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Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

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Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Auxílio de Instituições Estrangeiras

Instituições

Reprodução Web


 


Quando a “Casa da Mãe Pobre” estava construindo o edifício da Rua Ibituruna nº 81, na Praça da Bandeira, fomos informados de que algumas Entidades americanas poderiam ajudar-nos no empreendimento. Para esse fim, fomos à Embaixada Americana, cuja sede na época, ficava na Av. Presidente Wilson, no Rio de Janeiro.

A pessoa encarregada do setor competente, após inteirar-se dos detalhes da nossa Instituição, informou que nos Estados Unidos da América existiam quatro grandes Instituições que nos poderiam auxiliar e que a “Casa da Mãe Pobre” estava perfeitamente enquadrada em seus Estatutos. Entre elas achava-se a Fundação Rockfeller. De posse das informações escrevemos para todas elas, enviando-lhes a documentação necessária.

Quase dois meses após, chegaram as respostas de todas, comunicando, mais ou menosnos mesmos termos, que a “Casa da Mãe Pobre” não se enquadrava em seus Estatutos … Entrementes, a Casa Lhoner, organização alemã de artigos hospitalares, que na época tinha escritório na Avenida Rio Branco, incentivou-nos a escrever para uma grande organização alemã que ajudava Casas de Caridade.

Tratava-se de organização protestante, possuidora de dilatadas possibilidades financeiras. Por intermédio da Lhoner, soubemos que um ex-deputado alemão, representante da referida Instituição, vez por outra vinha ao Rio de Janeiro, em trabalhos dessa natureza. Logo que ele chegou ao Rio, fomos à sua procura, mas mandou-nos dizer que nos atenderia na volta de sua viagem a alguns países da América do Sul. Retornando ao Rio, cerca de dois meses depois, procuramo-lo novamente no Hotel onde estava hospedado.

Vários prelados e outras pessoas se encontravam num grande salão, para falar-lhe também. Apesar de termos sido um dos primeiros a chegar, ele foi atendendo às outras pessoas, deixando-nos para o final. Por último, foi sentar-se ao nosso lado e mantivemos com ele mais ou menos o seguinte diálogo: “Quem é que mantém a sua Instituição?” Perguntou ele. , “Nossa Entidade não tem mantenedores. E autônoma e, portanto, tem de se manter a si própria”.

E nesse tom, começamos a fornecer-lhe inúmeras informações, inclusive que tínhamos no Conselho Deliberativo um Membro que era pastor protestante. Aí ele inquiriu: “Quem é esse pastor de quem está falando?” Em resposta entregamos-lhe uma carta escrita de próprio punho pelo pastor protestante, informando sobre suas credenciais e também que fazia parte do Conselho Deliberativo da “Casa da Mãe Pobre”.

A seguir, o deputado indagou quantos membros tinha o nosso Conselho Deliberativo, ao que informamos: “Trinta, de acordo com o Estatuto em vigor.” Mostramos-lhe o Estatuto. Convém informar que a permanência do pastor protestante alemão em nosso Conselho Deliberativo obedeceu às instruções da Casa Lhoner, para reforçar nosso pedido à citada Entidade. Depois de ler o Estatuto, na parte relativa ao Conselho Deliberativo, fez um movimento que lhe era característico, juntou os dedos da mão direita, levantou o braço do mesmo lado e exclamou com voz enérgica: “Desejo saber quais são os fundamentos dessa Instituição” . “Já lhe explicamos, senhor Deputado, que ela é autônoma.

Vive de renda de alguns leitos particulares e dádivas de bons corações, além de um grande grupo de sócios contribuintes, de vez que todos trabalham sem remuneração e por amor à humanidade”.

Foi nesse momento que o Deputado se abriu e declarou: “Como lhe disse, os dirigentes da Instituição alemã e seus mantenedores necessitam de garantias quanto à aplicação de suas contribuições.

Para esse fim é necessário que os senhores coloquem em seu Conselho Deliberativo trinta pastores protestantes, os quais irão garantir a aplicação da futura contribuição.” Então compreendemos os intentos do interlocutor. Mola invisível nos impulsionou. Levantamo-nos, encarando-o de frente, e bradamos: “Diga V. Sa. aos dirigentes da Entidade que representa que a “Casa da Mãe Pobre” do Rio de Janeiro necessita de auxílio para construir um hospital mais amplo do que o que possui, mas que jamais se rebaixará ao ponto de perder a sua dignidade.”

O ex-deputado espantou-se com a nossa reação. Levantou-se também e desmanchou-se em desculpas, ao mesmo tempo que passava um dos braços em torno de nosso ombro, amistosamente.

Afirmou, então, que nos enviaria carta da Alemanha, depois de falar com seus Superiores. Jamais nos escreveu, nem esperávamos por outro comportamento.

GULBENKIAN

Também escrevemos para a Organização Gulbenkian, de Lisboa, que tem ajudado muitas instituições portuguesas. Chegamos a falar com um dos seus Diretores, numa de suas viagens ao Brasil.

Informou que nos dirigíssemos ao seu Procurador, aqui no Rio, o que foi feito, sem resultado. Depois de três ofícios que lhe foram remetidos, em três anos consecutivos, com a esperança de algo conseguirmos, responderam que nada poderiam fazer pela nossa Instituição, o que nos levou à conclusão de que todas essas Instituições, por mais veneráveis que sejam, somente ajudam aos que lhes são afins. Sejam católicos ou protestantes, jamais ajudarão Instituições Espíritas.

E a “Casa da Mãe Pobre” continua sua rota, com ou sem o auxílio de outras Entidades, oferecendo cada vez mais assistência aos deserdados da sorte.

Deus seja louvado e inspire a todos nós!


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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