando servir até as donas de casa. Naturalmente essa nova vida lhe fora providencial, isso porque suas viagens, mesmo sendo a cavalo, lhe davam novas oportunidades de conhecimentos.

Por vezes recebendo encomendas importantes, onde somente os maiores estados como Paraíba e Pernambuco teriam o material pedido, facultava-se-Ihe a oportunidade de ir aos maiores centros comerciais. Até muitas vezes encontrava professores, políticos e religiosos. E foi justamente o meio religioso que falou mais alto ao seu coração. Nessas conversações, ouvia de tudo.

Admirava e respeitava o modo como seu povo honrava a Deus. Mas, para ele, não seria esse o caminho de rituais ou promessas para se tornar agradável a Deus. Para Artur, Deus era algo sublime e muito superior à matéria. Afinal,´Ele é o Criador!

Respeitando e não aceitando o que ouvia sobre as questões religiosas, chegou à conclusão de que seria necessário elaborar um estudo sobre o assunto. E o que mais o preocupava era com relação à vida e às dificuldades contínuas e principalmente sobre a existência após a morte. Já havia participado de encontros entre pessoas que também buscavam a confirmação, mas tudo isso lhe parecia vago demais.

Com o passar do tempo e querendo alcançar novos rumos para a sua vida, mudouse para a cidade de Recife. Já conhecia a região, pelas andanças que fazia a negócios. Procurou por um emprego fixo e conseguiu se tornar um caixeiro numa casa comercial, recebendo um bom salário.

Recife era muito visitada por pessoas que procuravam a melhoria econômica. Apesar de suas belas paisagens e ser colada a Olinda, Artur ainda não se sentia bem. Seu emprego o colocava em contato com muitas pessoas e ouvia os viajantes, que chegavam a passeio ou a trabalho, elogiarem muito a vida em terras do sul do País. Artur começou a pensar em transferir-se para Curitiba.

E cogitava de que, sendo a capital do Estado do Paraná, teria todas as possibilidades de trabalhar e estudar. Chegara à conclusão de que, sem estudos, ele não chegaria a lugar algum e, muito menos, a ter respostas para achar a graça de viver, pois, como sempre, vivera em dificuldades.

E novamente Artur parte, deixando o norte para modificar a paisagem de sua vida, rumando para o sul.

Após encontrar acomodações em Curitiba, começou a pesquisar onde trabalhar para poder sustentar-se. Chegou à conclusão de que melhor seria alistar-se no Exército. E foi o que fez, alistando-se no 3° Regimento de Infantaria dessa cidade. Dedicou-se profundamente a essa profissão escolhida e aprofundou-se no estudo, que lhe deu outra visão de existência.

Em pouco tempo, e por seus esforços em querer ter algo melhor na vida, conseguiu passar para o 18° Batalhão. Daí, para alcançar outro posto militar, foi rápido, chegando a ser sargento.

Em 1918, conseguia matricular-se na Escola Superior de Agronomia, em Curitiba.

Havia chegado até à faculdade! Porém, seu sonho era tornar-se engenheiro agrônomo. Queria ter contato com a Natureza e essa era Deus.

Lutou intensamente para fazer boas provas. Muitas vezes, precisou gratificar seus companheiros de caserna (moradia do quartel) para poder estudar, trocando os turnos da guarda.

Foi ele recompensado por todas as dificuldades pelas quais passou, diplomando-se com honras de distinção e, no mesmo período, ganhou medalhas pelo bom desenvolvimento militar.

Afastou-se da carreira militar e fez curso para empregar-se em cartório. Procurou, dessa forma, orientar as famílias que recebiam, como herança, terrenos e que, muitas vezes, brigavam, entre parentes, por quererem casas, por não saberem como lidar com as terras. Os cartórios promoviam os engenheiros agrônomos para esses serviços e Artur fora chamado para exercer esse cargo. Com isso, ele começou a sentir, em cada caso que lhe chegava às mãos, as constantes trapaças e desigualdades sociais. O quanto, por vezes, havia de prejuízo nessas partilhas de terras e aproveitamento em dívidas por arredamentos, no controle das plantações etc.

Artur sentia-se impotente diante de tanta miséria moral.

