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Arigó o famoso e grande Médium
15 de maio de 2014 Creche “Isabel a Redentora”, Teresópolis, RJ

Capítulo XXXI


arigo

Reprodução Web
Arigó

Nossos comentários, em tomo do livro do escritor norte-americano John G. Fuller, a respeito de Arigó, o famoso médium de Congonhas do Campo, Estado de Minas Gerais, a quem pedimos vênia para transcrever.

Começa ele descrevendo a chegada, ao Rio de Janeiro, do médico americano Dr. Henry Andrija Puharich, profundo pesquisador de assuntos psíquicos, o qual tem viajado a vários países, na sua ânsia de descobrir a Verdade.

Haverá mesmo a Alma?! …
“É a pergunta que fazem os materialistas que têm olhos, mas não vêem. Porque a alma está incrustada no perispírito, ou seja, o segundo corpo, semi-rnaterial, que viceja na Terra conjuntamente com o corpo material.

E o Dr. Puharich era um materialista ferrenho.

Quando no Rio, o Dr. Puharich tinha-se comunicado com o Dr. Lauro Lyra Neiva, sondando-o sobre as possibilidades do Arigó.

O Dr. Neiva tinha atestado a veracidade das curas realizadas por esse médium, acrescentando que nenhuma descrição seria capaz de mostrar as verdadeiras proporções da força mediúnica que possuía aquele homem.
Chegados a Congonhas, alojaram-se em pequeno hotel.

No dia seguinte, 22 de agosto de 1963, após o café da manhã, dirigiram-se para a casa onde Arigó dava receituário e operava os enfermos.

Introduzidos em pequeno cômodo da casa, denominado de “clínica”, foram encontrar um homem de aspecto robusto, vestindo camisa esporte, calças leves e sapatos enlameados.
Contava pouco mais de 20 anos.

Arigó cumprimentou-os, como se tivesse conhecimento do que eles iam fazer. Com o auxílio do intérprete disse ao Dr. Puharich e a seu companheiro, que permanecessem no local pelo tempo que quisessem.
Os que tinham comparecido para receber benefícios, principiaram a mover-se em fila indiana para o interior do salão, que mais parecia um celeiro. Arigó começou a falar na linguagem portuguesa, com a pronúncia arrastada dos homens do campo. Disse à multidão que não era ele que os atendia em suas súplicas, mas sim Jesus Cristo.

Também falou que não se importava com as convicções religiosas de cada um. E arrematou:

“- Todas as religiões são boas, não é verdade?”
Depois pediu-lhe para rezarem com ele um Pai Nosso.
Nessa altura, o Dr. Puharich e o seu companheiro, Belk, começaram a pensar que todo aquele cenário era embromação.
Terminada a oração, Arigó entrou num pequeno compartimento e fechou a porta.

Momentos depois regressava, parecia ser uma pessoa totalmente diferente. Erguia a cabeça com arrogância.
Falava com rapidez, num alemão misturado com português.
Com firmeza, encaminhou-se em direção a Belk e ao Dr. Puharich e ordenou-lhes:

 – “Venham comigo” – e foi caminhando para a sala de tratamento.

Começou anunciando:
“- Não há nada para ocultar. Sinto-me contente por estarem aqui, observando.”
De repente puxou um velho que estava no princípio da fila e retirou, rapidamente, da parede onde se encontrava, uma tabuleta com os seguintes dizeres:
“Pense em Jesus.”

Começaram as demonstrações que o Dr. Puharich j tivera observado. Suas dúvidas iam-se esfumar, frente ao fatos observados e incríveis, segundo seu modo de pensar.”

A Primeira Operação

“Sem pronunciar uma só palavra, apanhou uma faca de aço inoxidável, cuja lâmina tinha uns dez centímetros, e enterrou-a no olho esquerdo do paciente, sob a pálpebra, bem no fundo da órbita.

O homem estava firme e consciente, nem vacilou.
O Dr. Puharich ficou pasmo, e mais ainda.

Arigó começou a raspar violentamente o globo ocular, com a faca, e a parte interna da pálpebra, empurrando a órbita com força bruta. Depois ergueu o olho do paciente.

Até parecia que ia retirá-lo da órbita.
O paciente sempre muito à vontade, só se mostrava incomodado com uma mosca que tinha pousado em sua face, e, calmamente espantou-a.

O Dr. Puharich – continua o escritor Fuller a descrever a cena – apesar de ter-se formado em medicina havia 15 anos, estava quase em estado de choque. Belk – seu companheiro daquela a ventura, sentia-se tolhido e indisposto. O que estavam observando, além da expectativa,
deixava-os tensos, com medo de que um desastre liquidasse o olho do homem.

Finalmente, Arigó retirou a faca do olho do velhinho e limpou-a na camisa. Oportunidade em que disse ao paciente: “Você vai ficar curado”. E chamou o seguinte.

O Dr. Puharich aproximou-se do homem idoso e fez-lhe um exame rápido do olho.

Não havia laceração nem vermelhidão, nem sinal de irritação.
Tudo isso em menos de um minuto, pois o segundo paciente já passara de Arigó para um de seus assistentes.

