Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

Divulgação CMP Por (Eni) Com muitas brincadeiras, músicas, danças e presentes as crianças  das Creches Isabel  “a Redentora”  de Teresópolis e Marieta Navarro Gaio sediada em Rio de Janeiro, foram contempladas Continue lendo >>>

Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Por (Eni)    Com o apoio da Casa da Mãe Pobre, as creches da Instituição Maria de Nazareth realizaram na tarde do dia 8 de dezembro (sábado),  a festa Continue lendo >>>

Creches da Casa da Mãe Pobre comemoram o dia das crianças

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Creche Marieta Navarro Gayo e  Creche Isabel a Redentora, promovem festa em homenagem às crianças. Por (Eni) Num clima bastante animado e descontraído, as Creches Marieta Navarro Gayo e Continue lendo >>>

Alunos do Instituto Stella Almeida – ISA, realizam importante visita  a CMP  e fazem doações

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Por (Eni) Alem  das relevantes doações que são importantes na nossa rotina diária, demonstraram enorme amor e carinho  para nossos idosos e crianças assistidas em nossas instituições. Os alunos Continue lendo >>>

 

As mulheres Médiuns


Capitulo XIV


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                   Reprodução Web

Pedimos vênia à Diretoria da FEB para transcrever alguns lances do primoroso livro do escritor, Carlos Bernardo Loureiro “As Mulheres Médiuns”, tendo em vista sua importância literária, que nos mostra o sacrifício de algumas médiuns, de valor incontestável, na época em que o Espiritismo começava a lançar raízes no mundo em que vivemos.

Tomamos a liberdade de recomendar a todos os espíritas conscientes, a leitura desse livro, para tomarem conhecimento do trabalho realizado por nossas irmãs em Humanidade e, se possível, seguirem o seu exemplo.

Além dos nomes mencionados no transcurso deste modesto trabalho, acrescentamos outros, que vêm a seguir.

“A Cabana do Pai Tomás”

sergio cardoso a cabana do pai tomas

       Reprodução Web

Deve-se a essa revolução o fim do cativeiro dos nossos irmãos de cor naquele grande país e é muito importante, para nós, os espíritas, tomarmos conhecimento desse fato histórico da Humanidade.

Pelo que se lê no livro, através das declarações da própria Senhora Harriet, não foi ela a sua autora. Um escritor desencarnado, portador de grande inteligência, desejando concorrer para a libertação desses nossos irmãos, aproveitou a mediunidade daquela irmã, que ela mesma Ignorava possuir.

Lendo o texto em estudo, chegamos a essa conclusão.

Assim, seguem abaixo as narrativas da grande médium.

Histórico

“Harriet Elizabeth Beecher-Stowe, filha do casal Lyman Beecher e Roxana Foot, nasceu em Litchfield, Estados Unidos, em 14 de junho de 1811, e faleceu em Hartford, Connecticut, a 1 º de julho de 1896.

Seus pais eram descendentes dos fundadores de New Haven. Depois da morte de sua mãe, em 1815, estudou num colégio de Hartford onde mais tarde viria a lecionar. Em 1832, seu pai mudou-se para Cincinnati, Ohio, levando consigo toda a família.

Ali seria o berço do primeiro livro da autora, que ela começou _ “ver” e “ouvir”. Era um romance emocionante sobre escravidão e suas visões ela foi passando para o papel. Assim surgiu o famoso romance abolicionista A Cabana do Pai Tomás, que alcançou incrível repercussão e determinou a Guerra de Secessão, a qual se prolongou por três anos (1861 -1864) e em que os Estados abolicionistas do Norte, lutando contra os escravagistas de. Estados do Sul, venceram e aboliram a escravidão nos Estados Unidos da América do Norte.

O meio familiar em que viveu Harriet Beecher-Stowe, pode ser considerado como favorável  a  intervenções espirituais. A propósito o Prof. James Robertson, em artigo publicado na célebre revista “Ligth”, afirma que o marido da médium, o Prof. Steewe, era vidente. Ele via, muitas.vezes, ao seu redor, fantasmas de maneira tão nítida e natural que por vezes, lhe era difícil discernir os encarnados dos desencarnados.

E relativamente ao seu grande romance, eis o que a referida revista publica em 1898:

