Divaldo Pereira Franco


Capítulo XXXIV


divaldo

Reprodução Web
Divaldo Pereira Franco

O primeiro artigo extraído da Revista “SEI” – de 01.08.92, transcrito por Dona Ana Maria S. Luiz, sobre o nascimento de Divaldo Pereira Franco, é maravilhoso e serve de lição para os cônjuges da atualidade. Destacamos os seguintes dados:

“Não, Doutor! Matar? Nunca!”

“Mãe de doze filhos, já beirando a terceira idade, Dona Anna era uma dona de casa como as que ainda hoje se encontram com a maior facilidade neste nosso Brasil imenso. Morava em Feira de Santana, lá no interior da Bahia. Analfabeta, devota do Senhor Jesus, acordou certa manhã sentindo necessidade de procurar o único médico que, naquele tempo, havia lá, naquelas bandas. Homem bondoso, exercia a Medicina com a mais absoluta seriedade. Acanhada, entrou no modesto consultório e disse iniciando a consulta:

– Doutor, parece que estou com barriga d’ água …

O médico olhou silenciosamente a pobre cliente e respondeu meio sério e meio sorridente:

-Dona Anna …

– Doutor, se não for barriga d’água então é menino. Chico (era assim que chamava o bondoso esposo) já disse hoje que é menino …

– Na sua idade, Dona Anna, como é que a senhora e “seu” Chico deixaram isso acontecer?

Já tiveram uma filha com hidrocefalia, tem mais onze filhos, enfrentam uma trabalheira sem fim. E com esta recessão enorme neste nosso país desses anos trinta, a pobreza fica ainda maior… Já disse uma vez que filho de mãe velha nasce destrambelhado …

– Não, Doutor! Matar?

Nunca! Chico está viajando aqui e ali. Nada vai faltar para gente, se Deus quiser!

– Quem falou em matar, Dona Anna? Vá em paz esperar a sua hidropisia …

– Hidro, o que Doutor?

– E barriga d’ água, Dona Anna.

A senhora ficará livre dela em nove meses.

Nove meses depois, nascia, às cinco horas da manhã, do dia 05 de maio, um robusto menino, cujo choro foi tão forte que quase ninguém pôde ouvir o apito do trem, lá na estação …

O menino recebeu o nome de Divaldo. Ele mesmo, Divaldo Pereira Franco.

Nesses dias em que tantos procuram justificar o aborto, recordamo-nos de D Anna e “seu” Chico. As dificuldades cresciam, os problemas também, mas eles sempre renovavam a esperança, dizendo que, como Jesus ensinara: “Aquele que veste os lírios do campo e alimenta os pássaros dos céus,jamais deixará um filho abandonado! “

O próximo artigo, produzido pela exímia confreira, senhora Ana Maria S. Luiz – “O Padre Amilcar” – mostra-nos um sacerdote inteligente e compreensível. Se todos os seus colegas seguissem o mesmo regime, o mundo seria melhor. Senão vejamos:

“O Padre Amilcar”

“Em junho de 1946, desencarnou um irmão de Divaldo Franco, o médium e tribuno que há cerca de 50 anos fundou a Mansão do Caminho, onde duas mil e oitocentas crianças são atendidas.

Ele, que não conhecia ainda a Doutrina Espírita, sentiu profundamente a morte do irmão e ficou semi paralítico, durante os seis meses seguintes. Divaldo tinha um pouco mais de 16 anos.

Uma prima, que conhecia Dona Ana Ribeiro, excelente médium,pediu que essa senhora fosse visitar seu primo Divaldo. O que ela fez incontinente. E ao lhe dar um passe, o rapazito passou a andar novamente. Dona Ana explicou aos parentes do rapaz que ele era médium e precisava ir a um Centro Espírita. E eles foram. Na primeira reunião, através da psicofonia, ele transmitiu recado do irmão desencarnado. Ao retomar à lucidez, sua mãezinha chorava e lhe dizia que o irmão havia se comunicado falando de fatos que só os dois tinham conhecimento.

Daí em diante o jovenzinho passou a frequentar o Centro Espírita sem, no entanto, deixar de ir à missa e de confessar-se e comungar. O próprio Padre Amilcar lhe perguntara, como ele que estava paralítico há seis meses, agora, andava normalmente. Ao que esclareceu:

“- Foi no Centro Espírita, padre. Estavam lá o tabelião de notas, dona fulana, o gerente do banco, a senhora tal, aquela outra que ajuda o senhor na arrumação do altar do Sagrado Coração, etc. … e até “recebi” uma comunicação do meu irmão. Mas fui lá obrigado por “mainha”. Escondido, levei um terço no bolso, para quando o diabo chegasse!”

