Menu
Seções
Arigó o famoso e grande Médium – parte II
19 de maio de 2014 Creche “Isabel a Redentora”, Teresópolis, RJ

Capítulo XXXI


ze_arigo1

Reprodução Web
José Arigó

Se o Dr. Puharich não tivesse guardado o lipoma dentro de um frasco, seus colegas americanos poderiam desconfiar de algum “truque” de prestidigitação.

Esses nossos companheiros pensaram em apresentar o caso à “chamada ciência oficial”. Após trocarem idéias sobre o assunto, desistiram, sob a alegação de que: “espírito pressupõe o Espiritismo e os cientistas têm ojeriza ao Espiritismo”.

Talvez tenhamos de percorrer algumas centenas de anos, para que as chamadas ciências oficiais se rendam a essa verdade.

Depois passaram a filmes mais antigos sobre as façanhas de Arigó. Num deles, em poucos segundos, uma catarata foi removida, estando o enfermo consciente e sem vacilações.
Em outro, um grande abscesso foi extirpado das costas de um homem, praticamente sem derramamento de sangue.”

Continuando sua narração, o escritor John Fuller informa mais o seguinte: “Apesar da evidência dos filmes e da observação direta de centenas de casos, feita pelos dois norte-americanos, estes compreenderam que pedir financiamento para se levar a efeito pesquisas sobre Arigó, seria remar contra a corrente. Parecia-lhe difícil explicar aos médicos americanos, e fazê-los compreender as façanhas do Dr. Fritz, através do médium Arigó.

E o que as tomava ainda mais incompreensíveis era a explicação que o próprio Arigó dava sobre suas faculdades.
Dizia ser o médium ou aparelho de vários médicos da Espiritualidade. Principalmente o Dr. Adolpho Fritz que o utilizava para levar a efeito as operações e curas, nas criaturas sem recursos.”

Comentamos:

Segundo as expressões de Jesus Cristo: “Têm olhos de ver, mas não vêem. Ouvidos de ouvir, mas não ouvem “.
Vários médicos foram a Congonhas do Campo. Na opinião deles, o que Arigó estava realizando era inacreditável, mas, para os que lá compareciam para o escarnecer, Arigó era um curandeiro, um charlatão ou mesmo, um “macumbeiro”.

E aqui reside o nosso desejo de levar a efeito a elaboração deste livro, para tentar a comprovação dos fatos vividos e observados, bem assim a maldade que fazem com os médiuns.jogando-os entre as grades de uma prisão.

E John Fuller continua, relatando o começo da perseguição oficial, movida pelos médicos da Terra contra Arigó.

“No dia 1 º de agosto de 1956, foi oficialmente acusado da prática ilegal da medicina.
Os simpatizantes de Arigó reanimaram-se para testemunhar a seu favor. Mas não lhes passava pela cabeça o fato de que,
quanto mais enalteciam as curas de Arigó, mais culpado ele se tornava perante a Lei.”

Inquérito na Justiça Contra Arigó

“Arigó ficou aturdido quando foi chamado à presença do Juiz Elesto Soares, no Tribunal de Congonhas.
“- Como inicia os seus trabalhos?” – perguntou-lhe o Juiz.
E Arigó respondeu:
“- Começo rezando o Pai Nosso. Após esse momento não sei o que se passa. Dizem-me que dou receitas, mas não me lembro de fazer tais coisas.”
E o Juiz volta a indagar:
“- E sobre operações?”
Ao que Arigó respondeu:
” – Repete-se a mesma coisa. Fico num estado que não dá para compreender. Apenas desejo ajudar as pessoas necessitadas.”
E o Juiz volta a perguntar:
“- Mas você faz aquilo de que é acusado, não é verdade?”
Resposta: “- Não sou eu quem faz essas coisas, insistiu Arigó, sou apenas um intermediário entre os
pacientes e o espírito do Dr. Fritz.”
O Juiz Soares estava chegando ao limite de sua paciência, e então replicou:
“- Se as coisas se passam como está afirmando,  por que você não faz esse Doutor Fritz aparecer aqui, na Sala do Tribunal?”
Arigó não respondeu a esta última inquirição.”

