Natal das Crianças nas Creches Isabel “a Redentora” e Marieta Navarro Gaio

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Creches realizam festa de encerramento do ano letivo na Casa da Mãe Pobre

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Creches da Casa da Mãe Pobre comemoram o dia das crianças

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Alunos do Instituto Stella Almeida – ISA, realizam importante visita  a CMP  e fazem doações

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A criança queimada

 

Mãe com filho ao colo

        Reprodução Web


 


Moravam, a pobre mãe e seus dois filhinhos menores, nos arrabaldes da cidade de Governador Valadares. Em outubro de 1961, quando aconteceram os fatos que vamos narrar, a menina tinha dois anos e meses e o garotinho somente seis meses. A genitora, certo dia, saiu de madrugada para o seu trabalho diário, deixando os petizes em cima de uma esteira estendida no chão, junto a uma candeia acesa, pois quando saía de casa ainda estava escuro.

Lá pelas tantas a menina acordou e, descuidando-se, tombou a candeia, pegando fogo na esteira que servia de colchão e nas roupinhas do garotinho.

A menina fugiu a gritar, chamando a atenção das vizinhas, que logo acudiram, apagando o fogo e evitando a morte do menino. Todavia, ele sofreu várias queimaduras no rosto, nos braços e no tronco. Uma das vizinhas enrolou o menino num cobertor e assim foi a criança levada ao hospital.

Um dos braços, o mais atingido, ficou com o antebraço grudado ao braço e este ligado ao tronco. Os médicos, talvez por falta de experiência, não se atreveram a desuni-los, ficando- o menino com aquele braço inutilizado. Por longo tempo permaneceu o garotinho em tratamento no Hospital, mas vendo os médicos a gravidade do problema, aconselharam à mãe da criança que procurasse um hospital especializado no Rio ou em São Paulo. Além do braço inutilizado, a criança estava muito fraquinha e enferma.

E foi assim que a pobre mãe abalou-se para o Rio de Janeiro com um carta em que os médicos mineiros recomendavam aos seus colegas que tomassem conta daquele caso, pois eles, em Governador Valadares não tinham recursos para fazer mais do que já fora feito. A genitora percorreu vários hospitais, no Rio, inclusive o Hospital Jesus, sem que nenhum deles aceitasse a criança. Por último, ela foi bater às portas da Maternidade “Casa da Mãe Pobre”, quase ao escurecer.

Quando a Administradora da Instituição viu o menino que sua mãe trazia nos braços, ficou horrorizada, tal o estado em que a criança se encontrava. E informou à genitora que não possuíamos instalações para crianças, somente para adultos. Que procurasse um hospital adequado para seu caso.

A criatura, chorando, disse que tinha procurado vários hospitais, indicando-lhes os nomes. No Hospital Jesus é que a orientaram, aconselhando-a a procurar a “Casa da Mãe Pobre”. Disse ainda que, devido à sua pobreza, somente lhe restava o dinheiro necessário para a passagem de volta e que talvez o filho lhe morresse  nos braços durante a longa viagem de volta, cerca de 10 horas.

Enquanto fazia o patético apelo, as lágrimas desciam-lhe pelo rosto.  D. Mathilde, a Administradora, era muito humana e tinha ordem de atender a todos os casos difíceis que chegassem à nossa Instituição. Muito penalizada, olhou mais uma vez para a criança, enrolada nuns trapos molhados de urina, e raciocinava:

“É melhor falecer num cama limpinha do que nos braços da pobre mãe e sem nenhum conforto … ”

Ainda perguntou à infeliz criatura o que ela pretendia fazer, no caso de o menino ser recolhido à Maternidade. Ela informou que viajaria para sua cidade imediatamente, pois s6 lhe restavam duas horas para tomar o último ônibus. E a filhinha estava à sua espera. Mas que iria descansada, porque observara a bondade estampada no rosto de D. Mathilde. Que dentro de algum tempo voltaria, mas estava quase certa de que nunca mais veria o filho, devido ao estado lastimável em que ele se encontrava. Por último, tendo D. Mathilde concordado em ficar com a criança, despediu-se.

O primeiro ato de D. Mathilde foi dar um banho quente no menino. A seguir, pediu ao médico de plantão que protegesse “aquele pobrezinho”, no caso de ele resistir.

Com os medicamentos aplicados, a criança melhorou durante a noite. No dia seguinte, perguntou ao Dr. Henrique Bulcão, Chefe da Enfermaria das mulheres queimadas, se ele podia fazer a caridade de tomar conta daquele pedacinho de gente. E com a anuência do Chefe da turma do INPS, Dr. Napoleão Teixeira Leão, a criança ficou definitivamente aos nossos cuidados.

O Dr. Bulcão, alma bondosa, aceitou a incumbência que lhe era solicitada. Quando viu que o garoto estava em boas condições, fez-lhe a primeira operação. Meses depois, fez-lhe a segunda, seguindo-se a terceira e a quarta. O garoto chamava as enfermeiras de titias … Todo o mundo gostava dele.

Sua mãe visitou-o, meses depois. Quando voltou pela segunda vez, após longo espaço de tempo, o garoto não a reconheceu. Despediu-se ela de D. Mathilde chorando, alegando que o filho tinha se esquecido da própria mãe. E não mais retomou. Já se tinha passado mais de quatro anos, quando o Dr. Aluizio Neiva, médico da Casa, demonstrou o desejo de tomar conta do garoto. Para esse fim solicitou o nosso apoio.

Respondemos que nada poderíamos fazer, uma vez que o menino tinha entrado na “Casa da Mãe Pobre” trazido por sua mãe. Pretendíamos viajar ao seu torrão natal, à sua procura, tão logo fosse feita a última operação. Passados alguns dias, o Dr. Aluizio procurou-nos novamente.

O casal Aluizio Neiva só tinha uma filha – informou-nos – já casada e em boa situação financeira, não precisando, portanto, do auxílio dos pais. Levando em conta essa situação, desejava adotar o garoto como filho legítimo.

Diante dessa nova investida, informamo-lo de que somente o Juiz de Menores poderia resolver o caso. Foi quando ele pediu meu consentimento para falar com o Juiz.

Face à sua insistência e à longa ausência da genitora do garoto, anuímos ao seu pedido.

Diante das razões apresentadas pelo Dr. Aluizio Neiva, o Juiz de Menores oficiou-nos, mandando entregar o garoto, que passou a chamar-se José Cirilo Neiva.

Estamos em 1980. O antigo garotinho tem, atualmente, 19 anos e cursa a Universidade do Fundão. E o pai adotivo, satisfeito e alegre, já levou o filho a vários países, inclusive além da chamada Cortina de Ferro.

Não fosse o coração bondoso de Dona Mathilde e a autorização que tinha da Diretoria para atender a todos os casos difíceis que aportassem à Instituição, o garotinho teria sucumbido nos braços de sua mãe, na viagem de volta para Governador Valadares.

Se todos os hospitais atendessem aos semelhantes com espírito de puro Cristianismo, conforme o faz a “Casa da Mãe Pobre”, as criaturas humanas seriam tratadas com verdadeiro carinho, e muitas mortes se evitariam.

Deus ilumine a todos nós.


 


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CMP

 

Fonte: Livro Casa da Mãe Pobre 50 anos de amor de Henrique Magalhães

 



 

 

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