A Srª Howard, amiga íntima da Srª Beecher-Stowe, forneceu essas curiosas indicações pertinentes às modalidades nas quais o famoso romance foi escrito. As duas amigas estavam em viagem e pararam em Hartford para passarem a noite em casa da Sr. Perkins, irmã da Srª Stowe. Elas dormiram no mesmo quarto. A Srª  Howard deitou-se imediatamente e ficou, do seu leito, observando sua amiga ocupada em pentear, automaticamente, seus cabelos anelados, deixando :transparecer em seu rosto intensa concentração mental. Neste ponto, a narradora continua assim: ‘Finalmente Harriet pareceu sair desse estado e disse-me: ‘Recebi, nesta manhã, carta do meu irmão Henry que se mostra bastante preocupado a meu respeito. Ele e que todos esses elogios, que esta notoriedade que se criou em torno de meu nome, produzam efeito de provocar em mim uma chama de orgulho que possa prejudicar minha alma de cristã’ .  Isto dizendo, pousou o pente, exclamando: ‘Meu irmão é, incontestavelmente, uma bela alma porém, ele não se preocuparia  tanto com este caso. Se soubesse que este livro não foi escrito por mim`. -‘Como? perguntei eu, estupefata, não foi você quem escreveu a Cabana do Pai Tomás? – ‘Não, respondeu ela, – não fiz outra  coisa senão tomar nota do que vi’. – ‘Que está dizendo? Então você nunca foi aos Estados do Sul?’ – ‘É verdade, todas as cenas do romance, uma após outra, se me desenrolaram diante dos olhos e eu descrevi o que via’. Perguntei ainda: ‘Pelo menos você regulou a sequência dos acontecimentos?’ – ‘De modo nenhum, respondeu-me ela. Annie me censura por ter feito morrer Evangelina (personagem do romance). Ora, isto não foi por minha culpa; não podia impedi-lo. Senti-o mais do que todos os leitores de minha história. Foi como se a morte tivesse atingido uma pessoa de minha família. Quando a morte de Evangelina se deu eu fiquei tão abatida que não pude retomar à pena por mais de duas semanas.’ Perguntei-lhe então: ‘E sabia que o pobre pai Tomás devia, por sua vez, morrer?’ – ‘Sim, respondeu-me ela, disto eu sabia desde o princípio; porém ignorava de que morte iria morrer. Quando cheguei a este ponto da história, não tive mais visões durante algum tempo’.”

Na mesma prestigiosa revista, relata-se o seguinte episódio.

“Certa tarde, a Sr. Beecher-Stowe passeava sozinha, como de hábito no parque. O capitão X viu-a, aproximou-se dela e, descobrindo-se respeitosamente, disse-lhe: – ‘Na minha mocidade, li também, com intensa emoção, A Cabana do Pai Tomás. Permita-me apertar a mão da autora do célebre romance’ . A escritora, septuagenária, estendeu-lhe a mão, notando, entretanto, vivamente: – ‘Não fui eu quem o escreveu’.

‘Como, não foi a Srª?’  perguntou o capitão, surpreso. ‘Quem o escreveu então?’ Ela respondeu: – ‘Deus o escreveu. Foi Ele quem mo ditou’ .”

As visões de Harriet Beeecher-Stowe guardam certa analogia com as que ocorriam com os romancistas Charles Dickens e Honoré de Balzac. Eles viam desfilar, subjetivamente, cenas e personagens que tinham imaginado. “A diferença entre as de ambos os gênios da literatura e as da Srª Beecher-Stowe observa, oportunamente, o Prof. Ernesto Bozzano – parece, então, consistir nesta última circunstância: eles assistiam ao desenvolvimento dos acontecimentos que sua imaginação consciente tinha criado, ao passo que a Srª Beehcer-Stowe assistia, passivamente, ao desenrolar de eventos que não tinha criado e que estavam, muitas vezes, em oposição absoluta à sua vontade,pois que, por ela, não teria feito morrer duas santas personagens do romance’. O que prova que célebre escritora era médium escrevente, circunstância que se acha confirmada por fatos assinalados na sua biografia, segundo os quais ela era sujeita a “fase de ausência psíquica” que eram, com toda verossimilhança, estados evidentes de transe.”

“Por outro lado – observa o Prof. Emesto Bozzano – notarei a que a exclamação da Sr.  Beecher-Stowe ‘Deus o escreveu!·. subentende que o ditado mediúnico se realizou sob forma anônima, isto é, que o agente espiritual, que operava, ocultava a própria identidade, limitando-se. ao que parece, a cumprir na Terra a Missão de que se encarregara: a de contribuir, eficazmente. graças a uma narrativa emocionante e pungente, para a obra humanitária da redenção de uma raça oprimida”.

O que aconteceu com a Srª  Beecher-Stowe aconteceria. guardadas as devidas proporções, com Antônio de Castro Alves.

Assim como a médium norte-americana jamais esteve no Estados do Sul, onde se consolidou a escravidão, também o poeta baiano, segundo consta. jamais pôs os pés em um navio negreiro. Ambos, contemporâneos, descreveram, em prosa e verso, o drama fantástico e absurdo de seres humanos que eram tratados como animais. A obra psicografada pela Srª Beecher-Stowe comoveu toda a grande nação americana, conseguindo despertar o sentimento de solidariedade e respeito à pessoa, assim como a poesia candente de “Navio Negreiro”, Escravos” e “Vozes D’ África”, sensibilizou o povo brasileiro, levando-o a assumir franca posição favorável à abolição da escravatura. Teria sido Castro médium? Acreditamos que sim.

O ser  espiritual que o inspirou, e identificou, contribuiu, competentemente (assim como a entidade anônima da Srª Beecher-Stowe), para a erradicação de uma das mais aberrantes e terríveis “chagas da Humanidade”. Os planos espirituais superiores “agem onde querem”, isto é, em qualquer lugar, em todas as latitudes terrenas, universalizando, de forma silenciosa, a mediunidade, segundo já preconizou o Professor Humberto Mariotti. Deduz-se, daí, que o processo mediúnico é, realmente, como afirmou o Mestre Allan Kardec, um atributo eminentemente humano, que se projeta, sob os auspícios dos seres invisíveis, em meio às sociedades terrenas, contribuindo para o crescimento ético e espiritual, a despeito de certas e acacianas “disposições em contrário”.

 

 

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

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