Cura singular

cura
Reprodução Web

 


Tínhamos adquirido o imóvel da Rua Ibituruna, 81. Para fazermos propaganda da Instituição e angariar algum dinheirinho, organizamos quatro festas no local durante o mês de novembro de 1951. Um grupo de companheiros nos secundava nesse trabalho. Entre eles se encontrava a senhorita Luzia e seu irmão João Cláudio. No último dia das festividades nenhum dos dois compareceu.

Estranhando o ocorrido, telefonamos na segunda-feira para a senhorita Luzia.

Informou-nos que naquele dia seu irmão amanhecera muito doente. No decorrer do diálogo, disse-nos que durante ligeira madorna o enfermo tinha-nos visto ao seu lado e que lhe teríamos asseverado que ele não ia falecer.

Este detalhe deu-nos a compreender que o caso era sério e não nos saiu da memória durante todo aquele dia.

Terça-feira tornamos a telefonar e a senhorita Luzia informou-nos que os dois médicos que assistiam o enfermo tinham poucas esperanças de salvá-lo. Ficamos alarmados e perguntamos se aceitava o concurso de um médium espírita que vinha servindo de medianeiro a grandes médicos da Espiritualidade, melhorando e curando alguns enfermos portadores de enfermidades graves. Ela anuiu imediatamente, ficando combinado que o acompanharíamos à sua residência no dia seguinte. Mas ressalvamos que somente poderíamos lá chegar após às 22 horas.

Respondeu-nos que o fato de irmos tão tarde não tinha importância, pois que nos três dias antecedentes ninguém dormia em sua casa.

A hora combinada lá estávamos eu e o Sr. Justino Augusto dos Santos, médium curador, no quarto do enfermo, onde estavam também os médicos que o assistiam.

Logo que entramos e após os cumprimentos, as duas irmãs de João Cláudio foram nos informando do seu estado. Havia três noites que ninguém dormia, revezando-se no atendimento ao enfermo. Informaram também que na noite de sábado para domingo, uma úlcera que ele portava no estômago tinha perfurado uma veia, dando causa a uma hemorragia constante que não parava de jorrar sangue pela urina e pelo ânus.

No domingo o médico empregou todos os esforços em vão.

Na segunda-feira, levou um colega e ambos providenciaram rapidamente uma radiografia que acusou a perfuração de uma veia do estômago, donde jorrava continuamente o sangue.

Foram realizadas algumas transfusões de sangue, mas o que saía superava o que entrava. Momentos antes de nossa chegada, os médicos tinham constatado que ele não possuía mais de um milhão e meio de glóbulos vermelhos, quando, em seu estado normal, deveria ter mais de seis milhões.

Constatada a causa do mal, chegaram à conclusão de que deveriam operá-lo, mas a sua debilidade era tão grande que recearam por sua vida. E assim tinha chegado àquele estado.

Naquela noite, o médico assistente avisara a uma das irmãs que não havia possibilidade de recuperação. Que a família se preparasse para o pior. A seguir, despediram-se os dois e com eles também saíram os vizinhos que estavam no recinto.

Para encorajar os familiares, dissemos-lhes, sem mais nem menos, que naquela noite todos iriam dormir. Mas, no intimo, não estávamos seguros da nossa afirmativa.

Chegou finalmente o momento de começarmos a agir. Eram precisamente 23h00. Perguntamos ao médium, Sr. Justino, quem ficaria no quarto do enfermo durante as aplicações do passe. Informou que seria a senhorita Luzia, sua mãe e eu.

Dirigimo-nos para o quarto. Ao entrar vislumbrei logo João Cláudio, que me dirigiu algumas palavras. Sua voz era débil e aconselhei-o a ficar calado. Rapaz alto, cheio de corpo, tez rosada. Naquele momento, porém, sua pele assemelhava-se a de um defunto.

O Sr. Justino fez a prece inicial, começando desde logo a aplicação dos passes. Mais ou menos quinze minutos após, o Sr. Justino fez nova prece, já agora agradecendo às Potestades do Céu a operação que estava sendo realizada.

No primeiro instante duvidamos, mas logo nos ocorreu que o médium era uma dessas pessoas que falam pouco, para acertar. Daí a minutos o enfermo começou a ressonar.

Nesse momento a senhorita Luzia, alarmada, nos cochichou ao ouvido que o irmão estava morrendo. (Toda a família era católica).

Nos a acalmamos, garantindo-lhe que ele estava dormindo, com a graça de Deus! Mais alguns instantes e o médium deixou o enfermo e foi dar passes em sua mãezinha, que logo adormeceu na cadeira de balanço, onde estava acomodada. A seguir, fez a prece final, agradecendo a Deus o êxito do trabalho realizado.

Saímos do aposento e então, eufóricos, confirmamos para as duas irmãs: – “Nós não dissemos que esta noite todos iam dormir?”

E assim foi. Já na rua perguntamos ao Sr Justino os motivos que o levaram a afirmar que o doente havia sido operado, ao que ele respondeu que tinha visto uma luz tão forte que não a pôde encarar, deduzindo que somente poderia proceder de um espírito muito elevado, do Mundo Maior!

Em consulta posterior que fez ao seu guia espritual, este ordenou-lhe que aplicasse mais vinte passes no enfermo, para completar a cura, um por dia.

Dois dias após aquela noite feliz, o médico de João Cláudio, notando que não o tinham chamado, nem mesmo para dar o atestado de óbito, foi à sua casa. Quando entrou em casa, o morto-vivo estava tomando uma suculenta canja de galinha.

“O que houve?” indagou perplexo.

A mãe do rapaz não sabia o que responder. Limitou-se a informá-lo de que no dia seguinte àquela noite em que o filho tinha sido desenganado, ele acordou, depois de um longo sono, pedindo algo para comer …

O médico fitou o cliente um tanto desconfiado, e saiu-se com esta:

“É, os remédios tiveram ação retroativa … “

Dias depois ele e o colega quiseram operar o paciente, informando-o que era necessário extirpar aquela parte do estômago onde se localizava a úlcera.

Indagando do seu guia espiritual sobre o assunto, já agora a pedido do enfermo, o médico do espaço deu parecer negativo, afirmando que ele estava curado não mais necessitando ser operado.

E até agora, apesar de já terem passado 35 anos – estamos em 1986 – continua ele são e forte como um touro.

Graças ao seu concurso nas festas em favor da “Casa da Mãe Pobre” pôde ele conhecer o Sr. Justino, por nosso intermédio, recebendo tanta ajuda de Deus, através da sua abençoada mediunidade e, assim, gozar saúde até os dias de hoje.

Isto nos dá a convicção de que realmente E DANDO QUE SE RECEBE.

O Senhor nos ilumine.


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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