E nós comentamos:

O Juiz Soares ignorava o desenvolvimento da “Ciência da Alma”, através o Espiritismo.
Não fora isso verdade, jamais ele intimaria Arigó a trazer a sua presença um espírito desencarnado, o qual só poderia ser observado pela vidência de um médium que possuísse essa faculdade mediúnica.

E o escritor norte-americano John Fuller prossegue em suas observações:
“Ao Juiz Soares não agradava que as manchetes dos jornais espalhadas por todo o país, dessem realce ao caso. Os leitores inundavam os jornais com cartas e testemunhos a favor de Arigó. Mesmo as instituições científicas haviam-se manifestado. J. Herculano Pires, Professor de História e Filosofia da Educação, defendeu com vigor seu ponto de vista afirmando:
“- É simplesmente ridículo negar a existência do fenômeno Arigó. Médicos especialistas, jornalistas famosos, políticos importantes, todos testemunharam o fenômeno de Congonhas.

Não podemos negar a realidade dos fatos.”

A Sentença do Juiz

“Em 26 de março de 1957, o Juiz concluiu que o réu admitira ter procedido mal. As testemunhas tinham fundamentado as acusações. Assim sendo anunciou:
“- Eu, aqui presente, condeno o réu ao cumprimento de um ano e três meses de prisão e à multa de cinco mil cruzeiros. ”

“A sentença era incrivelmente dura”, afirma o escritor norte-americano, somente a multa representava quase o valor correspondente aos salários de um ano de trabalho, de Arigó, na repartição de Assistência Social, onde trabalhava.

Posteriormente, o Tribunal de Apelação reduziu o tempo de prisão e concedeu à Arigó um ano de liberdade condicional, antes de iniciar o cumprimento da pena.

“Mas os termos da custódia correspondiam quase a uma prisão. Não lhe era permitido sair da Cidade sem autorização do Juiz e deveria também parar com as consultas.”

E comentamos:

Esta é uma situação bem visível que nos mostra o sacrifício dos médiuns pelo bem que prestam à humanidade.
Enquanto que um homem, possuidor de maus instintos, desvia uma moça de maior idade, mas sem experiência da vida, com promessas criminosas que jamais cumprirá, abandonando-a a sua sorte quando ela engravida, e fica impune perante as leis do país, outro homem, no caso em apreço, Arigó – que mantém sua esposa e filhos e aproveita as horas vagas para, com sacrifício do seu descanso, trabalhar em favor da humanidade carente, salvando inúmeras vezes da morte, a título totalmente gracioso, as criaturas que não podem pagar os altos preços que os cirurgiões cobram pelas operações – é condenado a um ano e três meses de prisão, e a uma multa de alto valor que ele não podia pagar.

Os Legisladores
Comentamos:

Temos aqui a mostra de alguns dos legisladores da Terra.
Elaboram leis que protegem os exploradores do povo e outras leis que entregam o povo à sanha desses mesmos exploradores. E os que mais sofrem essas explorações são os coxos e estropiados, os infelizes do mundo.

São leis que vão de encontro a todo o bom senso e aberram contra a própria consciência.
E o escritor John Fuller continua esclarecendo:
“Arigó padecia, desorientado. Dirigia-se para o trabalho, na Assistência Social. Na volta, brincava com os filhos …
O tempo ia passando lentamente e os pesadelos e dores de cabeça voltaram a atormentá-lo.

Finalmente, face ao sofrimento de dezenas e dezenas de enfermos que o procuravam, muitos dos quais, pobres e estropiados, viu-se na obrigação de atendê-los.

Embora evitando as operações, pouco a pouco começou a examinar os que o procuravam, pedindo-lhe ajuda, pelo Amor de Deus.”
Nossos irmãos em humanidade, podem verificar a aflição daquela criatura, vendo os enfermos solicitando auxílio, que ele lhes podia dar, mas impedido de atendê-los por causa da justiça dos homens.

Mas voltemos à narração do escritor John Fuller:
“A polícia soube que ele voltara aos tratamentos, mas fingia desconhecer. Os policiais eram seus amigos e jamais agiram contra ele.
Nesse interregno de tempo, o Presidente Juscelino Kubitschek tomou conhecimento da pena a que Arigó fora sentenciado, em 1958.
Três anos antes, durante sua campanha eleitoral, visitara Arigó.

