Ann Novak


Capítulo XVIII


espiritismo

                           Reprodução Web

Em 24 de abril de 1966, desencarnava em Londres, Inglaterra, a médium russa Ann Novak, cujas faculdades eram conhecidas em diferentes regiões. Nasceu na Ucrânia e passou a viver na Inglaterra com a idade de seis anos, tendo ali passado verdadeiras privações.

Chegou a ser condenada como “ladra e vagabunda” quando o exercício da mediunidade era simplesmente considerado ilegal.

Neta de uma conhecida médium russa, cedo começou a ouvir vozes de Espíritos e a ver formas precisas de fantasmas que dariam, nas primeiras sessões de que  participou, provas cabais de sua existência. Um desses invisíveis predisse que ela visitada por um Espírito de porte moral. A predição, segundo a qual veria, durante 14 dias, um ser materializado em sua própria casa, cumpriu-se integralmente pois foi despertada às três horas da manhã por uma mulher envolvida em luz azulada que iluminava o quarto todo.

Esta aparição se identificou, informando que “morrera” 26 anos antes, fale respeito de seu marido, que, ali perto e lhe prometeu auxilio nos trabalhos mediúnicos.”

Ann Novak fez muitas demonstrações públicas da sobrevivência da alma, não apenas Inglaterra, mas nos diversos países que visitou, a convite de sociedades de pesquisa, sediadas na Índia, Austrália e na Nova Zelândia, onde realizou memoráveis sessões de materialização e de efeitos físicos, sob severo controle científico. Esses fatos eram periodicamente relatados nas páginas da gloriosa revista portuguesa “Estudos Psíquicos”, então dirigida pelo jornalista Isidoro Duarte dos Santos.”

“Aos 30 anos de idade, era presidente e médium da Sociedade Espírita Israelita, de Londres. Em 1943, foi perseguida nos termos da chamada “Lei de Vadiagem “, votada pela Câmara Baixa Inglesa, contra, especificamente, os que exercitavam a mediunidade. Duas mulheres policiais visitaram-na e afirmaram no Tribunal que a tinham visto prever o futuro, o que era, àquela época, absolutamente proibido. ”

“Chegou a ser condenada como “ladra e vagabunda”, quando o exercício da mediunidade era simplesmente considerado ilegal. Mesmo assim, afrontando a Lei, em nome da Caridade, confortou inúmeras pessoas que, tendo perdido seus entes queridos, não se conformavam com a perspectiva nostálgica e irreversível do fim-de-tudo, provocado pela morte.”

“Após, emigrou para a Austrália, onde se consorciou e voltou à Inglaterra. Passado algum tempo, seguiu com o marido, novamente, para a Austrália. Pouco depois o marido faleceu e Ann veio sozinha para Londres, já enferma, onde se hospitalizou, vindo a desencarnar em meio ao carinho e à efetiva assistência de seus familiares e de um sem número de pessoas agradecidas àquela bondosa criatura que enfrentara, com determinação e coragem, a sisuda justiça inglesa, sabendo que estava certa. Se infringia a Lei do Homem, estava perfeitamente de acordo com a Lei Maior, a Lei de Deus, preconizada por Jesus quando esteve neste Orbe.”

Comentamos:

Em 1943, vivendo em Londres, Inglaterra, foi perseguida pela Justiça através uma Lei, que foi criada pela Câmara dos Deputados, para condenar os médiuns.
Duas mulheres policiais visitaram-na e afirmaram, no Tribunal, que a tinham visto prever o futuro, o que era proibido pela lei infame.
Foi condenada sob a alegação que era “ladra e vagabunda”.
Quantas calúnias sofreu a médium? Um verdadeiro sofrimento. Deus a proteja em seu novo estado da vida!

 


Pedimos vênia à Diretoria da FEB para transcrever alguns lances do primoroso livro do escritor, Carlos Bernardo Loureiro “As Mulheres Médiuns”, tendo em vista sua importância literária, que nos mostra o sacrifício de algumas médiuns, de valor incontestável, na época em que o Espiritismo começava a lançar raízes no mundo em que vivemos.

 

Fonte: Em Prol da Mediunidade

Pequena História do Espiritismo de Henrique Magalhães



 

 

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