Viva São Pedro e viva São João na Creche Marieta Navarro Gayo

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Por (Eni) A festa junina é uma tradição e faz parte da cultura escolar, anima e promove a socialização entre crianças, famílias e professores. Os 75 alunos da creche Marieta Continue lendo >>>

Viva São João e viva São Pedro na Creche Isabel a Redentora

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Por (Eni) Neste clima  de muita descontração, alegria e animação, que as criancinhas  da Creche Isabel a Redentora realizou o Arraiá de São João no ultimo dia 27. “Festas Continue lendo >>>

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Por (Eni)    Com o apoio da Casa da Mãe Pobre, as creches da Instituição Maria de Nazareth realizaram na tarde do dia 8 de dezembro (sábado),  a festa Continue lendo >>>

 

Aurora A. de Los Santos de Silveira


Capítulo XX


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         Reprodução Web

Aurora A. de Los Santos de Silveira, pioneira espírita uruguaia, nasceu no dia 28 de agosto de 1890, e desencarnou no dia 10 de agosto de 1969, em Montevidéu, república Uruguaia.

Filha de José Fabrício dos Santos, brasileiro, e Petrona Tejera, espanhola, Aurora morava no Departamento de Rivera, na República Oriental do Uruguai, motivo que a levou a cursar apenas um ano da escola primária. Sua vida foi repleta de dificuldades e sacrifícios junto a seus familiares, nos afazeres da agricultura. Desde pequena revelaram-se-lhe fenômenos de vidência, que seus pais procuravam reprimir, por desconhecerem sua verdadeira causa e temerem que ela enveredasse pelo caminho da loucura.

Em 1933 desencarnou o seu segundo esposo Gervásio Silveira, deixando-a na maior penúria, o que a levou, juntamente com seus filhos, a passar por angustiosa fase.

“Nesses momentos de grande aflição – informa o seu biógrafo Paulo Alves Godoy – conheceu uma senhora de nome Valentina, que lhe deu alguns folhetos e revistas espíritas. A leitura dessas publicações atuou como verdadeiro bálsamo, preenchendo uma grande lacuna naquele Espírito bondoso e abnegado”.

Aurora começou, então, a levar seus filhos, a pequenos Centros Espíritas que existiam nas cidades de Rivera e Livramento, na fronteira entre o Brasil e Uruguai. No dia 5 de julho de 1955 , transferiu seu domicílio para Montevidéu, na busca de melhores dias. Certa ocasião, cansada de tanta luta e sentindo-se deprimida, pediu ao seu filho Baltazar que abrisse “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, e lesse uma de suas luminosas mensagens, quando se manifestou um Espírito que, diante do assombro do jovem, apenas disse:

“Não temais, venho para ajudar-vos”e solicitou que procurassem reunir três ou quatro pessoas, quando, então, voltaria.

Ao retomar do transe, Aurora tomou conhecimento do que aconteceu, e, no dia seguinte, promoveu a reunião, segundo a recomendação do Espírito, que se deu o nome de “Bon Ajou”. Após a realização dessa sessão, a faculdade mediúnica de Aurora desabrochou insopitavelmente, passando a fazer curas notáveis de cegos, paralíticos, cancerosos, a maioria desenganada pela medicina oficial, que teima, diga-se de passagem, em não se espiritualizar, conforme preconizava o Dr. Alexis Carrel.

Aurora começou a ser procurada por multidões de desesperados, em busca do alívio de seus males físicos.”

Presa e Processada

“Por esse tempo, o Espiritismo no Uruguai era desconhecido e Aurora foi acusada de exercício ilegal de Medicina, sendo presa e recolhida a uma prisão de mulheres, onde permaneceu por seis meses. Seus filhos, desamparados, sofreram horrores.

Cumprida a sentença, Aurora saiu da prisão, debilitada e triste; entretanto, e por se tratar de uma atividade verdadeiramente abençoada pelo Alto. Aurora reinicia seu mediunato, socorrendo, através dos Espíritos bondosos, os seus semelhantes e, simultaneamente. divulgando os postulados espiritistas.

Depois de tantas lutas, a médium conseguiu fundar, em 31 de maio de 1944, o “Centro Evangélico Espiritual Hacia La Verdad”, sociedade beneficente, com sede na Av. Flores, 4.689, em Montevidéu.

Eis o que o escritor e orador espírita Newton Boechat escreveu, em outubro de 1966, quando Aurora ainda se encontrava no plano material:

“Dª Aurora de Los Santos de Silveira, pioneira no Movimento Espírita Uruguaio, médium notável e destemida, hoje repousando das lutas de antanho, quando era vigoroso seu organismo físico. Enfrentou, vezes inúmeras, o cárcere, a perseguição e os ataques de adversários terríveis, para evidenciar a Mensagem Espírita: o “Hacia  la Verdad” é o fruto de seus labores em função do Bem, obtendo, finalmente, personalidade jurídica desde 1944.”

“Dª Aurora” – sentencia Paulo Alves Godoy – “quando mais tarde for escrita a História do Espiritismo Uruguaio, em seus pródomos, aparecerá como inesquecível pioneira que, quase só, não poupou esforços na hora do testemunho.”

Comentamos:

“Quase só, não poupou esforços na hora do testemunho.”

E nós acrescentamos:

Foi uma verdadeira heroína e vítima do atraso dos legisladores daquela época.

Deus a tenha em sua Glória!


Pedimos vênia à Diretoria da FEB para transcrever alguns lances do primoroso livro do escritor, Carlos Bernardo Loureiro “As Mulheres Médiuns”, tendo em vista sua importância literária, que nos mostra o sacrifício de algumas médiuns, de valor incontestável, na época em que o Espiritismo começava a lançar raízes no mundo em que vivemos.

 

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães



 

 

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