Em sua qualidade de médico quis ver de perto as curas e operações, por ele executadas.
Impressionado com o que tinha observado, Kubitschek fez seguir imediatamente para as autoridades de Congonhas o “Perdão Presidencial” para Arigó.

Houve grande regozijo com a decisão de Kubitschek e começaram novamente a chegar à cidade ônibus e mais ônibus, transportando enfermos. Passado um mês, Arigó estava atendendo, semanalmente, a cerca de 1.500 doentes.
Por causa das autoridades, não mais fazia operações importantes, pelo menos às claras. Pouco a pouco, disfarçadamente, começou operando alguns enfermos, inclusive um filhinho do famoso cantor brasileiro Roberto Carlos.

Os especialistas europeus tinham declarado que o “glaucoma” que tinha vitimado a criança, não podia ser operado com êxito. Mas o espírito do Dr. Fritz, por intermédio do Médium Arigó, operou-o com êxito, curando-o.”
E o escritor continua informando:

Fritz, era praticamente em sentido absolutamente gracioso, especialmente para as criaturas sem recursos.
Decorreram vários meses, sem que houvesse julgamento, devido à resistência das testemunhas chamadas a depor e à dificuldade de documentar novos fatos.

Essa relutância desapareceu em 1963, quando o Dr. Henry Andrija Puharich e Henry Belk, visitaram Congonhas. Somente nessa época, a notícia da remoção do “lipoma”, do braço do médico norte-americano, apareceu nas primeiras páginas dos jornais. Para o juiz e o promotor,
era bastante embaraçoso o fato de que uma operação, famosa no país inteiro, tivesse sido realizada e publicada abertamente nos jornais.”

A Vítima é Acuada

“Em outubro de 1964, finalmente a acusação julgou possuir provas suficientes para levar Arigó, novamente ao Tribunal. Pela segunda vez, era acusado de exercício ilegal da medicina. E pior que esse detalhe: também foi acusado de “magia negra”.

Acusação falsa, pois essa criatura jamais fez uso da “magia negra”, que desconhecia totalmente.
E diz o escritor Fuller, em sua narrativa:
“Praticamente, Arigó não ofereceu resistência.

Em 20 de novembro de 1964 foi novamente condenado à 16 meses de prisão, que começou a cumprir imediatamente.
Permitiram-lhe ir a casa por momentos, para se despedir dos filhos. Abraçou-os, um de cada vez e os animou. Jantaram em silêncio. E em seguida foi colocá-los na cama e rezou com eles o “Pai Nosso”.
Desceu as escadas e esperou calmamente a Polícia.”

E nós comentamos:

Que tristeza horrível deveria estar sentindo aquele criatura!
Tinha sido condenado à 16 meses de prisão, por ter praticado a Lei de Deus.
E vem daí a nossa perplexidade, ao reafirmarmos: as leis dos homens, em alguns casos, são totalmente contrárias às Leis de Deus.
Apesar dos dois mil anos que nos separam do drama do Gólgota, a humanidade ainda não conseguiu pôr em prática os maravilhosos ensinamentos contidos no Evangelho de Jesus Cristo.

Quantas centenas de anos serão necessários, para vencermos o “dragão” da maldade humana!. ..
E quantos médiuns sofrerão, as tristes conseqüências, de terem-se submetido às Leis de Deus, oferecendo aos seus irmãos em humanidade, de graça, o que de graça lhes é transmitido pelas Potestades dos Céus! …

E o escritor norte-americano Fuller, continua:

A Prisão de Arigó

“Por estranha coincidência, ninguém apareceu para levá-lo.
Na delegacia local reinava grande consternação. Nenhum policial queria prendê-lo.
Tão pouco, a Polícia Federal ousava passar através a multidão que, naquela noite, se aglomerava frente à residência de Arigó.
À medida que o tempo passava, Arigó ia ficando impaciente.
Em dado momento, abraçou sua esposa, dirigindo-se para a rua. Imediatamente o clamor da enorme multidão se fez sentir, inclusive, os que tinham comparecido ao Tribunal, parte dos quais ficara na rua.

 



… pág. 1  2  3  4


 

Nossos comentários, em tomo do livro do escritor norte-americano John G. Fuller, a respeito de Arigó, o famoso médium de Congonhas do Campo, Estado de Minas Gerais, a quem pedimos vênia para transcrever.

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães

 



 

 

CONTATO

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
*