Campanhas financeiras

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Em 1942, por intermédio de D. Fausta Gama Ribeiro, cooperadora da Instituição, o Dr. Pedro Campelo foi convidado a cooperar nas Campanhas Financeiras. Os dois eram protestantes, mas a “Casa da Mãe Pobre” convidava todo mundo para o trabalho santo. Esse amigo tinha-se especializado nos Estados Unidos na arte de idealizar e orientar Campanhas Financeiras.

Entregamos-lhe a direção. Sua técnica era a seguinte:

Fazíamos algumas reuniões preliminares, onde os companheiros eram instruídos para o trabalho em perspectiva. No dia marcado, saíamos em grupos de duas ou três pessoas – homens e mulheres, sendo que estas predominavam em número.

Entre as vantagens de seguirem em grupo, havia a de dar proteção às senhoras, protegendo-as de criaturas mal intencionadas durante as visitações.

Antes do início da Campanha era elaborado um fichário com nome de pessoas particulares e de firmas comerciais e industriais que porventura pudessem auxiliar. Seguia-se a preparação de uma carta-circular, que era enviada a todas as pessoas e firmas a serem visitadas. Mais ou menos uma semana após, saíamos em campo solicitando donativos. Cada grupo levava algumas cartas extras, para o caso de extravio pelo correio.

Chegando às casas comerciais ou industriais, pedíamos para falar com o chefe da firma. Se não fosse possível, falávamos com o seu substituto e, se fosse necessário, voltávamos em outra oportunidade.

Uma vez por semana, ou de quinze em quinze dias, havia um chá ou lanche para todos os componentes, onde cada grupo apresentava o produto de seu trabalho. Havia uma bandeirinha que ficava na mesa do grupo que mais tivesse produzido. Eram pronunciadas palavras de estímulo não só para os componentes do grupo vencedor como também para todos os outros.

Fazíamos essas reuniões na sede de algum clube que cobrava as despesas com descontos especiais e por vezes colaborava com a Instituição, a título de ajuda. Quando terminava  a Campanha, fazíamos uma festa de confraternização e regozijo, ocasião em que era anunciado o resultado geral.

Somente realizávamos uma Campanha Financeira em cada ano. Devemos esclarecer que essas Campanha eram penosas. Além de visitarmos todas as firmas e casas particulares que compunham o fichário, alguns componentes saíam à rua com cofres de folha de flandres, para recolher donativos às portas dos cinemas, teatros ou em lugares públicos onde houvesse trânsito maior. Cada qual levava um distintivo na lapela ou na blusa, para comprovar sua qualidade de representante da Entidade.

A explicação que demos acima, à propósito da mecânica das Campanhas servirá não só para se ter idéia do trabalho exaustivo que durante anos os cooperadores levaram a cabo, como também poderá servir de sugestão para outras Instituições que desejem levar a efeito um trabalho similar.

Em nossas orações rogamos a Deus proteja esses trabalhadores de boa vontade, que tanto se esforçaram, às vezes com prejuízo para seus afazeres, para ajudar na construção da Maternidade “Casa da Mãe Pobre” .

Quase todos esses Seareiros do Bem já se encontram na Pátria Espiritual. Seu labor foi abençoado, de vez que a Maternidade “Casa da Mãe Pobre” representa o refúgio de tantas criaturas necessitadas, que são recebidas com todo o carinho.

O Senhor dos Mundos nos ilumine hoje e sempre!


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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