“-Vá sempre, meu filho – aconselhou o sacerdote – e me conte tudo o que o diabo faça por lá!”

“- Padre – esclareceu o rapazinho – o diabo está entrando. É uma mulher velha, de xale e quer lhe dar um recado.”

E o padre, exultante, informou:

“- É a minha mãe, receba-a!”

E assim, após a genitora lhe falar, o padre comenta com o jovem que sua missão não seria na Igreja e que ele deveria mudar-se para um outro lugar,pois “ninguém é profeta em sua terra.”

Seguindo o conselho do esclarecido sacerdote, o jovem passou a morar em Salvador, com a sua Benfeitora, Dona Ana, e fez concurso para o IPASE, onde passou a trabalhar como datilógrafo.

O jovem, quando criança, já transmitira, aos quatro anos, um recado de sua avó materna, Dª Maria Senhorinha, a sua genitora e a sua tia Dona Maria Edwiges; possuía um temperamento diferente e brincava com crianças “imaginárias”, tais como o indiozinho Jaguaraçu e outros.

Aos oito anos, assustara sua mãe “vendo” um homem com expressão patibular, apelidado pelo médium menino de “O Máscara-de-Ferro”. O homem lhe dizia com voz cavernosa:

“- Você vai ver a cruz que eu lhe colocarei às costas. Essa cruzinha do rosário que você trás ao peito de nada lhe adiantará.”

Sua mãe, muito católica lhe falava:

“- É o diabo, meu filho ” e oravam … oravam … oravam .

Para dormir ele se deitava entre os genitores, pois via rostos com chapéus enormes e tinha pesadelos, muitos pesadelos.

Mais tarde esse mesmo Máscara-de-Ferro, que teria sido um sacerdote a quem Divaldo houvera feito algo de desagradável no século XVII, provocou inúmeras situações vexatórias envolvendo o médium. Inclusive, um senhor, induzido por essa entidade, esbofeteou o rapaz que, ao cair, feriu-se na vitrine de uma relojoaria, sangrando bastante.

O jovem dirigiu-se para casa; e, lá chegando, foi surrado pelo seu genitor, para que nunca chegasse em casa perdedor. Sua mãe, depois desse fato, ficou um ano em depressão. Tinha medo que o moço se suicidasse, diante de tantas pressões. Ela já houvera tido uma filha suicida (Nayr).

Um dia, muitos anos depois, uma criança foi deixada à porta da Mansão do Caminho. E o Máscara-de-Ferro que se afastara por algum tempo, retoma à visão de Divaldo, e pergunta ao médium:

“- Tu vais amar essa criança, que chegou hoje?”

“- Claro, como amo todas as outras.”

“- Então, redarguiu o espírito, a partir de hoje eu tenho que te amar, pois essa que aí está é a minha mãe reencarnada!!! Antes você não convencera. Agora você me venceu pela sua paciência, bondade e pelo amor que dedica às crianças.”

O terceiro artigo (extraído do “SEI” – 14.11.92) – “O Suicídio”, também da Senhora Ana Maria, relata com detalhes a vida de Divaldo Franco, a partir dos 15 anos, do qual destaco os seguintes:

“O Suicídio”

“Adolescente, com 15 anos, Divaldo já sentia as manifestações de sua mediunidade. Via, ouvia e conversava com “almas do outro mundo”. Sua vidência era tanta que ele, naquele tempo, é claro, muitas vezes não percebia se as pessoas com quem conversava estavam “vivas” ou “mortas”. Muitos que o viam falando sozinho diziam que ele só podia ser maluco …

Quando a II Guerra Mundial eclodiu, Divaldo, adolescente, estava em Salvador. Conseguira um emprego na “Sul América Marítima” para ganhar 13 mil réis por mês. Acalentava, então,muitos sonhos, como estudar Medicina e levar a família de Feira de Santana para a Capital do Estado.



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Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 

 



 

 

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2 Responses to Divaldo Pereira Franco

  1. Valdelice Sevila Sampaio disse:

    Boa noite Divaldo, gostaria de saber se Urias Pereira Franco e Maria Benedita de Jesus, são parentes seu.Eles eram pais do meu avo Francisco Pereira Franco.

  2. eni disse:

    Olá, boa tarde.
    Sugiro que entre em contato com o próprio através do site: http://www.divaldofranco.com.br/
    Obrigado.

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