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Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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A Dona da casa

Projeto Especial - AOG - Rio Antigo

                          Reprodução Web


 


Sempre nos sentimos felizes quando historiamos as lutas redentoras de Nilo Silva, um dos pioneiros da “Casa da Mãe Pobre”.

Após a aquisição da propriedade da Rua Ibituruna nº 81, em que o amigo Nilo foi uma das peças principais, resolveu a Diretoria da Instituição que ele e a família fossem morar na propriedade até lhe darmos destino certo. E o Nilo, muito satisfeito, mudou-se para uma modesta casa que existia nos fundos da residência principal.

Cumpre-nos esclarecer que o vetusto prédio de linhas corretas foi construído para residência dos Barões de Mesquita. O teto do enorme salão de visitas era recoberto com finas lâminas de ouro, ou alguma tinta que tinha em sua composição esse precioso metal. Artistas italianos tinham sido contratados para pintar figuras célebres nas portas desse salão.

O corrimão da escada principal era de bronze, assim como algumas grades de janelas. A construção era luxuosa e quando o Barão faleceu ela foi vendida à família Novis.

Foi ali que a família se estabeleceu, usando o imóvel por muitos anos, até que, por falecimento dos dois cônjuges, foi o imóvel vendido à “Casa da Mãe Pobre”.

Na mansão propriamente dita instalamos uma Creche, com capacidade para 30 crianças, aumentada posteriormente para 50.

Muitos meses se passaram quando, um belo dia, em reunião da Diretoria, o Nilo anuncia que está prestes a mudar-se.

Foi surpresa para todos, que logo quiseram saber os motivos de tal resolução. Foi aí que o Nilo desabafou. Em sua qualidade de médium, estava sendo vítima do Espírito da antiga proprietária, que lhe ordenava deixasse a casa dela … E igualmente que saíssem também as crianças da Creche. Sendo descendentes de fidalgos, não estava em seus propósitos que sua bela mansão se transformasse num simples Abrigo de crianças filhas de mães sem recursos. E devido à dureza de seu coração, seu Espírito achava que ainda estava na terra, desfrutando de todos os seus antigos haveres.

Apesar de nossa insistência para que continuasse como guardião daquele grande patrimônio, o Nilo não pôde suportar o assédio da anciã, mudando-se para uma propriedade que possuía em Iguaba Grande, Estado do Rio.

E desde então iniciamos um trabalho de esclarecimento e preces em favor da nossa irmã.

Durante algum tempo foi visto seu Espírito transitar pelos corredores da casa e, como era católica, mais aborrecida ficava ao testemunhar que os intrusos que tinham tomado conta de sua bela residência eram espíritas.

Finalmente, depois de suficientemente esclarecida desapareceu para sempre.

E aqui termina mais um episódio da “Casa da Mãe Pobre”.


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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