O Dr. Puharich estava arrasado e estático, face ao que lhe estava sendo demonstrado.

Na maioria dos casos, Arigó, quase sem olhar para os doentes, rabiscava uma receita, com velocidade incrível.

Às vezes encostava um paciente à parede, limpava a faca na camisa e enfiava-a num tumor, ou num quisto, num olho ou no ouvido e removia o abscesso. Não havia anestesia, nem sugestão hipnótica, nem anti-sepsia e a hemorragia era apenas um fio.

Às onze horas em ponto, Arigó deu a sessão por terminada, explicando que ia para o emprego.

De volta a seu quarto, no hotel, o Dr. Puharich ficou imaginando uma forma definitiva para testar os poderes de Arigó.

Evidentemente, apenas uma equipe médica completa, dotada do mais moderno equipamento, poderia levar a cabo a tarefa. Mas isto iria requerer muito dinheiro e uma poderosa argumentação.

Distraidamente coçou o braço.
Enquanto atendia ao seu desejo de coçar o local, lembrou-se de um lipoma – tumor benigno, mas bastante incômodo, que lhe tinha aparecido na parte interna do cotovelo direito. Monologando consigo mesmo, nasceu-lhe a idéia de solicitar ao espírito médico levar a efeito uma operação no seu braço.

“Esta – pensou – seria a maneira de provar a mim mesmo e a meus colegas que eu não estava tendo alucinações.”

Ele se deixaria operar por Arigó.

Quando tomava o café na manhã do dia seguinte, o Dr. Púharich fez ver aos seus companheiros, Belk e dois intérpretes, sua decisão de se deixar operar por Arigó. Seus amigos ficaram preocupados, o Dr. Puharich, contudo, estava decidido, e se dirigiram para o Centro Espírita, que eles, batizaram com o nome de “Clínica do Arigó”. Lá chegando perguntaram ao espírito-médico, se o braço do Dr. Puharich podia ser operado.
“- Claro, respondeu o espírito Dr. Fritz.”

Seguidamente dirigiu o seu olhar para aquela multidão de gente e perguntou:

“Alguém tem um canivete brasileiro, para ser usado no braço deste americano?”

Estas palavras ficaram célebres, nos anais do Espiritismo. O paciente encolheu-se, quando ouviu as palavras do espírito. Mas não podia recuar.
Meia dúzia de canivetes foram apresentados e Arigó escolheu um. E ato contínuo comentou, bem humorado: “O cientista americano é corajoso” e continuou: “Vou demonstrar a este materialista, o que os espíritos podem fazer. ”

Ato contínuo ordenou:
“- Arregace a manga, doutor!”

Dias antes, o famoso jornalista de São Paulo – Jorge Rizzini, ao tomar conhecimento de que o Dr. Puharich e o seu companheiro tinham chegado a Congonhas, para lá se dirigiu, levando uma máquina de filmar. E logo se avistou com o Dr. Puharich.

Quando o Espírito Dr. Fritz ordenou ao paciente: “arregace a manga”, o Dr. Puharich concentrou o seu olhar na direção do Jorge Rizzini, para verificar se a máquina de filmar estava pronta para agir. Seguidamente encheu-se de coragem e olhou para Arigó, a fim de observá-lo. Mas o Espírito Dr. Fritz ordenou-lhe que olhasse em outra direção, ao que o paciente obedeceu.

Não haviam decorrido dez segundos, quando sentiu uma coisa úmida na mão.
Olhou e viu o bolo ensangüentado.
Era o incômodo “lipoma”, que estava em sua mão.
O braço apresentava pequeno corte de aproximadamente cinco centímetros, do qual escorria um pequeno filete de sangue.

A inflamação provocada pelo “lipoma”, havia desaparecido.

O Dr. Puharich dificilmente podia acreditar naquela façanha.
Não sentira dor alguma. Apenas, pequena sensação no braço.
Os seus amigos explicaram-lhe que Arigó pegara na lâmina, cortara a pele e removera o lipoma com os próprios dedos.
Não tinha desinfetado a pele, nem a lâmina.

O paciente resolveu não usar anticéticos na ferida e evitar os antibióticos, a não ser se o braço viesse a ficar infectado até o ponto em que se tornasse perigoso.

Foi para o hotel e continuou a verificar se surgiram no braço sinais denunciadores de envenenamento sangüíneo, mas nada apareceu.

Apesar do Espírito não ter usado pontos, após o corte, a ferida suturara completamente.

Cinco dias depois foi para São Paulo e no apartamento de Jorge Rizzini projetaram o filme que tinha apanhado todos os lances da famosa operação. Onde verificaram que, desde a incisão até a remoção do lipoma, o tempo decorrido fora de apenas cinco segundos.

O médium Arigó, manejara o canivete com tal rapidez que era quase impossível verificar o que fizera.

 

 



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Nossos comentários, em tomo do livro do escritor norte-americano John G. Fuller, a respeito de Arigó, o famoso médium de Congonhas do Campo, Estado de Minas Gerais, a quem pedimos vênia para transcrever.

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães



 

 

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