Perguntava a si próprio o porquê desses desajustes entre familiares. Colocava-se, mentalmente, no lugar das pessoas prejudicadas e ficava muito desarvorado, de mãos atadas, porque a ambição das criaturas e o desejo de posse eram muito grandes. Entravam no meio jogos de interesses dos que defendiam a parte conveniente, para terem direito a um “gordo” quinhão. Isso deixava Artur pesaroso e, muitas vezes, com vontade de demitir-se para não ser testemunha de tanta maldade.

Diante disso, decidiu-se ir à procura da solução desses problemas intrínsecos para ele. Chegou, com esse propósito, a conhecer o senhor Antônio Duarte Veloso. Soubera que ele era um dedicado servidor do Cristo.

Estabelecidas as apresentações de um para com o outro, Antônio Veloso apreciou conhecer aquele jovem, que buscava o roteiro de luz para suavizar seus impulsos sociais e humanitários. Sentiu que Artur seria mais um defensor do “Bem”.

Junto a outros companheiros de ideal cristão, Artur começou a estudar a Doutrina Espírita. Encontrando-se, viu que era justamente o que lhe faltava para entender que cada problema fazia parte de um mundo de débitos interiores do passado, resultantes da falha do ser humano em não compreendera Lei de Deus, a “Lei do Amor”.

Acima de tudo, Artur passou a repetir constantemente, para si próprio, a máxima do Cristo: – “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”. Esta será a base segura, para a grande transformação moral, que a humanidade terá que aprender, um dia, pensava convicto.

Daí para a frente, Artur não parou mais. Suas atividades cresciam dia a dia. Dedicou-se intensamente a defender os injustiçados. Quando podia, dava-lhes segurança física e orientava-os para ajustarem-se a uma fé e sentirem a presença de Deus em seus corações.

Percorria todos os lugares, comentando o Evangelho.

Procurava pacificar os núcleos que, embora de cunho Espírita, deixavam-se perder em horas preciosas pelas intrigas que, como sabemos, até hoje faz ruír em agrupamentos invigilantes. Ergueu inúmeras obras beneficentes, deixando em cada uma o propósito de trabalhar em nome da Caridade, sem almejar o ganho material, usando o nome do Cristo para esse fim.

Voltando ao Estado da Paraíba, revendo aqueles que lá deixara, prontificou-se em saber como estava sendo desenvolvido o movimento espírita local. Percebendo as dificuldades, por falta de uma acomodação maior entre os integrantes do movimento, adquiriu um prédio e ali instalou-se a Federação Espírita Paraibana.

Artur Lins de Vasconcelos Lopes foi também secretário geral da Federação Espírita do Paraná. Fez crescer muito o movimento paranaense. Unia os jovens das regiões para orientá-los quanto à Evangelização Infantil. Seu nome tornou-se conhecido por todo o país. Todos queriam ir até a sua presença, em busca de orientação para a divulgação da Doutrina Espírita. Mas isso não mexia com a sua vaidade, seu tempo era só para o trabalho espírita cristão.

Caminhando pelas ruas de Curitiba, nas noites frias ou chuvosas, começou a prestar atenção nos indigentes que dormiam pelos becos ou pelos cantos das calçadas da cidade. Seu coração constrangeu-se, ao vê-los cobertos por papelão ou envoltos em jornais. Dirigindo-se à diretoria da Federação propôs arregimentar trabalhadores voluntários para a inauguração de um albergue noturno, para dar atendimento aos moradores das ruas.

Feito e aceito o acordo por todos os integrantes espíritas locais, o albergue noturno foi aberto contando, em sua inauguração, com a presença do governador do Estado daquela época, o senhor Carlos Cavalcanti de Albuquerque, que elogiou a iniciativa humanitária daquela entidade benemérita.

A vida seguia seu rumo junto a esse colaborador incansável do Cristo. Exercia sua profissão com lealdade, sendo elevado à condição de escrevente juramentado de um dos tabelionatos da cidade. Mas como, por vezes, acontecimentos inesperados acontecem na vida de todo ser humano, não poderia ser diferente com Artur. Era a hora da fidelidade a Cristo, a quem todos devemos e para Artur não fora diferente.

 


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